Moto Z: Smartphone modular para todos?

Publicação: 09/02/17

O ano de 2016 foi marcado pelo lançamento de dois telefones com tecnologia modular no Brasil. No primeiro semestre, chegou ao mercado o LG G5 SE, fabricado pela LG. O G5 prometia expandir a experiência do usuário com o smartphone, no entanto, além das alterações de hardware feitas para o produto no país, a formatação proposta de modularidade para o aparelho acabou gerando uma experiência frustrante. Os gadgets complementares, intitulados de “friends”, de nada serviram. Posteriormente, foi a vez da Motorola lançar sua linha Z, apostando também na tecnologia modular. A proposta de interação era a mesma da outra fabricante, mas o design do aparelho e os módulos oferecidos, garantiram uma experiência mais aflorada do produto. 


Encaixando os módulos

Para entender como funciona a ligação entre os módulos (Moto Snaps) e o aparelho, basta acoplar os gadgets na parte traseira. A conexão é feita magneticamente, sem precisar desligar o smartphone ou  fazer qualquer ajuste.

Os primeiros Moto Snaps lançados no Brasil incluem o Hasselblad True Zoom (fotografia), o alto-falante JBL SoundBoost, o projetor Moto Insta-Share, as capas Style Shells e os Power Packs (bateria extra). Segundo a fabricante, em 2017 teremos lançamentos de novos módulos. 

Moto Z

Poder de fogo

O Moto Z pode rodar praticamente tudo da Play Store, isso se deve ao seu processador da Qualcomm Snapdragon 820 com CPU quad-core de até 1.8 Ghz com GPU Adreno 530 e 4 GB de Ram. Os aplicativos abrem rápido, sem qualquer travamento, a multitarefa funciona de forma fluida. É um aparelho que tanto serve para o uso cotidiano, quanto para os "gamers" de plantão. A Motorola fez uma alteração no processador do modelo nacional, mas isso não interfere na usabilidade. Vale lembrar que o Android é o 7.0 Nougat e que alguns aplicativos necessitam de otimização. 

Leve, fino e inquebrável?

A Motorola apostou em um design delicado. O aparelho tem 155,3 mm de altura, 75,3 mm de largura e profundidade de 5,19 mm, construído em metal e pequenas partes em vidro. É um dos aparelhos mais finos do mercado. Na parte frontal, temos uma saída de áudio mono e o leitor de impressão digital de ótima qualidade na parte inferior. 

Desing do Moto Z

Sua espessura poderia ser um ponto positivo, porém, garante mais receio do que segurança. Por exemplo: colocar o "bumper" que vem na caixa pode ser algo difícil. Parece que o telefone se partirá nas suas mãos, mesmo usando "obrigatoriamente" o módulo Style Shells para deixá-lo mais grosso e os conectores protegidos. É um aparelho aparentemente frágil.

Todo esse design refinado acabou prejudicando um dos principais quesitos que o consumidor valoriza, a bateria.

Capa Style Shells: R$ 99,00

Style Shells: R$ 99,00 cada

Andar com o carregador é fundamental

Toda beleza oferecida pelo design do Moto Z acaba sendo irrelevante quando chegamos na questão da bateria. São 2600 mAh insuficientes para uma usabilidade aceitável no cotidiano. Um usuário comum, que utiliza serviços de streaming de música e vídeo, redes sociais, Gps, consegue utilizar de 5 a 6  horas de autonomia. É possível utilizar o módulo de bateria que proporcionará mais 2200 mAh de carga, contudo, o aparelho ficará mais grosso e pesado. Nesse tópico, o Z acaba perdendo para seu modelo simplificado. O Moto Z Play tem 3600 mAh de bateria interna, consequentemente um design mais robusto e bordas mais grossas. O aparelho vem com um carregador TurboPower, que possibilita 60% de energia com apenas 1 hora conectado a tomada.

