FPM em queda

Publicação: 18/01/20
O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) volta a cair na segunda parcela de janeiro, que será depositada nas contas das prefeituras nesta segunda-feira. Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que, comparado com o mesmo decêndio do ano anterior, o número apresentou uma queda de 2,72%, desconsiderando os efeitos da inflação. Comparando o acumulado do mês o valor também apresentou queda, desta vez de 8,45%.

Esquerda em conflito
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu declarações desdenhosas com relação ao PCdoB e ao governador do Maranhão, Flávio Dino, que é filiado a este partido. “O PT é um partido muito grande se comparado ao PcdoB”, disse o ex-presidente petista, durante entrevista. “É difícil eleger um comunista e Flávio [Dino] sabe disso”, afirmou, em relação à possibilidade do governador do Maranhão concorrer à Presidência da República. “É muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT”, acrescentou. Coube ao deputado do PCdoB, Orlando Silva, reagir: “Flávio Dino é a novidade da esquerda brasileira. Cresceu sem 'dedaço' e não incubado por nenhum grande líder. A sua competência já está à mostra no governo do Maranhão. Sua capacidade política é reconhecida até pelos adversários. Flávio Dino opera a política de frente ampla que o PCdoB elaborou, mas aplica com timidez sob os olhares severos e críticos dos 'companheiros'”.

Implicação no Estado
O atrito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal liderança petista, e alguns dos mais notórios integrantes do PCdoC pode ter implicação no Estado. Afinal, a governadora Fátima Bezerra está entre os petistas que acompanham Lula incondicionalmente. Enquanto isto, o vice-governador Antenor Roberto é presidente estadual do PCdoB. O conflito entre as duas correntes políticas poderá, assim, ter desdobramentos no Rio Grande do Norte. Fátima fará, inevitavelmente, a defesa do lulismo e Antenor Roberto dos seus correligionários do PCdoB.

Opinião pública
Após um ano de mandato, pesquisa da XP Investimentos, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostra que o presidente Jair Bolsonaro não conta mais com o mesmo apoio que tinha e a expectativa positiva para o restante do mandato caiu 23 pontos porcentuais em um ano. Neste mês, 40% dos entrevistados disseram ter expectativas "ótima e boa" para os três últimos anos de Bolsonaro no governo. Em janeiro de 2019, porém, essa avaliação positiva para o mesmo período era de 63% e em dezembro, já estava em 43%.

Avaliação do governo
Na prática — segundo a pesquisa da XP Investimentos, em parceria com o Ipespe — o presidente Jair Bolsonaro inicia o segundo ano de sua gestão registrando oscilações negativas de popularidade, se o porcentual for comparado com 2019. A pesquisa mostrou que o governo foi classificado como "ruim e péssimo" por 39% dos entrevistados, enquanto 32% avaliaram como “ótimo e bom” e 28% como “regular”. Embora o desemprego tenha diminuído, ainda está elevado, atingindo 11,9 milhões de pessoas. A condução da política causou Na percepção dos entrevistados, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), os três filhos do presidente, exercem hoje "muita influência" sobre o governo do pai (55%), mais até do que os militares (53%) e as redes sociais (50%).

Avaliação do Legislativo
O levantamento da XP Investimentos, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe)indicou, mostra que 45% dos ouvidos consideram o Congresso Nacional ruim ou péssimo, embora o Legislativo tenha sido renovado em mais da metade nas eleições de 2018. Esse porcentual era de 37% no mesmo período do ano passado 2019 e de 44% em dezembro. O desempenho positivo do Congresso é o pior da atual legislatura, com apenas 9% de ótimo e bom, contra 13% em dezembro e 17% em janeiro de 2019. Outros 41% dos entrevistados avaliam o Parlamento como regular - 39% no mês passado e 34% há um ano. A pior avaliação é a da Câmara, pois 83% responderam que não confiam na instituição. Já no Senado, esse índice é de 79%.

Partidos em baixa
Os partidos político também enfrentam o descrédito da população. Entre os entrevistados do Ipespe, 89% dizem não confiar nas legendas. A pesquisa mediu, por outro lado, a percepção das pessoas sobre o grau de corrupção no País. Para 32%, a corrupção aumentará, mesmo porcentual dos que dizem acreditar que nada vai mudar. Outros 30% esperam que a corrupção diminuirá. A pesquisa teve abrangência nacional e ouviu mil entrevistados, entre segunda-feira e quinta-feira, 16. A margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.