CNMP quer barrar indicado

Publicação: 31/03/15
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Membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão incomodados com a possibilidade de o advogado Gustavo do Vale Rocha integrar o colegiado. Rocha é advogado do deputado Eduardo Cunha, fiador da indicação, e do PMDB, o que, segundo o parlamentar, legitima sua indicação para o colegiado. Cunha está na Lista de Janot.

Bom precedente
Como na indicação de Gim Argello no TCU, conselheiros articulam a rejeição a Gustavo Rocha no CNMP. Mas lhes falta força política.

Retaliação
Dos 14 conselheiros do CNMP, um é indicado pela Câmara. Membros avaliam que Eduardo Cunha indicou Rocha para “afrontar” Janot.

Roletando
O carro oficial placa nº 32, do gabinete do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), circulava domingo na cidade do Núcleo Bandeirante (DF).

Pegou mal, Michel
O vice-presidente Michel Temer poderia ter mantido fora da sua biografia a defesa que fez, no programa “Roda Viva”, do indecoroso “acordo de leniência” com as empreiteiras que roubaram a Petrobras.

Alegação cínica
É falsa a alegação de que “acordos de leniência” protegem empregos. Obras geram empregos e não empreiteiras, como lembrou o procurador do ministério público junto ao TCU, Júlio Marcelo Oliveira.

Onde está o dinheiro
A Justiça americana realiza audiência em 3 de abril com os bancos e a Petrobras. Quer entender se a Petrobras é tão amadora a ponto de não perceber a roubalheira que se passava a um palmo do nariz.

Ninguém merece
O PT insiste em Benedita da Silva para o cargo de secretária de Cultura do governo Pezão. O problema é que a relação mais próxima de Benedita com o setor foi seu casamento com o ator Antônio Pitanga.

Maus tradutores
Em vez de provocar “crise” no governo, o que é falso, a frase de Joaquim Levy (Fazenda) sobre Dilma, em inglês, apenas revelou que a imprensa brasileira precisa melhorar a qualidade dos seus tradutores.

Saindo do foco
O sucesso dos protestos de 15 de março subiu à cabeça de Rogério Chequer, do “Vem Pra Rua”. Para o dia 12, ele planeja ampliar as bandeiras, atacando, por exemplo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Dilma e o PT vão adorar a manobra diversionista.

Crucificado
Na discussão sobre a redução da maioridade penal, Orlando Silva (PCdoB-SP) lembrou que a maioria mandou crucificar Jesus Cristo. O deputado é aquele que pagou uma tapioca com cartão corporativo.

Mais uma crise
Azedou a relação entre a Juventude do PMDB e a Secretaria Nacional da Juventude, do governo Dilma. O rompimento foi atribuído à ingerência do secretário de Juventude Gabriel Medina.

Na China é mais seguro
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-R), aceitou convite para uma visita oficial à China. Lá, ele não será vaiado.

Dilma condiciona ministério
Para confirmar a nomeação do ex-deputado Henrique Alves (PMDB) ao cargo de ministro do Turismo, Dilma Rousseff impôs a condição de obter apoio dos deputados federais do PMDB ao pacote fiscal do governo e à política de reajuste de aposentadorias. Alves chegou a ser confirmado na sexta-feira (27), mas depois o Planalto o colocou em “banho maria”. Agora, pode até ficar para depois da Semana Santa.

Impasse
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, só aceita discutir apoio a projetos do governo após a nomeação do seu amigo Henrique Alves.

Toma lá, dá cá
Dilma ainda terá de acalmar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que só aceita perder o Turismo ganhando o Ministério de Cidades.

Nem pensar
Dilma enfureceu Renan oferecendo-lhe a presidência da Conab, empresa pública de abastecimento do Ministério da Agricultura.

Sapato velho

Sempre de terno e gravata, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) não dispensa o tênis. Usa um diferente a cada dia. Deve achar fashion.

Novo ministro

Publicação: 29/03/15
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O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ex-funcionário do governo Lula entre 2004 e 2008, costuma criticar asperamente o PMDB e seus principais líderes. Durante palestra gravada em vídeo, quando se refere aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, afirma: “pelo visto não têm preocupação maior com o País” e lembra que ambos “são acusados de fatos de corrupção grave”.

Cunha é ameaça
Para Renato Janine Ribeiro, é “perigosa” a eleição de Cunha, que “define a pauta” da Câmara. E insiste: “É uma coisa muito grave”.

Só um ‘civilizado’
Para o novo ministro, entre os três da linha de sucessão (o vice Michel Temer, Cunha e Renan) o “único na esfera civilizada é Temer”.

Sobrou para o PT
Renato Janine Ribeiro diz que o PT “era o partido da ética” e concluiu que o partido de Dilma “relaxou no combate à corrupção.”