Incipio offGRID PowerPack (bateria): R$ 399,00

Incipio offGRID PowerPack: R$ 399,00

É uma reflexão que o consumidor deverá fazer: bateria ou design? - Mesmo tendo um snap de bateria extra para acoplar no aparelho, ele acaba sendo um "plus" que pesa bastante no bolso. Quando comprado individualmente, o valor sugerido é R$ 399,00, sendo que é possível comprar um carregador portátil que proporciona três cargas completas por 1/3 desse valor.


Tela com cores vibrantes

Para quem gosta de cores fortes, vívidas, alto-contraste, o Moto Z tem uma das melhores telas do mercado. Sua tela Quad HD Super Amoled de 5,5” (2560x1440), 535 ppi, é ideal para consumir conteúdo audiovisual.

O aparelho não tem apenas em uma tela de excelente qualidade, a experiência audiovisual pode ser aprimorada através do Moto Insta-Share, um projetor surpreendente que torna qualquer superfície em uma tela de até 70 polegadas. Aqui temos uma experiência incrível, afinal, quem poderia imaginar que um smartphone poderia fazer isso? 

Moto Insta-Share Projector (projetor): R$ 1.499,00

Moto Insta-Share Projector: R$ 1.499,00

Câmera aprimorada

O smartphone é equipado com duas câmeras, sendo uma de 13 MP, abertura f/1,8, estabilização óptica de imagem (OIS), autofoco a laser e a frontal de 5 MP com campo de visão aberto e flash LED.

As fotos diurnas são bonitas, ótimo balanceamento de brilho, contraste, nitidez e cores bem definidas. As fotos noturnas são boas, mas ainda possuem granulação exagerada, principalmente quando você utiliza o modo "automático". O sensor entende como "cena noturna", colocando o ISO e a velocidade em números elevados. Nesse caso, o ideal é utilizar o "modo profissional", garantindo controle sobre o manuseio da câmera e resultando numa fotografia mais equilibrada.

Confira fotos tiradas com o Moto Z

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A câmera frontal consegue gerar fotos satisfatórias. O modo "embelezador" não deixa o rosto plastificado e as selfies ficam naturais, sem artificialidades no resultado final. O Z oferece ainda um flash na câmera frontal, apesar do tom avermelhado nas fotos, é um elemento interessante que dificilmente é encontrado em telefones high-end.

No modo vídeo, o Z grava em 4k, 1080p em 60fps, com um resultado bastante equilibrado na resposta do foco. A câmera do aparelho conta com o modo "slowmotion", possibilitando de forma rápida e prática produzir vídeos em câmera lenta. Completando o conjunto, temos um software de câmera completo e prático.

A Motorola fez a lição de casa. Aprimorou as câmeras dos aparelhos e entrou na disputa com outras empresas que são reconhecidas no ramo. Não temos a melhor câmera de smartphone do ano, ainda assim, o Z entrou no páreo seguramente equipado.

Áudio amplificado com a JBL

Aqui temos uma saída mono, na parte frontal-superior. O nível é interessante, sem grandes distorções, puxados para os agudos e sem imersão sonora. Uma caixa de som tradicional para um aparelho top. A experiência é modificada quando o módulo JBL SoundBoost é inserido. Sua potência de 6W (3W em cada lado) encorpa o áudio geral do telefone. Consumir conteúdo de mídia fica mais agradável, principalmente porque o som ganha mais grave na potência. 

JBL SoundBoost: R$ 698,00

JBL SoundBoost: R$ 698,00

A caixinha da JBL poderia ser um módulo válido se o valor de mercado cobrado de 698,00 reais fosse transformado em funções complementares. A JBL SoundBoost tem uma bateria interna de 1000 mAh, assegurando independência energética, mas não possui bluetooth, Wi-Fi, NFC ou qualquer outra forma de conexão para utilização sem o aparelho.

Outro ponto negativo no Moto Z, é a ausência de entrada 3,5 mm para fones de ouvido. É possível utilizar o adaptador que vem dentro da caixa, mas é uma solução desagradável. A Lenovo preferiu valorizar a espessura e o design, em vez da praticidade e necessidade da entrada P2. 

