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CNMP quer barrar indicado
Atualizado: 23:44:21 30/03/2015
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Membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão incomodados com a possibilidade de o advogado Gustavo do Vale Rocha integrar o colegiado. Rocha é advogado do deputado Eduardo Cunha, fiador da indicação, e do PMDB, o que, segundo o parlamentar, legitima sua indicação para o colegiado. Cunha está na Lista de Janot.

Bom precedente
Como na indicação de Gim Argello no TCU, conselheiros articulam a rejeição a Gustavo Rocha no CNMP. Mas lhes falta força política.

Retaliação
Dos 14 conselheiros do CNMP, um é indicado pela Câmara. Membros avaliam que Eduardo Cunha indicou Rocha para “afrontar” Janot.

Roletando
O carro oficial placa nº 32, do gabinete do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), circulava domingo na cidade do Núcleo Bandeirante (DF).

Pegou mal, Michel
O vice-presidente Michel Temer poderia ter mantido fora da sua biografia a defesa que fez, no programa “Roda Viva”, do indecoroso “acordo de leniência” com as empreiteiras que roubaram a Petrobras.

Alegação cínica
É falsa a alegação de que “acordos de leniência” protegem empregos. Obras geram empregos e não empreiteiras, como lembrou o procurador do ministério público junto ao TCU, Júlio Marcelo Oliveira.

Onde está o dinheiro
A Justiça americana realiza audiência em 3 de abril com os bancos e a Petrobras. Quer entender se a Petrobras é tão amadora a ponto de não perceber a roubalheira que se passava a um palmo do nariz.

Ninguém merece
O PT insiste em Benedita da Silva para o cargo de secretária de Cultura do governo Pezão. O problema é que a relação mais próxima de Benedita com o setor foi seu casamento com o ator Antônio Pitanga.

Maus tradutores
Em vez de provocar “crise” no governo, o que é falso, a frase de Joaquim Levy (Fazenda) sobre Dilma, em inglês, apenas revelou que a imprensa brasileira precisa melhorar a qualidade dos seus tradutores.

Saindo do foco
O sucesso dos protestos de 15 de março subiu à cabeça de Rogério Chequer, do “Vem Pra Rua”. Para o dia 12, ele planeja ampliar as bandeiras, atacando, por exemplo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Dilma e o PT vão adorar a manobra diversionista.

Crucificado
Na discussão sobre a redução da maioridade penal, Orlando Silva (PCdoB-SP) lembrou que a maioria mandou crucificar Jesus Cristo. O deputado é aquele que pagou uma tapioca com cartão corporativo.

Mais uma crise
Azedou a relação entre a Juventude do PMDB e a Secretaria Nacional da Juventude, do governo Dilma. O rompimento foi atribuído à ingerência do secretário de Juventude Gabriel Medina.

Na China é mais seguro
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-R), aceitou convite para uma visita oficial à China. Lá, ele não será vaiado.

Dilma condiciona ministério
Para confirmar a nomeação do ex-deputado Henrique Alves (PMDB) ao cargo de ministro do Turismo, Dilma Rousseff impôs a condição de obter apoio dos deputados federais do PMDB ao pacote fiscal do governo e à política de reajuste de aposentadorias. Alves chegou a ser confirmado na sexta-feira (27), mas depois o Planalto o colocou em “banho maria”. Agora, pode até ficar para depois da Semana Santa.

Impasse
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, só aceita discutir apoio a projetos do governo após a nomeação do seu amigo Henrique Alves.

Toma lá, dá cá
Dilma ainda terá de acalmar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que só aceita perder o Turismo ganhando o Ministério de Cidades.

Nem pensar
Dilma enfureceu Renan oferecendo-lhe a presidência da Conab, empresa pública de abastecimento do Ministério da Agricultura.

Sapato velho

Sempre de terno e gravata, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) não dispensa o tênis. Usa um diferente a cada dia. Deve achar fashion.

Novo ministro
Atualizado: 16:53:14 28/03/2015
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O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ex-funcionário do governo Lula entre 2004 e 2008, costuma criticar asperamente o PMDB e seus principais líderes. Durante palestra gravada em vídeo, quando se refere aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, afirma: “pelo visto não têm preocupação maior com o País” e lembra que ambos “são acusados de fatos de corrupção grave”.

Cunha é ameaça
Para Renato Janine Ribeiro, é “perigosa” a eleição de Cunha, que “define a pauta” da Câmara. E insiste: “É uma coisa muito grave”.

Só um ‘civilizado’
Para o novo ministro, entre os três da linha de sucessão (o vice Michel Temer, Cunha e Renan) o “único na esfera civilizada é Temer”.

Sobrou para o PT
Renato Janine Ribeiro diz que o PT “era o partido da ética” e concluiu que o partido de Dilma “relaxou no combate à corrupção.”

Gerentona criticada
Para o novo ministro da Educação, no mesmo vídeo, “a presidente não é a mais fácil do mundo em termos de gestão, direção etc.”

