Ganhar ou perder...

Publicação: 07/04/15
Vicente Estevam - interino [jrvicente@tribunadonorte.com.br]

Matéria da Tribuna do Norte deste fim de semana abordou o tema dos pequenos públicos no Campeonato Estadual. A discussão levanta um ponto interessente. Quem está ganhando com a competição? A Federação disse que não ganha nada, muito pelo contrário, só se sustenta graças a ajuda da Confederação Brasileira de Futebol – CBF. A Arena das Dunas já havia dito há algumas dias que diante do baixo público no futebol se diminuir os custos terá um prejuízo quatro vezes maior que o lucro obtido em 2014 (perto de R$ 20 milhões). Os clubes dizem que o certame é prejuízo certo financeiro e por vezes até técnico. Mas então, quem ganha com o Campeonato? Se todos reclamam e saem perdendo, porquê a competição continua existindo ano após ano?  Esse é um grande mistério que precisa ser resolvido: como em um mundo altamente capitalizado, onde se busca o lucro a qualquer custo, uma coisa que todos reclamam consegue se manter enquanto negócio. No início do ano estive em um evento no qual sai convencido que estava enganado. Sim, o Estadual é um bom negócio. Passados quatro meses e muitas arquibancadas quase vazias depois eu já começo a me questionar, é mesmo um bom negócio? Para quem? Não deve ser para o torcedor, pois esse não dá às caras nos estádios nem mesmo para ver o clássico. Mas aí, dizem os especialistas, é culpa da violência. Então, melhor acabar, pois a violência, fruto das desigualdades históricas desse país está longe de ter uma solução. Por aqui, fico com saudade de dias em que as charangas percorriam a cidade à pé em direção ao velho Machadão, das ruas tomadas por bandeiras vermelhas, pretas e brancas e verdes. Se querem continuar, me dêem bons motivos. A escravidão das cotas de TV vale à pena? Também me dêem bons motivos. O que acho é que como um produto qualquer, o futebol precisa de três pontos: preço acessível, novidade ou boa qualidade. Neste momento, no RN não existe nenhum desses pontos.

Inchaço
O início do Campeonato Estadual (Copa Cidade do Natal) enviou sinais de alertas claros aos nossos dirigentes. Em 71% dos confrontos realizados, o público no estádio não atingiu a casa dos mil espectadores. Isso não significa apenas desinteresse do torcedor pelo futebol, sinaliza que algo está funcionando mal e necessita ser trabalhado. Como já se viu pelos números, existem jogos demais apenas inchando o calendário. Dentre essas partidas, cinco delas tiveram menos de 100 pagantes, recorde negativo para Força e Luz  x Coríntians, pela nona rodada, quando 23 pessoas compraram o ingresso e o apurado foi de R$ 130,00.

Modesto
O América teve o melhor desempenho em relação ao público na Copa Cidade do Natal. Mas sua volta a Natal e contando com um arena confortável e moderna, não garantiu retorno das massas as arquibancadas. Nos cinco jogos que realizou como mandante, o alvirrubro não conseguiu levar 20 mil pessoas ao estádio. Para ser correto o clube atraiu a atenção de 17.006 espectadores, entre sócios, pagantes e não pagantes, o que para um clube da envergadura do América é pouco.

Média baixa 
Tão instável como a campanha do clube no primeiro turno do Estadual, foi a média de público do ABC, que chegou a  2790 torcedores, levando em consideração que o clube foi o mandante do clássico contra o América. O alvirrubro, por sua vez teve uma média de 3.401 torcedores.

Santo de casa
A julgar pelas atuações da dupla sub-20 do ABC: Erivelton e Chiclete, contra o Potiguar, o treinador Josué Teixeira encontrou nas bases do clube a solução para um problema que vinha se mostrando crônico no clube: a armação da jogadas ofensivas. Mesclando garra, velocidade e habilidade os dois jogadores vêm conseguindo se destacar num grupo considerado mediano. Com isso, os jovens ganharam a confiança do treinador e praticamente garantiram espaço no elenco que será montado para disputar a série B.

