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Natal, 04 de Fevereiro de 2012

Ondas Curtas

por Yuno Silva

Esta coluna é atualizada aos Sábados

Gilberos Come Bacon

12 de Setembro de 2009
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Gilbertos Come Bacon – GRV Discos
www.myspace.com/gilbertoscomebacon

Faturar a primeira edição do Festival Universitário de Música em Brasília, com um punk-rock crossover de responsa diga-se de passagem, uma cidade que é berço de nomes como Legião Urbana e Plebe Rude, não é para qualquer time – que o diga Eduardo Cayrã e João Angelini (voz), Luamar Ronan e Fábio Baroli (percussão), André Valente (trompete), Camila Soato (baixo), Moisés Crivelaro (guitarra) e Márcio Mota (bateria): Gilbertos Come Bacon. O disco apresenta dez faixas bem produzidas, recheadas por letras bem humoradas, politizadas, socialmente engajadas e até surreais como “Piolho”, que traz participação especial e espontânea do baiano Tom Zé. Dá para perceber a origem nordestina no som dos Gilbertos a partir das referências que pontuam todo o trabalho: um misto de zabumbas urbanizadas com guitarras regionalizadas, muita percussão e ótima performance vocal. O octeto  chega na cena para temperar o acelerado e rude punk-rock com uma pegada mais tupiniquim.

MÚSICAS INTERMINÁVEIS PARA VIAGEM - Músicas Intermináveis Para Viagem – Independentes. 
• www.myspace.com/mipv

Como o próprio longo nome já diz: essa banda, de uma pessoa só, faz Músicas Intermináveis Para Viagem(!). A gaúcha Laura L (guitarra), que se apresenta sempre acompanhada de um baterista convidado, engata a primeira e segue em frente sem reduzir durante todo percursso do álbum homônimo. A formação lembra os irmãos Jack e Meg White (Stripes), porém a sonoridade está mais próxima da dupla Lado 2 Estéreo, Josh e Julliano, lá do Piauí – que hoje só existe na internet. O embalo hipnótico do rock progressivo serve como trilha sonora para pequenos deslocamentos ou as maiores viagens, pois as faixas vão se sucedendo de maneira discreta e contínua, como um mantra “que vai do lounge à distorção, experimentando diferentes sonoridades e ritmos (do jazz ao eletrônico)” – uma espécie de trip rock. O M.i.p.V. surgiu em Porto Alegre RS em 2004 e já circulou pela Itália e Alemanha.


SÁTIRO
- Antônio Ronaldo – Independente

O álbum “Sátiro” é como um supertime de futebol: a escalação certeira de craques é meio caminho andado para ganhar qualquer peleja. Antônio Ronaldo, bem dizer, entra em campo com o jogo ganho ao lado de figuras conhecidas como Manassés Campos (produtor), Jubileu Filho (arranjos e direção musical), Cida Lobo e Geraldo Carvalho (participações especiais), Di Stéffano (bateria), Jailton (percussão), Chico Bethoven (sax e flauta), Zé Hilton (sanfona), Paulo Eduardo (teclados), Klênio Jonessy (trombone) e Sérgio Farias (mixagem e masterização). Em “Sátiro”, o cantor e compositor potiguar canta sua cidade, refaz caminhos e lembra de passagens que ficaram gravadas na memória de uma geração que iniciou toda a atividade artística que insiste em pulsar na capital do RN. Melodias delicadas, romantismo e regionalidade são os ingredientes principais deste trabalho.
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