Cine Holliúdy vira série na TV Globo

Publicação: 21/01/18
Pense num cabra que não desiste fácil do que quer, que pode se estropiar todo e ainda se levantar com um sorriso no rosto e um bocado de ideia mirabolante. O nome dele é Francisgleydisson (Edmilson Filho) e seu sobrenome é Cine Holliúdy. Ou quase isso.
Letícia Colin será Marylin e Edmilson Filho viverá Francisgleydisson, dono de cinema que sonha com dias melhores para seu negócio
Letícia Colin será Marylin e Edmilson Filho viverá Francisgleydisson, dono de cinema que sonha com dias melhores para seu negócio

Desde novembro de 2017, Francis e o mundo fantástico de seu cinema estão em Pitombas, ou melhor, Areias, uma cidade no interior de São Paulo que ganhou ares de um Ceará da década de 1970. Cidade fictícia criada para ambientar a série ‘Cine Holliúdy’, uma coprodução da Globo com a produtora Glaz, Pitombas foi construída aos poucos ao redor da praça principal da cidade, ganhando cores, formas e texturas que fazem jus ao interior cearense de 50 anos atrás.

Sob direção geral de Patrícia Pedrosa e direção de Halder Gomes, já foram realizados 48 dias de gravação no local, o que movimentou a pacata cidade de 3.700 habitantes. Cerca de 20 locações, entre internas e externas, foram utilizadas em Areias, e 100% dos cenários internos foram cenografados para ajustar tanto os layouts quanto a época de cada ambiente. Para isso, foram utilizados mais de 500 litros de tinta, 50 litros de cola e quase duas toneladas de madeira.

A partir deste domingo, toda a equipe da série embarca rumo à capital paulista, onde serão realizadas as cenas do interior do cinema de Francis, protagonizadas pelos atores Edmilson Filho, Letícia Colin, Haroldo Guimarães, Matheus Nachtergaele, Heloísa Perissé, entre outros. Em seguida, a produção parte para Quixadá, no Ceará, para gravar mais cenas da obra, que ainda não tem previsão de estreia.

Essa é a história de um “cinemista” dos bons, que mantém seu cinema, a única atração cultural de Pitombas, com muito orgulho e dedicação. Sujeito que nasceu para desenrolar as pendengas da vida, Francis não contava com a chegada de um adversário para o seu negócio. O responsável por essa grande novidade é o prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele), um político que tem mais medo das vontades da mulher, Socorro (Heloísa Perissé), do que de deixar a prefeitura endividada. Ele resolve, então, atender ao pedido da primeira-dama e leva um aparelho de TV para a cidade.

Enquanto o povo se “embioca” na praça para assistir à novela no novo equipamento, Francis vê seu faturamento cair na bilheteria. Ele, então, se desdobra para tornar seu cinema mais atrativo, nem que tenha ele mesmo que criar suas obras e enfrentar alienígenas, assombrações e uns brutamontes no meio do caminho. O bicho é teimoso e tem no seu DNA algo que é comum ao brasileiro: a arte de se reinventar, se reerguer e fazer graça até na desgraça.

Agora, difícil mesmo vai ser conseguir a confiança, e um tiquinho do coração, da enteada de Olegário, Marylin (Letícia Colin). Ela, moça “ispilicute”, veio de São Paulo a contragosto, pisando duro e desejando ir embora, mas logo encontra uma boa razão para ficar naquele “fim de mundo”. Ao lado de Francis, a paulista vai viver dias de muitas aventuras com sotaque cearense.

Entre acontecimentos sobrenaturais, uma eleição que tem até um bode como candidato e golpes de voadoras no melhor estilo “tora pleura”, a série ‘Cine Holliúdy’ é inspirada na obra original “Cine Holliúdy”, de autoria de Halder Gomes. A série tem redação final de Marcio Wilson, supervisão de Claudio Paiva, direção geral de Patrícia Pedrosa e direção de Halder Gomes. Marcio Wilson, Cesar Amorim, Alexandre Plosk, Leandro Soares, Bibi Da Pieve e Carol Garcia assinam os textos dos episódios. No elenco, estão os atores Edmilson Filho, Letícia Colin, Haroldo Guimarães, Matheus Nachtergaele, Heloísa Perissé, Chico Diaz, Miguel Falabella, Ney Latorraca, Tonico Pereira, entre outros.

Proposta milionária da China não seduz Oscar

Publicação: 12/02/16
Se diversos jogadores se renderam às milionárias propostas da China e migraram para o emergente futebol do país, o meia Oscar foi na direção contrária e segue confiante em seu futebol no Chelsea, mesmo longe de seu melhor momento. Ontem, o brasileiro descartou a possibilidade de ir para a Ásia e garantiu que pretende seguir no clube inglês.

“Eu não tenho motivo nenhum para mudar de clube. Eu gosto daqui, eu sou muito feliz aqui. Eu tenho só 24 (anos), quero ficar por um longo tempo. Quero ganhar jogos, troféus, porque amo aqui. Eu amo a torcida, a situação, minha família gosta daqui", declarou em entrevista à TV do Chelsea.

De acordo com os rumores da imprensa inglesa, o clube inglês rejeitou uma proposta de 57 milhões de libras (cerca de R$ 327 milhões) do Jiangsu Suning por Oscar. Parte da imprensa do país chegou a noticiar que a Juventus também teria interesse no futebol do meia, mas ele parece mesmo disposto a ficar em Londres.