Queixa 
A televisão que repassa uma cota de transmissão de R$ 80 mil a ABC e América, não pode expor os clubes a sua grade de programação. Colocar uma partida entre América x Baraúnas para ser jogada numa quarta-feira às 17h30, é contribuir bastante para o insucesso de público no nosso campeonato.

Problema 
Enquanto o futebol estiver sendo usado apenas para tapar as brechas das grandes de programação das emissoras que detém o direito de transmissão das competições, o esporte não voltará a decolar no Brasil. Invencionices de jogos numa quarta-feira as 17h30 ou as 22 horas só contribuem para levar o esporte para o buraco. Futebol sem torcida e como um avião sem asas.

Só deu a lógica

Publicação: 05/04/15
Uma alteração feita algum tempo atrás pela CBF, está mais do que justificada: é a que premia o time que tem mais chance de derrotar o adversário jogando em sua própria “casa”, isto é, com diferença de dois gols ou mais no confronto. Vejam como exemplo a rodada desse fim de semana da Copa do Brasil/2015, jogos disputados na quarta-feira, 1º de abril. Foi uma rodada sem nenhuma grande “zebra”. Confiram: América/RN 5x1 Globo, eliminando o adversário na sua própria casa  (o estádio Barrettão) sem necessidade do 2º jogo. Já o  Sampaio Correa derrotou o Estrela do Norte, o Figueirense bateu o Estrela do Norte/Espírito Santo, o Figueirense, clube de tradições, ganhou  do Solimões do Amazonas, o Goiás superou o Santo André, o CENE, do Mato Grosso perdeu para o Sport Recife, vitória esperada, dada a maior categoria do rubro-negro pernambucano.

Só deu (2)


Jogando em seus domínios, o Confiança empatou com o Ceará, clube de maiores tradições  mas foi placar mais ou menos previsto, o Campinense/PB perdeu em casa para o Grêmio Porto-alegrense (placar lógico),  jogando “em casa” o Coruripe não conseguiu bater no Atlético/GO, a Anapolina perdeu em seus domínios para o Vitória/BA, talvez o único  resultado surpreendente foi a goleada do ituano sobre o Joinville, clube de maiores tradições, com sede numa cidade progressista como é Joinville. Jogando diante de sua torcida, assim mesmo o tradicional time do River/PI perdeu para o Fortaleza. Nessa sequência de resultados lógicos, o Vasco foi enfrentar o Rio Branco na casa do adversário e trouxe a vitória de 2x1. Como se observa, 90% de resultados, lógicos. E, num jogo dos iguais no nome e na estrela solitária, Botafogo da Paraíba e do Rio de Janeiro ficaram no 2x2. O Fogão carioca tem como escudo a estrela branca, foi fundado em 1904. Já o alvinegro paraibano tem uma estrela no escudo, porém vermelha, foi fundado em 1931.

 O tempo esquentou


Apontado como a surpresa do futebol potiguar, o Globo FC apresentou um bom rendimento no Estadual, chegou até a surpreender pelo fato de tratar-se de um clube novo, organizado, fez boa preparação visando a temporada/2015, mas não manteve a mesma sequência de bons resultados, apesar  de haver iniciado bem mais cedo os preparativos da equipe. Pior é que, após a goleada na estréia do time numa Copa do Brasil, - placar de 5x1 esfria qualquer entusiasmo. As notícias que começaram a circular no dia seguinte,  foram de um atrito sério entre o presidente do clube, Marcone Barretto e o treinador Leandro Sena e o presidente do clube, Marcone Barreto. Sena afirma que o dirigente do clube teria arremessado contra ele um objeto, que o atingiu nas  costas.

Vitória inédita


Após a rodada de abertura da Copa do Brasil, a equipe americana protagonizou um feito até então incomum ao clube. É que, goleando o Globo, colocou uma diferença de gols que tira qualquer chance de reabilitação do adversário. Atualmente, a diferença exigida pela  CBF é de dois gols ou mais na casa do rival, justo o que aconteceu no “Barrettão”, placar de 5x1, incontestável. Daí, a explicação para o desentendimento entre o presidente Barretto e o treinador Leandro Sena.