Semana nada santa
Alguns dos principais comandantes do PMDB combinaram passar a Semana Santa em Portugal, acertando ponteiros: Renan Calheiros e Eduardo Cunha, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, e o ex-presidente José Sarney. Viajam quinta no jato particular de um deles.

Barrado no baile
Quando soube que as principais figuras do PMDB planejavam a Semana Santa em Portugal, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) se ofereceu para ir. Mas não havia mais lugar no avião.

Gestões na CPI
Emissários fazem gestões na CPI do HSBC para evitar a convocação de três senhoras da família Queiroz, donas de empresas de mídia em Fortaleza. Juntas, somavam US$ 83,9 milhões na conta nº 5940 CE do HSBC na Suíça. Não está claro se eram declarados à Receita Federal.

Abrigo provisório
Com sua sala sob reforma, o deputado desabrigado Ronaldo Lessa (PDT-AL) ocupa o gabinete cedido pelo conterrâneo Renan Calheiros no Anexo I do Senado, vazio desde que assumiu a presidência.   

Na paixão
O governador Paulo Câmara trocou a posse do pernambucano Evaldo Cabral de Melo na Academia Brasileira de Letras para ir à Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com o ministro Vinícius Lages (Turismo).

PEC Barrichello
Ganhou o apelido de “PEC Barrichello”, em homenagem à lerdeza do nosso piloto, a proposta de emenda que fixa prazo para Dilma indicar membros do Supremo Tribunal Federal, do STJ e dos TRFs.

Cotoveladas
Tucanos como Ricardo Tripoli, Andrea Matarazzo e Bruno Covas trocam cotoveladas pela candidatura do PSDB a prefeito, em 2016. Mas Geraldo Alckmin anda conversando com Marta Suplicy...

Impostômetro
No dia internacional do circo, o impostômetro bateu a marca de R$ 450 bilhões. Com a grana arrecadada em tributos seria possível construir e equipar quase 33 milhões de salas de aula.

Dilma enfurece Renan
No auge da irritação por não ter sido consultado sobre a demissão do ministro Vinícius Lages (Turismo), por ele indicado, para ser substituído pelo ex-deputado Henrique Alves, o presidente do Senado, Renan Calheiros, ficou furioso ao receber por telefone a oferta de Dilma para compensá-lo: indicar o presidente da Conab, empresa pública de abastecimento de alimentos, ligada ao Ministério da Agricultura.

Jogada
A escolha de Henrique para o cargo de ministro do Turismo objetiva “rachar” o PMDB. A reação de Renan mostra que a jogada deu certo.

Passou recibo
Irritado, Renan ignorou os insistentes apelos de Henrique Alves por seu “aval”. “Para quê? Não precisa, é uma escolha da presidente”, disse.

Chances reduzidas
O presidente do Senado ficou tão afetado com a desfeita de Dilma que se lançou na luta inglória pela demissão do ministro Gilberto Kassab.


Não pagou helicóptero
Atualizado: 00:53:01 28/03/2015
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O descontrole nos gastos do governo Dilma fez o Brasil aplicar calote de R$ 455 milhões na Helibrás, subsidiária da francesa Eurocopter, na aquisição de 50 helicópteros, em 2008. Um desses helicópteros é utilizado para o transporte da presidente Dilma, em Brasília. O valor do calote equivale a 35% dos R$ 1,29 bilhão que deveriam ter sido pagos em 2014, e começa a complicar futuros acordos com outros países.

Dívida vai aumentar
A dívida entrou em “restos a pagar”, mas, com o ajuste, a França pode esperar um novo calote da parcela de 2015 no valor de R$540 milhões.

‘Coisa do Jobim’
Após desdenhar do contrato dos helicópteros (“é coisa do Jobim”), o Ministério da Defesa culpou o contingenciamento de 2014.

Mau pagador
Recentemente, o Brasil perdeu o direito a voto no Tribunal Penal Internacional devido às dívidas com a Organização das Nações Unidas.

No Serasa da ONU
Há relatórios da ONU que demonstram que o Brasil é conhecido mau pagador por lá. Está inadimplente desde 2009 com as missões de paz.

Modelo FHC
A solução proposta por Lula para Dilma se livrar de Aloízio Mercadante (Casa Civil), fazendo dele embaixador no exterior, segue o modelo FHC: para se livrar do ex-presidente Itamar Franco, Fernando Henrique o despachou para longínquas (e confortáveis) embaixadas.

A reação de Cid
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ganhou página no Facebook pedindo sua saída. “Eu exijo a renúncia de Eduardo Cunha” tem 24 mil seguidores. Organizadores o chamam de “Achacador da República”.

Dia do fico
A senadora Ana Amélia desistiu da ideia de mudar de partido. Segundo ela, os gaúchos não aceitam infidelidade partidária. No Rio Grande do Sul, o PP conta com 230 mil filiados. “Precisamos preservá-los”, diz.