Experiência inovadora

O Moto Z pode ser considerado um smartphone inovador. A junção de hardware potente com a possibilidade de acoplar “snaps”, reforça a ideia que a Motorola/Lenovo estava segura quando apostou em tecnologia modular. O valor do aparelho pesquisado até a publicação dessa análise, fica em torno de R$ 2500 a R$3000, conforme o kit escolhido.

E aqui temos uma grande ressalva: o uso do Moto Z só é pleno quando utilizado com os Moto Snaps.

Indo para a ponta do lápis, somando os valores de todos os módulos lançados no Brasil mais o smartphone, será preciso desembolsar em média R$ 7000 para fazer valer a utilização real da modularidade do aparelho. O consumidor deverá colocar na balança e analisar a possibilidade de adquirir os kits ou investir individualmente em cada gadget. Vale o que seu bolso suportar!



Canal Futura estreia em fevereiro série produzida pela UernTV

Publicação: 25/01/17
Estreia no próximo dia 6 de fevereiro, para todo o Brasil, a série de quatro episódios “Eu quero é frevo”, uma parceria do Canal Futura, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e Canal 2 Produções. O programa será exibido no Canal Futura e conta um pouco da história deste ritmo tradicional pernambucano. A estreia contará com um lançamento no Paço do Frevo, em Recife/PE, onde estarão representantes das entidades parceiras. Esta é a terceira produção da UernTV, em parceria com o Canal Futura, que terá exibição nacional.

O programa é dirigido e apresentado pelo diretor da UernTV e professor do Departamento de Comunicação Social (DECOM/UERN), Fabiano Morais. Participaram também da produção os estudantes da Uern, Felipe Freitas e Elias Filho; e os estudantes da Unicap/PE, Sharon Baptista, Roberta Salles e Matheus Rocha. As imagens são da Canal 2 Produções e do estudante Felipe Freitas. Marbenes Maia, técnica de audiovisual da Uern, é a responsável pela edição. Alan Gonçalves, estudante da Uern, é o responsável pelas vinhetas.
Programa Eu quero é frevo, produzido pela UernTV estreia dia 6 na TV Futura

A série “Eu quero é Frevo” faz uma viagem pelo universo musical e histórico desse ritmo de origem pernambucana, abordando o surgimento, o momento social da época, assim como o desenvolvimento do frevo até os dias de hoje. Músicos e artistas reconhecidamente ligados ao ritmo estão entre os entrevistados pela equipe do programa. O primeiro episódio é dedicado à história do ritmo. No segundo programa, serão mostrados os tipos de frevo e dança. O terceiro episódio se volta para os artistas deste ritmo, de diferentes gerações. Encerrando a série, um episódio sobre os blocos carnavalescos que fizeram e fazem história em Pernambuco.

Para o diretor do projeto e coordenador da UernTV, Fabiano Morais, a série é mais uma contribuição social que a universidade presta à sociedade. “Não somente à (sociedade) potiguar, mas através deste trabalho pessoas de todo o Brasil poderão conhecer um pouco mais desta manifestação cultural tão importante na história do Nordeste”, explica. Ele e a equipe passaram sete dias gravando em Recife para que o projeto fosse possível. De viés extensionista, a UernTV já envolveu mais de 40 estudantes do curso de Comunicação Social em atividades de pauta, produção e edição de reportagens e programas informativos. Atualmente a programação pode ser conferida no Canal 21 da TV Cabo Mossoró (TCM) ou pelo Youtube (www.youtube.com/uerntv).

O chefe do Departamento de Comunicação Social (DECOM/UERN), Esdras Marchezan, ressalta a experiência promovida aos estudantes que participam de um projeto como este, assim como a dimensão que o trabalho passa a ter, a partir do momento que é exibido para todo o território nacional. “Através da UernTV, o trabalho de nossos estudantes tem alcançado muitos lugares, e isto tudo se traduz em mais experiência, mais engajamento no curso e, consequentemente, mais preparação para enfrentar os desafios no campo profissional”, comenta.