ALELUIA, ALELUIA


Quem  promoveu uma festinha familiar nesse sábado de Aleluia  foi o alecrinense e botafoguense prof. Normando Bezerra, um dos fundadores da torcida “Fera”. Segundo Normando, a última vez em que seu aniversário coincidiu com um sábado de Aleluia  havia sido há 20 anos.

Dúvidas


Passadas algumas horas do atrito entre o treinador Sena e o presidente do Globo, Marcone Barreto, ainda não há uma versão confiável, já que uns dizem que Sena teria o primeiro a agredir, outros afirmam que Barreto teria jogado um objeto no técnico. Uma das versões cita uma cadeira “voando baixo” o objeto arremessado contra Sena. Como ninguém filmou ou fotografou, fica a dúvida no ar. O fato concreto é que o futebol cria mais dois “inimigos”.

PRESIDENTE x TREINADOR


A tecnologia nos dias atuais proporciona filmagens com um simples celular – talvez um pouquinho mais sofisticados do que os mais comuns, pode acontecer alguém ter filmado se, de fato, o presidente do Globo, Marcone Barretto jogou algum objeto  no técnico Sena.

VAI AGIR (2)


Entrevistado no dia seguinte pela equipe da Rádio Globo/RN, o treinador Sena confirmou a agressão (também com palavras), Leandro Sena disse que a ocorrência não ficará assim, que vai entrar na justiça, pois tem passado limpo, a prova é que, em toda sua carreira de jogador, teve contra ele apenas um cartão vermelho, que a maior prova é o tempo em que esteve no América, inicialmente com o atleta, depois, treinador, com rápida passagem pelo Alecrim FC. Uma observação é necessária: é a primeira vez nos 100 anos de futebol do RN, que o presidente de um clube entra em choque  (só não houve agressão mútua), garatem os mais próximos

A vez é da série “D”

Publicação: 03/04/15
Everaldo Lopes [e_lopes@tribunadonorte.com.br]

Muitos Campeonatos Estaduais ainda nem acabaram, porém já existem nada menos de  17 clubes garantidos no “Brasileirinho” (o da série “D”). Algumas federações, como  Minas, Pernambuco, Tocantins, Amazonas, Amapá, Ceará e Sta. Catarina já sabem quais são seus representantes. Esses já conhecidos, irão se juntar a outros ainda não apontados e os quatro rebaixados da série C”, já conhecidos.  Em Minas, Vila Nova e Caldense, em Pernambuco Serra Talhada e Central,  Sta. Catarina terá o Inter de Lages e o Metropolitano chegando de novo Rio de Janeiro, Bahia e R. G. do Sul  garantiram o Resende, Jacuipense, Lageadense, o Interporto de /TO, Nacional/AM, Santos/AP e Guarani/Juazeiro, enquanto de São Paulo só o São Caetano garantiu seu lugar.

MUDOU TUDO
Ao contrário do que aconteceu nas últimas temporadas, a partir desse ano o representante do Mato Grosso do Sul na Série D do Campeonato Brasileiro será o campeão atual, e não mais o anterior. De acordo com Francisco Cezário, a decisão foi tomada pelos dirigentes dos clubes durante o conselho arbitral para a disputa deste ano. “Foi feito esse ajuste no regulamento. O campeão desse ano tem a vaga da Série D do Brasileiro”, disse.

EM SÃO PAULO
Até agora, o São Caetano é o único clube paulista garantido na Série “D” do Campeonato Brasileiro. Rebaixado em 2014 na Série C com uma campanha pífia, o Azulão sonha em se levantar, já que atualmente disputa a Série A2 do Campeonato Paulista e se não atingir o acesso poderá ficar sem calendário para o segundo semestre de 2016.