Gerentona criticada
Para o novo ministro da Educação, no mesmo vídeo, “a presidente não é a mais fácil do mundo em termos de gestão, direção etc.”

Semana nada santa
Alguns dos principais comandantes do PMDB combinaram passar a Semana Santa em Portugal, acertando ponteiros: Renan Calheiros e Eduardo Cunha, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, e o ex-presidente José Sarney. Viajam quinta no jato particular de um deles.

Barrado no baile
Quando soube que as principais figuras do PMDB planejavam a Semana Santa em Portugal, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) se ofereceu para ir. Mas não havia mais lugar no avião.

Gestões na CPI
Emissários fazem gestões na CPI do HSBC para evitar a convocação de três senhoras da família Queiroz, donas de empresas de mídia em Fortaleza. Juntas, somavam US$ 83,9 milhões na conta nº 5940 CE do HSBC na Suíça. Não está claro se eram declarados à Receita Federal.

Abrigo provisório
Com sua sala sob reforma, o deputado desabrigado Ronaldo Lessa (PDT-AL) ocupa o gabinete cedido pelo conterrâneo Renan Calheiros no Anexo I do Senado, vazio desde que assumiu a presidência.   

Na paixão
O governador Paulo Câmara trocou a posse do pernambucano Evaldo Cabral de Melo na Academia Brasileira de Letras para ir à Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com o ministro Vinícius Lages (Turismo).

PEC Barrichello
Ganhou o apelido de “PEC Barrichello”, em homenagem à lerdeza do nosso piloto, a proposta de emenda que fixa prazo para Dilma indicar membros do Supremo Tribunal Federal, do STJ e dos TRFs.

Cotoveladas
Tucanos como Ricardo Tripoli, Andrea Matarazzo e Bruno Covas trocam cotoveladas pela candidatura do PSDB a prefeito, em 2016. Mas Geraldo Alckmin anda conversando com Marta Suplicy...

Impostômetro
No dia internacional do circo, o impostômetro bateu a marca de R$ 450 bilhões. Com a grana arrecadada em tributos seria possível construir e equipar quase 33 milhões de salas de aula.

Dilma enfurece Renan
No auge da irritação por não ter sido consultado sobre a demissão do ministro Vinícius Lages (Turismo), por ele indicado, para ser substituído pelo ex-deputado Henrique Alves, o presidente do Senado, Renan Calheiros, ficou furioso ao receber por telefone a oferta de Dilma para compensá-lo: indicar o presidente da Conab, empresa pública de abastecimento de alimentos, ligada ao Ministério da Agricultura.

Jogada
A escolha de Henrique para o cargo de ministro do Turismo objetiva “rachar” o PMDB. A reação de Renan mostra que a jogada deu certo.

Passou recibo
Irritado, Renan ignorou os insistentes apelos de Henrique Alves por seu “aval”. “Para quê? Não precisa, é uma escolha da presidente”, disse.

Chances reduzidas
O presidente do Senado ficou tão afetado com a desfeita de Dilma que se lançou na luta inglória pela demissão do ministro Gilberto Kassab.


Não pagou helicóptero

Publicação: 28/03/15
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O descontrole nos gastos do governo Dilma fez o Brasil aplicar calote de R$ 455 milhões na Helibrás, subsidiária da francesa Eurocopter, na aquisição de 50 helicópteros, em 2008. Um desses helicópteros é utilizado para o transporte da presidente Dilma, em Brasília. O valor do calote equivale a 35% dos R$ 1,29 bilhão que deveriam ter sido pagos em 2014, e começa a complicar futuros acordos com outros países.

Dívida vai aumentar
A dívida entrou em “restos a pagar”, mas, com o ajuste, a França pode esperar um novo calote da parcela de 2015 no valor de R$540 milhões.

‘Coisa do Jobim’
Após desdenhar do contrato dos helicópteros (“é coisa do Jobim”), o Ministério da Defesa culpou o contingenciamento de 2014.

Mau pagador
Recentemente, o Brasil perdeu o direito a voto no Tribunal Penal Internacional devido às dívidas com a Organização das Nações Unidas.

No Serasa da ONU
Há relatórios da ONU que demonstram que o Brasil é conhecido mau pagador por lá. Está inadimplente desde 2009 com as missões de paz.

Modelo FHC
A solução proposta por Lula para Dilma se livrar de Aloízio Mercadante (Casa Civil), fazendo dele embaixador no exterior, segue o modelo FHC: para se livrar do ex-presidente Itamar Franco, Fernando Henrique o despachou para longínquas (e confortáveis) embaixadas.

A reação de Cid
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ganhou página no Facebook pedindo sua saída. “Eu exijo a renúncia de Eduardo Cunha” tem 24 mil seguidores. Organizadores o chamam de “Achacador da República”.