Veja chamada do programa que já está sendo veiculada:





Zenfone 3 chega ao Brasil no final do mês

Publicação: 15/10/16
Em agosto de 2015, a Asus provocou rebuliço no mercado de smartphones com o lançamento do Zenfone 2. Na época, foi o primeiro aparelho a chegar no país com 4 GB de RAM e  arquitetura X86, além do seu custo-benefício. Depois de muito burburinho e lançamentos em outros países, a evolução da linha chega ao Brasil no dia 25 de outubro. O evento intitulado  "Z3nvolution" acontecerá em São Paulo e promete apresentar outros modelos para o consumidor brasileiro. Zenfone 3 será lançado no dia 25 de outubro.
O Zenfone 3 é bem diferente da sua versão anterior. Designer, processador, sensores, câmera, entre outros artifícios que colaboram na repaginação geral do aparelho. É um celular que pode ser considerado um "intermediário premium".
Recebemos o aparelho para testes e você confere no vídeo abaixo o unboxing dele:

O preço do aparelho será anunciado no dia 25 junto com os modelos Zenfone 3 Max e o Zenfone 3 Deluxe.
O primeiro se destaca com sua bateira de 4.130 mAh e o segundo pelo seu hardware reforçado de 6GB de RAM e processador Snapdragon 821. 
Em breve publicaremos uma análise completa do aparelho. 

Ficha técnica
Processador: Qualcomm® Snapdragon™ 625 Octa-Core
@2.0Ghz 64-bit 
Memória RAM: 4GB
Armazenamento interno: 64GB com suporte a microSD (até 2TB)
Câmera: traseira de 16MP com sensor da Sony e abertura f/2.0 e frontal de 8MP e angular 84º
Tela: 5,5" Full HD (1920x1080) IPS

Hipnose contra a obesidade e na cadeira do dentista

Publicação: 04/09/16
Quando o paciente é alérgico a algum princípio ativo da anestesia ou simplesmente morre de medo de agulha, a hipnose pode ser uma grande aliada da odontologia. A lei 5.081, de 24 de agosto de 1966, que regulamenta o exercício da profissão no Brasil, assegura ao cirurgião-dentista empregar a técnica com finalidade terapêutica. O Conselho Federal de Odontologia baixou uma resolução habilitando cirurgiões dentistas que tenham feito cursos e que tenham demonstrado o domínio sobre tema para empregá-la em consultório.

#SAIBAMAIS#Mas não é apenas na hora de algum procedimento cirúrgico que a hipnose pode ser aplicada. Ela também pode ser adotada para fazer com que o paciente perca algumas manias e hábitos viciosos, como por exemplo roer unha ou mastigar tampa de caneta, ou outra coisa que esteja danificando os seus dentes.

“Durante a hipnose, você pode fazer com que o paciente pare de salivar ou diminua muito o fluxo de saliva. Para o cirurgião-dentista é ótimo trabalhar com um paciente com pouca salivação”, comenta o hipnólogo e cirurgião-dentista Doriélio Barreto.

De acordo com ele, o paciente se torna mais suscetível a aceitar dicas, sugestões e orientações do dentista ou médico. A tendência então é “obedecer” aos comandos. Em seu estado pleno de consciência, ele poderia decidir seguir ou não os conselhos, bem como esquecê-los.

A indução hipnótica também pode ser aplicada em crianças durante o tratamento odontológico, a partir da idade em que a criança possa entender, interagir e se concentrar no que o hipnólogo está falando, como afirma Doriélio Barreto. “Só que a hipnose que se faz em criança é um pouco diferente da abordagem do adulto — que essa se faz mais com coisas lúdicas, brincadeiras, uma fantasia.”

Tratando a fome compulsiva

Comer é um ato primitivo do ser humano e está ligado ao instinto de sobrevivência. Por isso,  muitas vezes a origem de algum distúrbio alimentar está ligado a memórias ancestrais, incapazes de vir à tona por uma simples forçada na memória. É quando a hipnose pode ser usada como ferramenta exploratória e, através do fenômeno da regressão, levar o paciente a momentos de sua vida, para que se possa estudar a sua relação com a  alimentação.