OS TIMES  CLASSIFICADOS:
- Caldense/MG (via estadual 2015)
- Central/PE (via estadual 2015)
- Guarani de Juazeiro/CE (via estadual 2015)
Internacional/SC (via estadual) - Interporto/TO (via estadual /2014)/Jacuipense/BA (via copa Estadual 2014) Lajeadense/RS (via copa estadual 2014), Metropolitano/SC (via estadual 2015)
Nacional/AM (via estadual 2014) Resende/RJ (via copa estadual 2014), Santos/AP (via estadual 2014) - Serra Talhada/PE (via estadual 2015) - Villa Nova/MG (via estadual 2015), São Caetano/SP (rebaixado para Série “C” 2014 - CRAC/GO (rebaixado para a Série “C” 2014) - Duque de Caxias/RJ (rebaixado Série “C” 2014) Treze/PB (rebaixado para Série “C” 2014), aumentando a tradicional rivalidade  Treze x Campinense.

Fatos novos
 O incidente inesperado entre Marcone Barreto e Leandro Sena, tem tudo para esticar mais. O cartola presidente do Globo já deu demonstração de que tem suas exigências, afinal tem uma boa soma de dinheiro  gasto não somente no “Barrettão”, mas também na formação do grupo de jogadores e equipe de apoio (massagista, médico, roupeiro, treinadores, pessoal da rouparia, cozinheiro (a), pessoal da limpeza, o que cuida do gramado, médico eletricista, pessoal da limpeza.  

Os fatos (2)
Enfim, um verdadeiro “exército” de empregados que mantém a equipe de pé, cumprindo seus compromissos. Talvez por desembolsar uma boa soma de dinheiro, Barretto “explode” com facilidade, quanto mais vendo seu time, do qual esperava muito mais, ser goleado por 5x1 e dar adeus à Copa do Brasil logo de saída. É preciso contabilizar o bom tempo que faz  da tentativa de Marcone Barreto projetar a sua cidade - Ceará Mirim, e nada melhor do que manter uma equipe de futebol.

Os Fatos  (2)
Mas, que obtenha alguns bons resultados.   Barreto há havia empregado muitos recursos na construção do estádio, com o detalhe de ser Ceará Mirim, famoso pela cana de açúcar que produz. Não é à toa que Ceará Mirim é tido como a terra dos verdes canaviais, dos  barões do século passado, que ajudaram o município a se desenvolver.

O imbróglio das arenas

Publicação: 02/04/15
Everaldo Lopes [e_lopes@tribunadonorte.com.br]

Raro é o dia, na imprensa esportiva, em que não deixa de sair matéria nos jornais e tevês citando problemas junto às Arenas que tanto foram elogiadas pela grandiosidade, beleza e conforto, as construtoras e os clubes que têm times sendo forçados  a utilizar  esses  monumentos. Não  eram propriamente previsíveis esses impasses envolvendo os dois lados.  As seleções que foram tão beneficiadas já se foram há tempo. Algumas delas aproveitadas porque já vinham sendo utilizadas, outras – a maioria, edificações totalmente construídas dos alicerces até os acabamentos.  A Arena das Dunas é um exemplo de estádio que começou do zero. Ou  mesmo antes do zero, porque teve a demolição.  Foram vários  nessa situação. Quase um ano após  a inauguração dos  belos estádios a poucos meses  do Mundial, têm pipocado aqui e ali  notícias de complicações financeiras envolvendo a maioria dos governos estaduais, e as construtoras.

Situação difícil
A ocorrência é verídica, está em um livro de histórias curiosas do futebol, de autoria do ex-ala esquerdo do Alecrim FC, campeão estadual pelo pelo Verdão, em 1968, Luizinho. Um dos jogadores visitantes, em plena disputa de uma partida, sentiu  necessidade urgente de ir ao sanitário, com forte problema intestinal, e aí pediu permissão árbitro para ir ao sanitário. O árbitro negou, e ainda o ameaçou: “se sair, considere-se expulso!”. Sem outra alternativa, o jogador permaneceu em campo, mas aí não teve como evitar o cocô descendo pela perna O árbitro foi mais além, mostrou-lhe o cartão vermelho! Estava expulso...  

DOIS CONTRA UM 
O jornal “O Mossoroense” divulga  ocorrência no mínimo constrangedora para a vítima, no caso um humilde taxista. Ela, uma lutadora de UFC, Beth Correia e ele o treinador Edelson Silva. Aconteceu que a dupla pediu um taxi, por telefone, mas ao chegar, o taxista ouviu a desculpa de que haviam desistido, negando-se pagar os R$ 7,50 do trajeto até o local. Segundo noticia o companheiro de “0 Mossoroense”, Sérgio Oliveira, o taxista ouviu desaforos da lutadora e do treinador e ainda o teriam agredido.