Fora, PT
O deputado Domingos Sávio (MG) aposta no desgaste de Dilma para apear o PT do governo de Minas. Seu projeto é assumir a presidência do PSDB em Minas para liderar a eleição de 150 prefeitos, em 2016.
 
Biodiversidade
O projeto de lei que institui novo marco legal da biodiversidade põe, outra vez, empresários e ambientalistas em campos opostos. O relator Jorge Viana (PT-AC) defende uso sustentável da biodiversidade.

De pai para filho
Durante votação, esta semana, o senador tucano Cássio Cunha Lima (PB) foi ao plenário da Câmara afinar posição com o filho, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB). Conversaram uns 30 minutos.

A gente
O ministro Helder Barbalho (Pesca) passou por saia justa no Senado ao apresentar as metas da pasta para 2015. Ouviu a conclusão dos senadores: sua pasta deveria ser um setor do ministério da Agricultura.

Fim dos partidos
O Congresso triplicou o fundo partidário, que em 2014 afanou meio bilhão de reais do contribuinte. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer os partidos financiados por simpatizantes, não pelo fundo.

Dilma sofreu para confirmar
Foi difícil para Dilma aceitar a nomeação do ex-deputado Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo. Ela o detesta, e não é de hoje, mas teve de ceder à pressão do PMDB, conduzida pelo vice Michel Temer, como gesto de “boa vontade” em relação ao deputado Eduardo Cunha. O presidente da Câmara tratava a nomeação de Henrique Alves para o ministério como uma “questão de honra”.

Bambolê
Dilma não gosta de Henrique desde quando, líder do PMDB, enviou à então ministra um bambolê para ajudá-la a “ganhar jogo de cintura”.

Orçamento
Dilma cedeu, mas deu a Henrique Alves o Turismo, com orçamento de R$ 523 milhões, dez vezes menos que os R$ 5,9 bilhões da Integração.

Preferia o outro
Henrique sonha com o Ministério da Integração porque seu pai, Aluízio Alves, ocupou o mesmo cargo. Mas se chamava Integração Regional.
Lula quer Mercadante longe
Atualizado: 00:33:14 27/03/2015
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O ex-presidente Lula voltou a insistir na demissão imediata do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), como “única saída” para a retomada do entendimento com o PMDB. A idéia de Lula é nomear Mercadante embaixador, aonde ele quiser, “de preferência bem longe”. Lula se irritou com a nova trapalhada do ministro, que fez Dilma desafiar o PMDB ajudando a fundar o Partido Liberal (PL), de Gilberto Kassab.

Política estomacal
Visceral, Mercadante faz política com raiva, e quis se vingar do PMDB e do “emparedamento” do governo no Congresso, dando força ao PL.

Janela de deserção
A criação de partido, como o PL, abre a janela para transferência de deputados sem risco de perder o mandato. A idéia é esvaziar o PMDB.

Irrelevâncias
Após tornar o ministro Pepe Vargas (Articulação) irrelevante, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está louco para encarar Mercadante.

Enquadramento
Eduardo Cunha se recusou a receber Pepe Vargas, afirmando que não aceitava intermediários nas relações “entre presidentes de poderes”.

Humilhação final
Demitido nesta quarta (25) do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann deixou funcionários do Planalto constrangidos com a humilhação a que se submeteu na segunda-feira (23). Ele ficou plantado durante todo o dia na porta do gabinete de Dilma, implorando inutilmente para ser recebido por ela. Pretendia explicar o documento cujo vazamento, dias atrás, a irritou.

Adiamento
O ex-ministro também pretendia pedir a Dilma para ficar no cargo até junho, a fim de “descolar” sua saída do caso do documento vazado.

Diversionismo
Traumann divulgou haver retornado de breves férias na terça-feira, mas ele voltou ao Planalto na segunda, quando insistiu em falar com Dilma.

Casca grossa
A repulsa de Dilma não é pessoal. Também maltratava a antecessora dele, Helena Chagas, e tem o hábito de submeter auxiliares a bullying.

Vasos comunicantes
O deputado JHC (SD-AL) meteu Graça Foster em saia justa, ontem, ao conferir se ela apoiou a indicação de Luiz Eduardo Carneiro (já convocado para depor) para presidir a Sete Brasil. Ela confirmou. A empresa enrolada no petrolão é obra de André Esteves, do banco BTG.

Tutti buona gente
A Sete Brasil, em cuja gestão Graça Foster admitiu meter o bedelho, foi antes dirigida pelo ex-gerente Pedro Barusco, o corrupto confesso que foi braço direito do ex-diretor petista da Petrobras Renato Duque.

Petrolão
Graça Foster chegou à CPI da Petrobras na Câmara cercada da “bancada do petrolão”, de deputados do PT. Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) ironizou a tropa de choque: “O depoimento é só da Graça”.