“Nossa relação com alimento é uma coisa muito primitiva e que está ligada à relação mãe-bebê. Ou seja, quem cuidou da gente, de que maneira aquele bebê se alimentava, de que maneira aquele bebê era cuidado também. A gente está falando não só da nutrição física, mas a nutrição emocional também”, comenta o terapeuta.

Durante a sessão, são feitas induções com respiração e visualizações. Outra forma usada para combater a compulsão alimentar por determinados alimentos é pedir para o paciente se imaginar comendo determinado alimento, porque muitas vezes ele não sabe a diferença entre imaginação e realidade.

“Então, se eu peço para um paciente em transe comer chocolate até enjoar, talvez ele fique um pouco enjoado de comer chocolate em outros momentos”,  diz Ronnie Petterson, que utiliza a hipnose ericsoniana.

Durante o transe hipnótico também é utilizada a estratégia de  ressaltar o prazer em outras atividades da vida do paciente além da comida. Por exemplo, os prazeres de um relacionamento amoroso, de uma atividade física.

O terapeuta porém enfatiza ser o tratamento da obesidade multidisciplinar, uma vez que a doença pode ser causada por diversos fatores, culturais, nutricionais e psicológicos. Então, nunca se deve enfocar apenas uma forma de agir. “Então, por exemplo, um paciente com obesidade mórbida vai ter um acompanhamento muitas vezes medicamentoso, talvez uma atividade física, um acompanhamento do profissional de nutrição e do psicólogo. O que é difícil muitas vezes é encontrar uma equipe de profissionais preparados para fazer isso em conjunto.”

Bate Papo
André Rógeris - Hipnoterapeuta clínico

“A hipnose é um tratamento de efeito rápido”

- Como se decide como e porque usar a hipnose?
A hipnose ainda sofre um certo preconceito justamente por as pessoas não acreditarem que ela pode reprogramar uma mente ou  justamente pelas questões de hipnose de palco, os terapeutas que utilizam hipnose acabam meio que trazendo essa má fama de que aquilo é algo combinado, é uma mágica, um ilusionismo, uma coisa assim. Mas vem por meio de psiquiatra/psicanalista, quando ele entende de hipnose, e tem alguns em Natal que entendem um pouco de hipnose. A hipnose é um tratamento de efeito rápido! Quando a pessoa busca todas as alternativas na medicina convencional, principalmente na alopatia, nas medicações, para os transtornos psiquiátricos, a hipnose consegue dar uma alavancada muito grande; casos de depressão e de ansiedade principalmente; e a pessoa em pouco tempo retira a medicação.

- Hipnose de palco atrapalha?
A hipnose de palco atrapalha por trazer uma má fama de que hipnose pode ser qualquer coisa menos algo científico ou terapêutico, e ao mesmo tempo  ela ajuda a divulgar o nosso poder da mente.

- Você acredita haver muito  charlatanismo?
Eu não posso afirmar com 100% de certeza que não há charlatanismo; mas a hipnose de palco acontece assim: eu faço hipnose de palco para demonstrar aos alunos na Universidade. Faço algumas coisas como colar a boca, fechar os olhos e não conseguir abrir, como esquecer o nome. É um processo parecido; só que não há uma intervenção cognitiva, onde não há terapia; apenas há a indução a um transe hipnótico para um entretenimento. E aí tem que ter cuidado para não levar a pessoa à humilhação. Pode passar ridículo, pois quase sempre o objetivo é trazer risos. E a pessoa pode não gostar depois; e aquilo trazer traumas; pode trazer transtorno de estresse pós-trauma.  

- Alguém não pode ser hipnotizado?
Daí a cautela, pois não sabemos o que está no inconsciente da pessoa. E é lá que estão os problemas desde a fase fetal, intra-uterina, e vai passando por toda a vida no inconsciente até agora. Não sei se ali tem abuso, se tem trauma, se tem alguma coisa que pode aflorar. Tem que ter muita cautela. Cerca de mais de 90% da população mundial é hipnotizável, pode ser hipnotizada. Cada caso com uma técnica de hipnose terapêutica diferente. Nós temos pelo menos 18 escolas dentro da hipnose.