O ATLETA  E O AMIGO
Oscar Schmidt, o mais famoso atleta de basquetebol nascido no RN, campeão pan-americano, jogou na Itália e Espanha, cria da AABB/Natal até hoje maior cestinha de todos os tempos, acaba de perder um grande amigo seu quando jogava no basquete da Espanha, entre 1988 e 2001. Trata-se de Lalo Garcia, cujo corpo foi encontrado morto  em um rio, provavelmente jogado após o crime. 

O livro de Valdir
Era uma terça-feira, 10 de março, numa livraria de São Paulo/capital,  cerca de  sete mil pessoas se acotovelavam  na porta de uma grande livraria  para ver o padre Marcelo Rossi, há algum tempo uma das principais figuras da Igreja Católica no país, ele ali para o lançamento do seu livro mais novo: “Philia”. Com 47 anos, ele já vendeu mais de 11 milhões de de discos, e seus livros  batem sempre recordes de vendas. Ele confirma que vai viajar pelo Brasil até o meio do ano, para escrever dedicatórias. Não vai parar nem no natal, nem no Ano Novo, confirma. Esta, é apenas um intróito para que o leitor conheça mais um pouco sobre esse campeoníssimo em vendagem de títulos (livros). Modesto, diz que atribui a Deus o sucesso. É a figura carismática de um autêntico desportista, pratica vários tipos de exercícios, contanto que mantenha sua saúde  na melhor forma possível.

CORRIDA DIÁRIA
Confesso que fiquei curioso em saber a rotina do “atleta” Marcelo Rossi, daí transferir um pouco para o leitor desta coluna. Pe. Marcelo Rossi confirma que corre todo dia cerca de 20 quilômetros, duas horas em cima da esteira (aparelho utilizado nos exercícios internos, academias, etc). Aonde estiver, pratica exercícios. Agora mesmo,  está no Rio de Janeiro, corre no calçadão de Copacabana, quando está com roupagem de atleta,  ninguém o reconhece assim com facilidade, diz. “Nunca tive hérnia de disco, mas tenho  discopatia degenerativa. Já tentei tratar  minha coluna com pilates, mas não me adaptei faço diariamente uma hora de RPG, sou adeptos de alongamentos. Tenho uma academia  toda equipada inclusive com esteira. Quando tomava remédios para melhorar mais ainda a condição atlética, os anti-inflamatórios me davam muito sono”. Como se constata, leitor, quem vê o padre Marcelo Rossi no calçadão de Copacabana não imagina jamais que ali está um sacerdote talvez o mais famoso e querido do povo católico, capaz de levar  multidões à missa dominical da Rede Globo.

O VINHO DA FERA
A data era abril de 1995, uma quinta-feira Santa, jogo de Estadual no Machadão, Alecrim x Baraúnas, previsão de público diminutíssimo. Foi aí que a turma da “Ferra” resolveu distribuir copos de vinho com o torcedor. Foram 20 garrafas de vinho pra quisesse beber. De graça.O Verdão ganhou de 2x1.

Olimpíadas começam cedo

Publicação: 01/04/15
Everaldo Lopes [e_lopes@tribunadonorte.com.br]

No Mundial de futebol/2014 foi assim também: exagero na venda antecipada dos ingressos. Agora é o COI. que dá a largada um ano antes na colocação dos ingressos para o público que vai ver as Olimpíadas/2016, no Rio de Janeiro. Começou ontem, mas sem necessidade de  filas porque é via Internet, ingressos de preços populares, mas também de localidades caríssimas, como as da cerimônia de abertura dos jogos,  estipulado cada ingresso em R$ 4.600,00. Outras modalidades também de preços nas alturas são os jogos de tênis de quadra, vôlei e basquete feminino, com boas chances de título para os (as) brasileiros.