Dia do fico
A senadora Ana Amélia desistiu da ideia de mudar de partido. Segundo ela, os gaúchos não aceitam infidelidade partidária. No Rio Grande do Sul, o PP conta com 230 mil filiados. “Precisamos preservá-los”, diz.

Fora, PT
O deputado Domingos Sávio (MG) aposta no desgaste de Dilma para apear o PT do governo de Minas. Seu projeto é assumir a presidência do PSDB em Minas para liderar a eleição de 150 prefeitos, em 2016.
 
Biodiversidade
O projeto de lei que institui novo marco legal da biodiversidade põe, outra vez, empresários e ambientalistas em campos opostos. O relator Jorge Viana (PT-AC) defende uso sustentável da biodiversidade.

De pai para filho
Durante votação, esta semana, o senador tucano Cássio Cunha Lima (PB) foi ao plenário da Câmara afinar posição com o filho, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB). Conversaram uns 30 minutos.

A gente
O ministro Helder Barbalho (Pesca) passou por saia justa no Senado ao apresentar as metas da pasta para 2015. Ouviu a conclusão dos senadores: sua pasta deveria ser um setor do ministério da Agricultura.

Fim dos partidos
O Congresso triplicou o fundo partidário, que em 2014 afanou meio bilhão de reais do contribuinte. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer os partidos financiados por simpatizantes, não pelo fundo.

Dilma sofreu para confirmar
Foi difícil para Dilma aceitar a nomeação do ex-deputado Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo. Ela o detesta, e não é de hoje, mas teve de ceder à pressão do PMDB, conduzida pelo vice Michel Temer, como gesto de “boa vontade” em relação ao deputado Eduardo Cunha. O presidente da Câmara tratava a nomeação de Henrique Alves para o ministério como uma “questão de honra”.

Bambolê
Dilma não gosta de Henrique desde quando, líder do PMDB, enviou à então ministra um bambolê para ajudá-la a “ganhar jogo de cintura”.

Orçamento
Dilma cedeu, mas deu a Henrique Alves o Turismo, com orçamento de R$ 523 milhões, dez vezes menos que os R$ 5,9 bilhões da Integração.

Preferia o outro
Henrique sonha com o Ministério da Integração porque seu pai, Aluízio Alves, ocupou o mesmo cargo. Mas se chamava Integração Regional.

Lula quer Mercadante longe

Publicação: 27/03/15
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O ex-presidente Lula voltou a insistir na demissão imediata do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), como “única saída” para a retomada do entendimento com o PMDB. A idéia de Lula é nomear Mercadante embaixador, aonde ele quiser, “de preferência bem longe”. Lula se irritou com a nova trapalhada do ministro, que fez Dilma desafiar o PMDB ajudando a fundar o Partido Liberal (PL), de Gilberto Kassab.

Política estomacal
Visceral, Mercadante faz política com raiva, e quis se vingar do PMDB e do “emparedamento” do governo no Congresso, dando força ao PL.

Janela de deserção
A criação de partido, como o PL, abre a janela para transferência de deputados sem risco de perder o mandato. A idéia é esvaziar o PMDB.

Irrelevâncias
Após tornar o ministro Pepe Vargas (Articulação) irrelevante, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está louco para encarar Mercadante.

Enquadramento
Eduardo Cunha se recusou a receber Pepe Vargas, afirmando que não aceitava intermediários nas relações “entre presidentes de poderes”.

Humilhação final
Demitido nesta quarta (25) do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann deixou funcionários do Planalto constrangidos com a humilhação a que se submeteu na segunda-feira (23). Ele ficou plantado durante todo o dia na porta do gabinete de Dilma, implorando inutilmente para ser recebido por ela. Pretendia explicar o documento cujo vazamento, dias atrás, a irritou.

Adiamento
O ex-ministro também pretendia pedir a Dilma para ficar no cargo até junho, a fim de “descolar” sua saída do caso do documento vazado.

Diversionismo
Traumann divulgou haver retornado de breves férias na terça-feira, mas ele voltou ao Planalto na segunda, quando insistiu em falar com Dilma.

Casca grossa
A repulsa de Dilma não é pessoal. Também maltratava a antecessora dele, Helena Chagas, e tem o hábito de submeter auxiliares a bullying.

Vasos comunicantes
O deputado JHC (SD-AL) meteu Graça Foster em saia justa, ontem, ao conferir se ela apoiou a indicação de Luiz Eduardo Carneiro (já convocado para depor) para presidir a Sete Brasil. Ela confirmou. A empresa enrolada no petrolão é obra de André Esteves, do banco BTG.

Tutti buona gente
A Sete Brasil, em cuja gestão Graça Foster admitiu meter o bedelho, foi antes dirigida pelo ex-gerente Pedro Barusco, o corrupto confesso que foi braço direito do ex-diretor petista da Petrobras Renato Duque.