Foto na parede
Desafeto de Lula, que o detesta, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mantém relacionamento tão amistoso com Dilma que até pendurou uma foto oficial da presidente em seu gabinete.

Oráculo
O ex-senador José Sarney está montando um instituto, ainda sem nome definido, no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Ali, ele pretende trabalhar e receber políticos. Quer manter a influência.

Plenário vazio
A ida de Ricardo Berzoini na Câmara nem de longe lembrou o show de Cid Gomes. Com duas dúzias de parlamentares, parecia mais tricô de comadres. Esvaziou de vez com o início do jogo Brasil 3x1 França.

Outra derrota
O governo também foi derrotado na Câmara na aprovação do projeto relatado pela deputada Gorete Pereira (PR-CE), que assegura mamografia a partir dos 40 anos. O governo insistiu nos 50 anos.

Cumprindo tabela
Os funcionários da liderança do governo no Senado, que não são poucos, estão feito baratas tontas. Quase dois meses depois do início do ano Legislativo, o novo líder do governo ainda não foi definido.

Pensando bem...
...após tantas trapalhadas, o ministro Aloizio Mercadante já pode ser considerado o co-piloto alemão de Dilma, no governo.



Contas do governo
Atualizado: 00:20:33 26/03/2015
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Desde 2002, último ano do governo FHC, o Congresso não cumpre a obrigação constitucional de julgar as contas do governo. O julgamento é feito a partir dos relatórios anuais do Tribunal de Contas da União (TCU), e governante com contas rejeitadas fica inelegível por 8 anos. O tema é tão irrelevante para os presidentes da Câmara e Senado que, confrontados, ontem, ambos não tinham o que dizer a esse respeito.

Mensalão impune
Estes 13 anos sem o Congresso julgar as contas dos governos foram marcados por escândalos de corrupção, como o mensalão da era Lula.

Ouvidos moucos
Indagado no Salão Verde sobre o julgamento das contas dos governos Lula e Dilma, Renan Calheiros fez que não ouviu e apertou o passo.

Sem discussão
Na presidência da Câmara dos Deputados, informa-se que “não há discussão” sobre o exame de contas dos governos petistas.

As opções
O Congresso pode aprovar as contas, rejeitá-las ou aprová-las “com ressalvas”, ou seja, desde que sejam feitas correções recomendadas.

Pernas curtas
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos.

Saiu de fininho
Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu.

Dois votos gaúchos
Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição.

Foi ‘azar’
Confrontado de novo com sua ausência, Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”.

BNDES terá de se explicar
A Comissão de Infraestrutura do Senado convocou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para explicar negócios do banco com empresas ligadas ao Petrolão – a exemplo dos contratos da Sete Brasil, iniciativa do banco BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado a Lula.

Quem diria...
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que na Lava Jato é suspeito de ligações ao lobista Fernando Soares, o “Baiano”, resolveu restringir o acesso de lobistas à Casa.

Um banco em chamas
Após a instalação da CPI para investigar contas secretas de brasileiros no HSBC, o banco inglês articula na Esplanada e no Congresso apoios em busca de uma “saída honrosa”. Procurado, o banco não comentou.

Não era bem isso
Dilma não entendeu o espírito da coisa: o PMDB quer reduzir à metade os ministérios, mas ela reduz ministros. Demitiu Thomas Traumann (Comunicação Social) ontem. Mas como detesta jornalistas, até mesmo aqueles que a bajulam, ela não será veloz na escolha do substituto.

Empresa chinfrim
Diplomatas brasileiros que usam voos da Germanwings na Alemanha, muito baratos, afirmam é uma empresa-problema. Não se espantariam com a constatação de problemas na manutenção das aeronaves.

Heresia do chanceler
A “diplomacia paralela” do aspone Marco Aurélio Top-Top parece intimidar também o novo chanceler, Mauro Vieira. No Senado, cometeu um erro grosseiro de avaliação ao comparar o papel de Top-Top ao de Augusto Frederico Schmidt, intelectual brilhante, no governo JK.

Desratização, já
O Senado vai dedetizar suas dependências desta quinta até sábado, mas, pelo sim, pelo não, utilizará um produto químico inofensivo ao ser humano. A caça será apenas a ratazanas do reino animal.

PSB na reforma
Os líderes do PSB na Câmara, Fernando Coelho (PE), e no Senado, João Capiberibe (AP), reúnem suas bancadas nesta quinta, às 9h, na sala da comissão de Educação, para discutir a reforma política.
‘Pedaladas fiscais’
Atualizado: 22:38:13 24/03/2015
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O processo que apura “pedaladas fiscais” do governo Dilma se arrasta no Tribunal de Contas da União há pelo menos sete meses. Apesar da gravidade das irregularidades apontadas pela área técnica do TCU, o caso ainda não retornou da procuradoria para o ministro relator, José Múcio. A malandragem do governo, considerada crime, consiste em atrasar benefícios sociais para simular “equilíbrio” nas contas públicas.