Olimpíadas (2)
Já são previstos os ingressos mais cobiçados nas Olimpíadas:  vôlei de quadra, todos no Maracanãzinho, a preços de R$ 100,00 a R$ 350,00. O jogo decisivo poderá ter entradas ao preço absurdo de R$ 900,00 a R$ 1.200,00. Modalidade das mais admiradas nos EE.UU., o basquete masculino deve levar grandes públicos, daí o alto custo das entradas.  Modalidade que deve quebrar recordes é o futebol, que terão como sedes dos jogos Rio, São Paulo, Salvador. Brasília, Belo Horizonte e Manaus. Fortaleza, Natal e Curitiba dançaram, apesar da distância não ser empecilho  para  os manauaras.

Proibição esdrúxula
Usar apelido para falar de arenas do futebol, ignorando o nome usado pelo clube pode ser proibido por lei. É que uma das 181 emendas  apresentadas  para a Medida Provisória que refinancia as dívidas fiscais  dos clubes aborda  esse assunto. Prevê que meios de comunicação sejam obrigados a usar o nome escolhido pelas equipes para suas arenas. Em compensação, o excesso de jogos do Flamengo e Corinthians, pela televisão aberta (a chamada tevê paga) deve ficar limitado a apenas 10% das transmissões ao vivo.

BAHIA DESISTE DA FONTE
“À Nação Tricolor”, assim começa a mensagem do presidente do clube: O E.C. Bahia agradece   publicamente à Fonte Nova Negócios e Participações pelos dois anos de parceria, Juntos clube e consórcio cresceram juntos. A Fonte Nova é a casa de todos nós, torcedor se faz nas arquibancadas. Durante quase quatro meses o clube tentou renovar o contrato, mas todos os esforços foram em vão. Por isso, a partir de agora o Bahia retorna à Pituaçu e lá permanecerá até que possa o consórcio alterar as suas propostas.   

CURIOSIDADE
A Medida Provisória lançada pelo governo Dilma Rousseff sugere  algumas curiosidades. O deputado Laérsio Oliveira joga a sugestão de que as empresas autorizadas  a captar e transmitir   imagens dos jogos, que respeitem os nomes oficiais  dos clubes e das arenas, abolindo aumentativos tipo Arenão, Itaquerão (do Corinthians), Castelão, entre outros. A mania de eternização dos cartolas à frente de um clube, federação, ou confederação  devera ser bem recebida. E, emenda curiosíssima: que 5%  do que as emissoras tenham de pagar, sejam revertidos para os árbitros !!! 

MAX NA FRENTE
Com 12 gols assinalados até agora, o atacante americano Max está ainda na ponta dos artilheiros brasileiros participantes de competições atuais. Entre 12 e 9 gols, são estes os goleadores até agora: Max 12 gols,  Kros (Brasiliense), Michel (Passo fundo), Robert (Sampaio Correa), Kiev (Bahia), Núbio (Icasa/Ce),  Alecsandro (Fla), Fred (Flu), Leandro Damião (Cruzeiro), Magno Alves (Ceará) e Cerino (Fla) todos com 10 gols, Nonato (Goianésia e Rafael (Coritiba) com nove. 

Vinte e sete anos depois...
Nome de garota de novela da Globo - Mônica (Mônica Santoro) aos 17 anos tornava-se uma das jovens mulheres mais citadas no universo do esporte. Simplesmente, ela se casara com o atacante Romário, nome nas alturas pelo fato de ter sido um dos jogadores de maior prestígio   do futebol brasileiro e da seleção, principalmente após o Tetra de 1994.  Em 1977, o casamento foi desfeito, Romário para um lado, Mônica e os dois filhos – Romarinho e Monique para o outro. 

VINTE E SETE (2)
Os anos se passaram. “ Foi tudo muito difícil, minha vida exposta, a dor da separação dos filhos pequenos, a batalha judiciária, ela se dizia atirada na boca dos  leões. Tempos depois, era Romário preso pelo não pagamento das pensões, ele um jogador de salário privilegiado, não podia deixar de cumprir o que a justiça obrigava. Anos depois, eis Romarinho jogador do Vasco, o Vasco que projetou o pai nas alturas. Nunca podia dar certo – diz Mônica, devido o gênio difícil que ele tem.