Hora do acesso

Publicação: 05/10/14
Isaac Ribeiro
repórter

A cena: casais amigos almoçam em um restaurante enquanto seus filhos pequenos circulam pelo salão fotografando outros clientes com o smartphone e postando nas redes sociais. Não é raro ver isso acontecer, pois é crescente o número de crianças e adolescentes com acesso à internet. Celulares inteligentes e tablets têm se tornado opção de presente de muitos pais para seus  rebentos. Mas, afinal, qual a idade mais adequada para presentear os guris com esses bibelôs eletrônicos?
Ao permitir que os filhos acessem à internet, pais devem ter consciência de que estão abrindo o mundo para eles dentro da própria casa, e isso tem os seus riscos
De acordo com a pesquisa TIC Domicílios, divulgada pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) os celulares são a porta de entrada para a internet de 31% das pessoas. Ainda de acordo com o estudo, os jovens são os mais conectados, sendo que 75% deles têm entre 10 a 15 anos.

Assim como no mundo dito real,  o espaço virtual também está repleto de riscos, armadilhas e perigos. E crianças e adolescentes são presas fáceis.

Mas a verdade é que nessa aurora da era digital, as crianças despertaram de vez para o universo da tecnologia e seus gadgets.  

ASPECTOS PSICOLÓGICOS
Se notebooks, smartphones e tablets exercem fascínio em adultos, imagine em crianças e adolescentes... A psicóloga Vânia Calado, professora de Psicologia Escolar e Educacional, aponta aspectos negativos e positivos da relação dos mais jovens com esses equipamentos e, por consequência, com a internet. Ela é contra negar o acesso, impedir, desestimular, mas também não concorda com os exageros — tipo estimular absurdamente uma criança a ficar horas usando o celular da mãe ou então deixar seu filho de seis anos, por exemplo, com um aparelho conectado. É grande o risco de ele só querer isso como brinquedo, desinteressando-se por outras coisas.

“Ela vai viciar. Vai deixar de fazer atividades de casa, de conquistar amigos, de brincar, de se exercitar, de explorar outras coisas em função de uma tecnologia, seja ela um notebook,  um iPad, um celular. A parte da interação social é muito prejudicada”, analisa Vânia Calado.

Ela defende a moderação e a permissão ao acesso à rede em doses homeopáticas, com sessões de 15 a 20 minutos, aumentando esse tempo de forma progressiva.

Por outro lado, a psicóloga ressalta a inserção da criança em uma tecnologia “que veio para ficar” e que vai se desenvolver ainda mais. “É uma nova forma de linguagem, de aprendizagem, que você não pode privar a criança disso. Nem na vida pessoal dela, na família, nem na escola.”

Ela acredita que, se usada de forma correta, pode ajudar a desenvolver aspectos emocionais e cognitivos. “O uso do iPad, enfim, do computador, favorece o desenvolvimento da concentração nas crianças e nos adolescentes. Você tem queixas em escolas, consultórios particulares, de crianças que não param quietas. Mas na hora em que você dá um iPad, a criança fica paradinha, quietinha.”

Pais devem monitorar filhos na internet
Ter tempo disponível para monitorar o que o filho anda fazendo no mundo virtual é um aspecto muito importante na relação dos pais com suas crias conectadas. É o que aponta a psicóloga Jemima Morais Veras. Ela defende o monitoramento de crianças até a faixa dos 13 anos de idade. “É importante que os pais entendam que deixar seus filhos na internet é deixá-los ter acesso ao mundo, com tudo de bom e de ruim. Portanto devem estar juntos, orientando, apoiando e protegendo, como é feito no mundo real.” E isso não deve ser encarado como uma forma de punição, segundo ela, mas sim como uma forma de educar e cuidar. Cabe aos pais também ditar as regras. Quando não há um acompanhamento, vigília, abre-se um espaço para a vulnerabilidade, incertezas e perigos. “Também acho que os pais devem entender que a internet tem muitos aspectos positivos e se conseguirem ficar próximos dos filhos e entenderem o que estão fazendo de fato, podem ter com eles uma relação mais agradável.” Leia trechos da entrevista com a psicóloga.