Crueldade
Além de atrasar de propósito o pagamento de aposentadorias, por exemplo, a “pedalada fiscal” do governo retardou até o Bolsa Família.

Fingimento
O atraso no repasse dos benefícios sociais foi um artifício criado por tecnocratas, sob aval do Planalto, para “fabricar superávit”.

Processo-crime
Ficam sujeitas a processo por crime de responsabilidade autoridades que comprovadamente avalizem as “pedaladas fiscais” malandras.

São Tomé
O ministro Gilberto Occhi (Integração) garante que será entregue em 2016 a obra de transposição do rio São Francisco. Só vendo para crer.

Partidão, 93
Completam-se nesta quarta (25) 93 anos de fundação do velho Partidão. A sigla era PCdoB e depois virou Partido Comunista Brasileiro (PCB).

PT perde tamanho
Desmoralizado com a ladroagem na Petrobras, o PT terá a bancada do Senado reduzida. Pode perder 4 dos 14 senadores: Delcídio do Amaral (MS), Marta Suplicy (SP), Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA).

Raposa
Presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) definiu o deputado Ricardo Barros (PP-PR) o novo relator. Ele recebeu R$ 627 mil de empreiteiras enroladas na Lava Jato.

Tricotando no Senado
O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), não deve ter muito o que fazer. Ontem ficou um tempão papeando no cafezinho do Senado. Disse que foi tratar de questões partidárias. No horário do expediente.

Volta para casa
Agora que sua pena foi extinta, no mensalão, o ex-tesoureiro do antigo PL Jacinto Lamas volta ao que dá sentido à sua vida há anos: cuidar do filho adolescente que ficou tetraplégico após um acidente de carro.

Orelhas ardendo
O ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) discutiu o ajuste do governo com senadores e empresários, em jantar na casa de Waldemir Moka (PMDB-MS). Concluíram que as empresas correm sérios riscos.

Mamãe, estou aqui
Agnaldo Timóteo, que nas últimas eleições tentou voltar à Câmara, onde certa vez discursou da tribuna para a mãe, foi recebido no plenário com longo abraço do amigo e deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Briga pelo poder
Após a saída do ex-gerente de Comunicação Wilson Santarosa, o circo pegou fogo na Petrobras: seu substituto, Luís Fernando Nery, vive em permanente  guerra com o gerente de imprensa, Lúcio Pimentel.

Nome errado
Personagem de história de “Poder sem Pudor”, o suplente de senador Cristophen Goulart (PDT), neto do ex-presidente Jango, garante que jamais manteve diálogo menos amistoso com a prima Juliana.

Condição
Ao defender a redução dos ministérios à metade, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), confirma o velho adágio “quem desdenha quer comprar”: ele deseja condicionar a discussão sobre o futuro ministro da Educação à nomeação do amigo Henrique Alves para o ministério. O ex-deputado Gabriel Chalita (PMDB), secretário municipal de São Paulo, é cotado por Dilma para substituir Cid Gomes.

PMDB de fora
O presidente da Câmara já mandou avisar ao Planalto que um eventual convite de Dilma a Chalita terá cunho “pessoal”, sem aval do PMDB.

Desistência
A insistência de Eduardo Cunha por Henrique Alves tem tornado Dilma ainda mais resistente. Ela não gosta do ex-presidente da Câmara.

Casinha de sapê
Melhor do dia no Twitter, depois da foto da privada no chão do ex-diretor da Petrobras no presídio do Paraná: “Tiraram o trono do Duque.”

Condenação certa
Atualizado: 23:20:29 23/03/2015
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São tão robustas as provas contra João Vaccari, tesoureiro do PT, que a força-tarefa da Operação Lava Jato nem sequer manifestou interesse em eventual acordo de delação premiada com ele, segundo segredou um dos seus integrantes. Réu junto a 26 outros denunciados, Vaccari responde por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pode ser condenado até a 22 anos de cadeia, segundo especialistas.

Cana dura
Vaccari será julgado e sentenciado pelo rigoroso juiz federal Sergio Moro, que comanda a Lava Jato. E é rápido nas decisões.

Ainda há tempo
Mesmo sem delação premiada, a eventual confissão de Vaccari pode ser considerada uma colaboração à Justiça, e ele ganhar atenuantes.

O recordista
O petista condenado a mais tempo de prisão, no mensalão, foi o ex-ministro José Dirceu, braço direito de Lula: 7 anos e 11 meses.

Acabou em piada
Delúbio Soares, antecessor de Vaccari no cargo de tesoureiro, pegou 6 anos e 8 meses de cadeia. Pagou um ano e pouco e já está em casa.

