Toque - Livros e Cultura
por Carlos de Souza
Esta coluna é atualizada às Quartas
Uma homenagem em verso
O Fantoche
Deífilo Gurgel
O fantoche obedece cegamente
Ao comando do manipulador:
Um tempo de sorrir e estar contente
Um tempo de chorar e sentir dor
Mas, a face não muda. A gente sente
olhando em seu olhar, seja o que for
de morte e solidão, a inconsistente
vida a que uma outra vida dá calor.
O homem dos fantoches é um sucesso:
-distinto público eu agora peço...
(silencia a ululante patuléia).
A lágrima e o sorriso controlados
Nos cordéis habilmente disfarçados.
Os fantoches no palco ou na platéia?
BIBLIOGRAFIA
Deífilo Gurgel deixou os seguintes livros publicados:
Cais da Ausência,
Os Dias e as Noites,
7 Sonetos do Rio e Outros Poemas,
Os Bens Aventurados.
Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte,
João Redondo – Teatro de Bonecos do Nordeste,
Romanceiro de Alcaçus,
Manual do Boi Calemba
Espaço e Tempo do Folclore Potiguar
Areia Branca – A Terra e a Gente,
São Gonçalo – O País do Folclore,
Romanceiro Potiguar, (publicado pela Fundação José Augusto, sem data prevista para o lançamento)
Diabo a Quatro, (livro que estava sendo escrito paralelamente ao Romanceiro Potiguar, provavelmente ficou inacabado)