Existe uma idade ideal para dar um de presente um tablet ou smartphofone? E para ter acesso à internet? o que os pais devem observar nesse momento?
A idade de presentear um filho com tablet ou smartphofone, dependerá da dinâmica de cada família. É importante pensar antes de inseri-lo nesse campo virtual. É necessário que esteja maduro para que isso não substitua a escola, os amigos, a família. Devemos pensar também que esses aparelhos são fascinantes, maravilhosos. As crianças de antigamente passaram suas infâncias entre árvores, brincadeiras de rua, jogos... Será que se tivessem tablets e smartphones, naquela época, também não seriam como hoje Não adianta, olhar para trás e viver nostalgicamente, como se o passado tivesse sido melhor, mágico. Não podemos voltar no tempo. Vamos olhar para os dias de hoje, sem medo e pensar o que pode ser feito para ajudar nossas crianças e adolescentes. É importante avaliar, alguns pontos: qual a necessidade real da criança?Ela às vezes precisa entrar em contato com você ou você com ela? É uma criança insegura que a possibilidade de saber que pode falar com você, caso necessite, irá ajudá-la?Conhecendo bem seu filho, como você avalia que ele irá usar o equipamento? No caso do seu filho ser disperso, desconcentrar-se com facilidade, não se interessar pelas tarefas da escola, gostar de jogos eletrônicos, mostrar-se tímido, demonstrar dificuldade de interagir com os colegas, apresentar dificuldade de cumprir com as regras estabelecidas... Penso que essas citadas características, não apóiam a idéia de presenteá-lo com um tablet ou smartphofone. Possivelmente ele tenderá a ficar bastante ligado aos equipamentos e se distanciará da realização das tarefas, das pessoas e de si mesmo. No caso dele se mostrar responsável com as tarefas escolares, ter uma relação satisfatória com os colegas, cumprir com as regras estabelecidas... você pode presenteá-lo sim. Mas deve ficar atento, ao tempo de uso, às mudanças comportamentais, ao rendimento escolar, ao humor, ao horário que está indo dormir...

Quais as mudanças de comportamento que os pais devem estar atentos com filhos conectados?
Deve-se estar atento ao sono, ao rendimento escolar, ao tempo em que fica na internet, como se relaciona com as pessoas da casa, se tem amigos, quem são os amigos, como está sua vida social, quais seus interesses por atividades fora da escola. É fundamental que os pais estejam atentos às mudanças bruscas de humor, a alimentação.

E quanto aos pais, que tipo de contribuição eles podem dar para que a criança não crie traumas e outros problemas psicológicos com relação à internet?
Os pais deveriam se unir e procurar se ajudarem. Se cada pai tomar conta dos amigos dos filhos, seu filho será cuidado por outros pais. Os pais unidos podem evitar algumas coisas, como bebidas, drogas... Mas de nada adianta se não tiverem com seus filhos uma relação de confiança e de respeito. Precisam sempre olhar para si mesmos e perguntar: como está a minha relação com meu filho? Por que ele fica tanto tempo na internet? Se não estivesse na internet, o que poderia estar fazendo? Ele já fez suas tarefas escolares, ajudou em casa? Os devem prestar atenção para o fato de que essa tal dependência de internet que assola alguns jovens não é algo que se inicia de uma hora para outra. Vai aumentando gradativamente e necessita de um olhar mais atento dos pais. Na primeira vez que acessou a internet, esse jovem não passou seis horas seguidas. Isso vai aumentando e os pais não se dão conta. Na verdade, alguns pais acham que, no computador, pelo menos os filhos estão em casa, seguros. O uso exagerado pode levar ao vício. Os atrativos para isso são muitos. Ele encontra um mundo virtual muito interessante e passa a habitá-lo.