Projeto nacional
A proposta de reduzir para vinte os ministérios é uma jogada política do PMDB, na tentativa de agradar o eleitor, e tem o objetivo de viabilizar um projeto nacional, que pode ser até mesmo a candidatura própria à Presidência da República. Mas o problema do PMDB, nesse projeto, é a falta de nomes. Até porque, denunciados na Operação Lava Jato, alguns dos seus principais líderes podem estar a caminho da cadeia.

Fama sem proveito
O PMDB cansou de levar fama sem proveito: o partido até indica o ministro, mas quem manda é o secretário-executivo indicado pelo PT.

Mesmo modelo
O governo Dilma seguiu o modelo Lula: o ministro é do PMDB, mas ele não manda. Tampouco presidentes de estatais indicados pelo partido.

Balaio
O PMDB defende a extinção de parte dos ministérios e a fusão de secretarias como Igualdade Racial, Direitos Humanos, Pesca e Portos.

Pior, impossível
A pesquisa CNT/MDA quase fez Dilma cancelar a agenda da tarde de ontem. Ela ficou mais abatida que furiosa, com o levantamento indicando que quase 60% dos brasileiros querem seu impeachment, o que inclui seus eleitores, e que apenas 10,8% aprovam sua gestão.

Descontroladoria-geral
A Controladoria-Geral da União flerta com a inutilidade. Agora vai investigar suborno a autoridades brasileiras, pago por empresa alemã na Copa. Se a CGU controlasse alguma coisa, não haveria suborno.

Dubeux nega causa técnica
Marcos Roberto Dubeux, da Cone Suape, afirmou que laudos oficiais (e conclusivos) atestam que o incêndio num galpão, em setembro, não foi causado por problemas estruturais. E vai oferecer colaboração técnica aos autores de laudo privado que 6 meses depois atestaram o inverso.

Fusão a caminho
As negociações para fusão entre o DEM e o PTB estão avançadas. Seria a forma de os democratas não serem riscados do mapa. Mas o partido é oposição, enquanto PTB está na base governista.

Rica boquinha
Presidente Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira vai deixar o cargo após oito anos. Mas Sergio Gabrielli continua agarrado à boquinha de representante da Petrobras no conselho dessa empresa portuguesa.

Mão amiga
A jornalista Cláudia Cruz, mulher do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai dar uma força ao amigão Henrique Alves, que continua na fila de espera para ministro. Promove jantar em sua homenagem, hoje.

Doutrinação política nas escolas
A Comissão de Educação da Câmara promove audiência inédita sobre doutrinação política nas escolas, hoje,14h30, plenário 10 do Anexo 2. A iniciativa é da ONG Escola Sem Partido e deputado Izalci (PSDB-DF)

Parlamentarismo
Atualizado: 14:48:18 21/03/2015
Com a popularidade em queda livre, Dilma precisará enfrentar os próprios deputados governistas, que afirmam não suportar a ideia de vê-la no comando pelos próximos anos, e já falam em desencavar projetos para mudar o Presidencialismo para sistema Parlamentarista. A ideia é recuperar qualquer das propostas de emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara e colocá-la na pauta de votações.

Dirceu me levou a Chávez e o dinheiro começou a sair”

Aldo Vendramin empresário, que usou os serviços de lobby do ex-ministro de Lula

Conspirações
Enquanto governistas sonham com o parlamentarismo, a oposição continua construindo a fundamentação do projeto de impeachment.

Blocão unido
A proposta de parlamentarismo tem sido discutida em reuniões do chamado “blocão”, em locais fora do alcance do governo.

Figura decorativa
Deputados do “blocão”, formado basicamente por governistas, querem fazer de Dilma uma “rainha da Inglaterra”, meramente decorativa.

Contabilidade
Para aprovação de uma PEC são necessários 308 votos de deputados. Somando-se à oposição, o blocão calcula que teria número de sobra.

Cartões do governo
Apenas nos dois primeiros meses do ano, o governo Dilma conseguiu gastar R$ 6,27 milhões com cartões corporativos. Tudo na conta do contribuinte, claro. A Secretaria de Administração da Presidência da República, encarregada de abastecer os carros e fazer compras diversas para a presidenta, é o órgão que mais usou os cartões: R$ 887 mil, mas 98% da conta é “sigilosa” por “motivos de segurança”.

É quem ganha
No total, a Presidência da República é a líder de gastos com cartões corporativos: R$ 1,8 milhão nos dois primeiros meses do ano.

Segundo e terceiro
Os ministérios da Justiça (com a Polícia Federal) e do Planejamento (com o IBGE) gastaram R$ 1,3 milhão e 976 mil respectivamente.

Em cash O pequeno ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome foi o que menos gastou com cartões: um “saque cash” de R$ 105.

Prêmio de despedida
Servidores do Ministério da Pesca denunciaram à Comissão de Ética Pública da Presidência da República a chefe de gabinete Claudia Gama: ela teria recebido do então ministro Eduardo Lopes um presente de despedida do cargo: viagem ao exterior por conta do contribuinte.