Petrolão
Graça Foster chegou à CPI da Petrobras na Câmara cercada da “bancada do petrolão”, de deputados do PT. Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) ironizou a tropa de choque: “O depoimento é só da Graça”.

Foto na parede
Desafeto de Lula, que o detesta, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mantém relacionamento tão amistoso com Dilma que até pendurou uma foto oficial da presidente em seu gabinete.

Oráculo
O ex-senador José Sarney está montando um instituto, ainda sem nome definido, no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Ali, ele pretende trabalhar e receber políticos. Quer manter a influência.

Plenário vazio
A ida de Ricardo Berzoini na Câmara nem de longe lembrou o show de Cid Gomes. Com duas dúzias de parlamentares, parecia mais tricô de comadres. Esvaziou de vez com o início do jogo Brasil 3x1 França.

Outra derrota
O governo também foi derrotado na Câmara na aprovação do projeto relatado pela deputada Gorete Pereira (PR-CE), que assegura mamografia a partir dos 40 anos. O governo insistiu nos 50 anos.

Cumprindo tabela
Os funcionários da liderança do governo no Senado, que não são poucos, estão feito baratas tontas. Quase dois meses depois do início do ano Legislativo, o novo líder do governo ainda não foi definido.

Pensando bem...
...após tantas trapalhadas, o ministro Aloizio Mercadante já pode ser considerado o co-piloto alemão de Dilma, no governo.



Contas do governo

Publicação: 26/03/15
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Desde 2002, último ano do governo FHC, o Congresso não cumpre a obrigação constitucional de julgar as contas do governo. O julgamento é feito a partir dos relatórios anuais do Tribunal de Contas da União (TCU), e governante com contas rejeitadas fica inelegível por 8 anos. O tema é tão irrelevante para os presidentes da Câmara e Senado que, confrontados, ontem, ambos não tinham o que dizer a esse respeito.

Mensalão impune
Estes 13 anos sem o Congresso julgar as contas dos governos foram marcados por escândalos de corrupção, como o mensalão da era Lula.

Ouvidos moucos
Indagado no Salão Verde sobre o julgamento das contas dos governos Lula e Dilma, Renan Calheiros fez que não ouviu e apertou o passo.

Sem discussão
Na presidência da Câmara dos Deputados, informa-se que “não há discussão” sobre o exame de contas dos governos petistas.

As opções
O Congresso pode aprovar as contas, rejeitá-las ou aprová-las “com ressalvas”, ou seja, desde que sejam feitas correções recomendadas.

Pernas curtas
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos.

Saiu de fininho
Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu.

Dois votos gaúchos
Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição.

Foi ‘azar’
Confrontado de novo com sua ausência, Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”.

BNDES terá de se explicar
A Comissão de Infraestrutura do Senado convocou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para explicar negócios do banco com empresas ligadas ao Petrolão – a exemplo dos contratos da Sete Brasil, iniciativa do banco BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado a Lula.

Quem diria...
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que na Lava Jato é suspeito de ligações ao lobista Fernando Soares, o “Baiano”, resolveu restringir o acesso de lobistas à Casa.

Um banco em chamas
Após a instalação da CPI para investigar contas secretas de brasileiros no HSBC, o banco inglês articula na Esplanada e no Congresso apoios em busca de uma “saída honrosa”. Procurado, o banco não comentou.

Não era bem isso
Dilma não entendeu o espírito da coisa: o PMDB quer reduzir à metade os ministérios, mas ela reduz ministros. Demitiu Thomas Traumann (Comunicação Social) ontem. Mas como detesta jornalistas, até mesmo aqueles que a bajulam, ela não será veloz na escolha do substituto.

Empresa chinfrim
Diplomatas brasileiros que usam voos da Germanwings na Alemanha, muito baratos, afirmam é uma empresa-problema. Não se espantariam com a constatação de problemas na manutenção das aeronaves.

Heresia do chanceler
A “diplomacia paralela” do aspone Marco Aurélio Top-Top parece intimidar também o novo chanceler, Mauro Vieira. No Senado, cometeu um erro grosseiro de avaliação ao comparar o papel de Top-Top ao de Augusto Frederico Schmidt, intelectual brilhante, no governo JK.

Desratização, já
O Senado vai dedetizar suas dependências desta quinta até sábado, mas, pelo sim, pelo não, utilizará um produto químico inofensivo ao ser humano. A caça será apenas a ratazanas do reino animal.

PSB na reforma
Os líderes do PSB na Câmara, Fernando Coelho (PE), e no Senado, João Capiberibe (AP), reúnem suas bancadas nesta quinta, às 9h, na sala da comissão de Educação, para discutir a reforma política.