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Natal, 08 de Fevereiro de 2012

Toque - Livros e Cultura

por Carlos de Souza

Esta coluna é atualizada às Quartas

Uma homenagem em verso

08 de Fevereiro de 2012
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O Fantoche
Deífilo Gurgel

O fantoche obedece cegamente
Ao comando do manipulador:
Um tempo de sorrir e estar contente
Um tempo de chorar e sentir dor

Mas, a face não muda. A gente sente
olhando em seu olhar, seja o que for
de morte e solidão, a inconsistente
vida a que uma outra vida dá calor.

O homem dos fantoches é um sucesso:
-distinto público eu agora peço...
(silencia a ululante patuléia).

A lágrima e o sorriso controlados
Nos cordéis habilmente disfarçados.
Os fantoches no palco ou na platéia?

BIBLIOGRAFIA

Deífilo Gurgel deixou os seguintes livros publicados:

Cais da Ausência,
Os Dias e as Noites,
7 Sonetos do Rio e Outros Poemas,
Os Bens Aventurados.
Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte,
João Redondo – Teatro de Bonecos do Nordeste,
Romanceiro de Alcaçus,
Manual do Boi Calemba
Espaço e Tempo do Folclore Potiguar
Areia Branca – A Terra e a Gente,
São Gonçalo – O País do Folclore,
Romanceiro Potiguar, (publicado pela Fundação José Augusto, sem data prevista para o lançamento)
Diabo a Quatro, (livro que estava sendo escrito paralelamente ao Romanceiro Potiguar, provavelmente ficou inacabado)

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