Esticadinha A chefe de gabinete do Ministério da Pesca viajou entre 9 e 28 de dezembro passado, quando o ministro se despedia do cargo. Representou-o em Portugal e Mônaco, e depois deu uma esticadinha.

Daqui não saio

Rose de Freitas (PMDB-ES) também é do grupo de senadores que ocupa ilegalmente apartamentos de deputado federal. Os outros são Romário (PSB-RJ) e Wellington Fagundes (PR-MT). A Câmara gastou R$ 280 milhões reformando esses imóveis para os novos deputados.

Rei do atestado
O juiz que usou carrões confiscados de Eike Batista era conhecido em Colatina (ES), onde atuou, como “rei do atestado médico”. Mesmo sob licença médica, dava aulas em cursinhos, principalmente em Vitória.
O choro é livre
A Câmara do Patrimônio Imaterial do Iphan, responsável pela análise dos pedidos de Registros, deu sinal verde para estudos que pretendem fazer do Choro (ou Roda de Choro) Patrimônio Cultural do Brasil.

Não faltou aviso Meses antes do incêndio no condomínio de logística Cone Suape, em Cabo de Santo Agostinho, as empresas que viraram cinzas notificaram a construtora Moura Dubeux sobre problemas na instalação elétrica.

Fundo do poço
O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) atribui ao tesoureiro do PT João Vaccari Neto parte da rejeição a Dilma. A permanência de Vaccari no partido, para ele, “afunda ainda mais” a madame.
Entendimento
Deputados aliados e da oposição concordam com a necessidade de diminuir a tensão com o governo. Dizem que a queda na popularidade de Dilma e do Congresso pode arrastá-los para o buraco.
Governo paga empreiteiras
Atualizado: 23:49:16 20/03/2015
[ ch@claudiohumberto.com.br - www.claudiohumberto.com.br]

Apesar de todo o barulho da Lava Jato, o governo Dilma pagou só este ano mais de R$ 160 milhões às construtoras citadas no escândalo: OAS, Queiroz Galvão, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. São empreiteiras suspeitas de fraudar licitações, formar cartéis, superfaturar contratos e subornar autoridades. O total roubado da Petrobras pode ter chegado a R$ 21 bilhões, segundo estima o banco Morgan Stanley.

Em cana, com grana
Continuam presos os diretores e sócios das empresas do “petrolão” que continuam recebendo os milhões do governo federal.

Meio bilhão em caixa
A Camargo Corrêa, cujos presidente e vice estão presos, ainda não recebeu verbas em 2015, mas levou mais de R$ 545 milhões em 2014.

Trocado
A grana para Camargo e Corrêa em 2014 é metade do R$ 1,1 bilhão pagos no mesmo período à Odebrecht, empreiteira favorita do PT.

Na liderança
A maior parte dos recursos do governo foi parar no caixa da Queiroz Galvão. Embolsou sozinha mais de R$ 91,9 milhões.

Laudo atesta pane elétrica
Laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo, atesta que as instalações elétricas subdimensionadas provocaram aquecimento e o incêndio do condomínio de logística Cone Suape, da construtora Moura Dubeux, no Cabo de Santo Agostinho (PE). O que estava armazenado virou cinzas, como a valiosa reserva de R$ 150 milhões em hemoderivados, do Ministério da Saúde. A íntegra do laudo do IPT está disponível no portal diariodopoder.com.br.

Falhas estruturais
Falhas estruturais na separação de ambientes também facilitaram a propagação do fogo, segundo o estudo realizado pelo IPT.

Bomba-relógio
Dias depois, bombeiros conseguiram controlar outro incêndio no condomínio da Moura Dubeux, cedido a empresa atingida no primeiro.

MD não assume
Gigante no Nordeste, a construtora cita perícia estadual inconclusiva e garante que não houve qualquer falha na construção dos galpões.

1º de abril?
Ladeira abaixo, inclusive no Nordeste, Dilma resolveu afagar a região que lhe garantiu a reeleição: convidou os governadores para uma reunião, quarta-feira, para prometer mais recursos ao “Minha Casa, Minha Vida”. Mas, atenção: pode ser piada de 1º abril.

Proposta já existe
A proposta do Ministério Público Federal de tipificar corrupção como crime hediondo já é celebrada há muito tempo por Renan Calheiros (PMDB-AL) como um dos seus feitos na presidência do Senado.

Jogo de Cena
Caciques do PMDB não acreditam na boa vontade do Palácio do Planalto em inserir o vice-presidente Michel Temer nas decisões do governo. Dilma só recorre a Temer quando o governo está em chamas.

Antes só...
O PCdoB planeja assumir atitude mais independente no Congresso, em relação ao governo. Avalia que chegou a hora de “sair da sombra do PT”, seu aliado histórico. Até para não se queimar também.

Plantação
O Planalto é o principal suspeito, na Câmara e no Senado, de “plantar” que o PMDB tenta tomar o governo de assalto, mesmo afirmando que não pretende o cargo de Cid Gomes no Ministério da Educação.

Perdeu, índio
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que seria vinculado a ruralistas, foi eleito presidente da comissão mista da Câmara que analisará a proposta que trata da demarcação de terras indígenas.

Grande família
Após o fim do mandato em fevereiro, o ex-senador Aníbal Diniz (PT-AC) ganhou uma boquinha na liderança do governo no Senado. É a companheirada se aboletando em cargos públicos.

Diga com quem andas
Os senadores José Medeiros (PP-MT) e Ana Amélia (PP-RS) procuram se desvincular do partido com maior número de pessoas envolvidas na lista de Janot. Para eles, atacar corruptos é o melhor caminho.

Pensando bem...
...essa história de “acordo de leniência” tem a maior pinta de conversa de comadres para acertar o resultado do jogo: impunidade.

CPI da Petrobras
Atualizado: 23:30:43 19/03/2015
[ch@claudiohumberto.com.br - www.claudiohumberto.com.br]

A CPI da Petrobras deve investigar as responsabilidades do conselho de administração da estatal, presidido por Dilma Rousseff entre 2003 e 2010, auge da roubalheira do “petrolão”. Requerimento do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), já na pauta da CPI, obriga a Petrobras a entregar aos deputados da CPI cópia de todas as gravações em áudio e vídeo das reuniões do conselho entre os anos de 2005 e 2015.

Negócio ruinosos
As gravações das reuniões mostrarão a atitude de conselheiros, como Dilma, na aprovação de negócios ruinosos para a Petrobras.

Conselheiros sabiam
Altineu Côrtes, sub-relator de Gestão Temerária da CPI, suspeita que conselheiros sabiam da roubalheira. Ele não acredita em dolo de Dilma.

Negociatas
No período em que Dilma presidiu o conselho, a Petrobras comprou refinarias superfaturadas e vendeu seus ativos a preço de banana.

Venda suspeita
A Petrobras vendeu por uma pechincha metade da subsidiária na África ao banco BTG Pactual, de André Esteves, um amigão de Lula.

Modelito do assalto
Foi adotado no setor elétrico o modelo desbaratado na Petrobras, no qual um diretor “de confiança do PT” manda mais que o presidente.

Fala, Duque
Deputados da CPI da Petrobras apostam que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque logo abandonará a pose para propor acordo de delação premiada. Ele sabe que corre o risco de passar o resto da vida preso.

Proximidades
Com o Congresso desmoralizado, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) lança nesta sexta, em Curitiba, o programa “Câmara Itinerante”. Poderia aproveitar e se apresentar ao juiz Sérgio Moro, para depor.

Governo acuado
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deve pôr o governo contra a parede na votação do projeto que fixa novas regras de reajuste do salário mínimo. Emendas ampliam os gastos em R$ 5 bilhões.

Nova derrota
Caso vá à votação o projeto que muda as regras de reajuste do salário mínimo, o governo dá a derrota como certa. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), pediu apoio ao PMDB. Não conseguiu.

Passeio a dois
A Câmara mandou à Antártica missão de deputados, cujas emendas mantêm a estação científica. Damião Feliciano (PDT-PB) aproveitou a boquinha e levou a mulher, Lígia, vice-governadora da Paraíba.

Mudança na Sgex
A embaixadora Maria Theresa Lázaro, ex-Ministério da Previdência, deverá assumir a Subsecretaria-Geral do Serviço Exterior. É o terceiro cargo mais importante do Itamaraty. Manda muito.

Muito prazer
O jornalista Jorge Oliveira, articulista do portal DiáriodoPoder.com.br, lança amanhã às 20h, em Lisboa, seu livro “Muito prazer, eu sou a morte” (Chiado Editora). Será no Clube Literário, à rua São Bento 34.

É grave a crise
Os números do polo de Manaus já refletem o cenário econômico. Em janeiro, faturou US$ 6,3 bilhões, equivalente a uma queda de 3,06%, em reais, e de 12,33% em dólar, em comparação com janeiro de 2014.

Dilma usa ‘eletrolão’
Parlamentares com livre trânsito no Planalto garantem que Dilma ainda não nomeou Henrique Alves (PMDB) para seu ministério porque teme que seu nome apareça no próximo escândalo, o do “eletrolão” do setor elétrico. A mesma desculpa ela usava antes da Lista de Janot, na qual Alves não foi citado. Sua campanha para o governo potiguar recebeu doações de R$ 8,5 milhões de empreiteiras com obras no setor elétrico.

Doações legais
A quem o indaga a esse respeito, Henrique Alves informa que doações para sua campanha obedecem rigorosamente a lei eleitoral.

As de sempre
Entre doadores de campanha de Henrique Alves estão Queiroz Galvão, Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, também citadas no petrolão.

Pensando bem...
...com a associação automática de Dilma a panelaço, logo aparecerá alguém lançando a marca de panelas Dilma.