Mulheres da vida real

Publicação: 30/10/15
A cobrança pela beleza e juventude costuma perturbar a vida de muitas mulheres. É uma questão antiga e complexa, mas que vira piada no monólogo “A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas”, que será apresentado neste sábado, às 21h, no teatro do Centro de Convenções. A atriz Elisabeth Savala conduz no palco as angústias dos padrões de beleza impostos, sob a direção de Luiz Arthur Nunes, e texto de Regiana Antonini.
Elizabeth Salava em monólogo no palco do Centro de Convenções
Savala é Regina Antônia, mais uma mulher que um dia acordou despencada. O fenômeno do “despencamento” atinge a todas. “A peça fala sobre tudo que nos acontece com a chegada da meia idade", comentou a atriz. O texto enfoca a via crucis de uma mulher que chega à meia-idade pressionada pelas demandas de uma sociedade cada vez mais fútil e superficial que condena quem não cultiva essa imagem à custa de academias, salões de estética, cirurgias, botox, silicone, etc.          

A protagonista expõe suas inseguranças e angústias geradas pela impossibilidade de conservar o visual e o comportamento típicos da juventude a essa altura da vida. O espetáculo coloca o ‘dedo na ferida’ de mulheres a caminho da maturidade, mas o faz de forma inteligente e, principalmente, bem-humorada. Segundo a atriz, a peça tem um pique de stand-up comedy. A montagem estreou há três anos.

Serviço:
A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas.
Sábado, às 21h, no Centro de Convenções.
Venda antecipada na La Femme Lingerie Midway, 3646-3292.
Preços: Inteira R$90, e meia R$45.

Virou passado

Publicação: 29/04/15
Valério Andrade [ cinenatal1950@hotmail.com]

Sou do tempo em que se acreditava que o contato pessoal era importante. Do tempo em que escrevia-se cartas e se mandava cartões natalinos e telegramas para os amigos aniversariantes de outros estados. Mas não tão antigo para, através de telefonemas, deixar de pular a barreira geográfica e atenuar saudade da falta de contato pessoal.

Do tempo em que se cultivava a amizade, havia o sentimento da gratidão, existia o gesto esperado e até inesperado da solidariedade. Do tempo em que – embora hoje isso seja difícil de acreditar – os jovens respeitavam os idosos, com o mais novo chamando o mais velho de senhor. Do tempo em que governo, por pior que fosse, não condenava o aposentado (do INSS) a continuar trabalhando até morrer. Não creio que Deus seja impiedoso. Tamanha impiedade com os idosos é dos homens e particularmente dos que estiveram ou estão no poder.

Leitor de Jornal
Também sou do tempo em que a leitura do jornal fazia parte – e continua fazendo – do meu cotidiano. Diante telegráfica edição eletrônica, aquela leitura virou um velho habito, no meu caso, um vício que se acentuaria no dia em que entrei pela primeira vez numa redação – por coincidência, aqui na TN, pela porta aberta por Aluízio Alves.

E foi, como leitor de jornal impresso, que li, com surpresa e tristeza, que O Jornal de Hoje deixaria de circular. O que, sob todos os aspectos, é uma péssima noticia para os leitores, os jornalistas e para alternância opinativa, essencial a Democracia.

O jornalista
No excelente elenco de cronistas da TN, Agnelo Alves sempre figurou lá no alto, e, por ser o jornalista que é, destacou-se na década de 50 na grande imprensa carioca. Aluízio tinha especial orgulho do talento do irmão mais moço. “Na minha família tem muitos políticos e apenas um jornalista: Agnelo”.

Depois de ver e ouvir Agnelo no programa que ele tinha na TV Cabugi, escrevi na minha coluna: “Agnelo fala como escreve e escreve como fala”. Além disso, possui outra característica, incomum à maioria dos jornalistas, a começar por mim: ele faz bem as duas coisas.

Agnelo e Cony
O que surpreende é que, como outro amigo meu, Carlos Heitor Cony, também fisicamente vitimado pelas sequelas da enfermidade (câncer), Agnelo continua escrevendo como sempre escreveu. Ambos têm um estilo inconfundível - uma singularidade que faz a diferença entre o bom e o muito bom.

Se Agnelo escrevesse em um dos grandes jornais do Rio ou de São Paulo, seria uma celebridade jornalística nacional - e, numa inversão dos papéis, se Cony escrevesse em Natal, seria uma celebridade local.

A visita
Como disse lá em cima, nada substitui o contato pessoal e, por isso, foi uma satisfação receber o convite de Agnelo para visitá-lo. Acompanhado de minha irmã, Carmen Lúcia Rocha, fui recebido no apartamento dele com a amabilidade habitual de Celina: a maior conquista que Agnelo fez na sua gloriosa passagem pelo Rio de Janeiro.

Sentado defronte à mesa de trabalho de Agnelo, atendendo e dando telefonemas, reencontro Jorge Cunha, o competente assessor, leal e admirador do ex-prefeito (duas vezes) de Parnamirim. Na parede, um retrato ampliado de Agnelo com o prefeito Carlos Eduardo – um flagrante histórico, emoldurado por forte simbologia política e sentimental.

Como se sabe, Agnelo Alves foi afastado da Prefeitura de Natal pelo golpe militar de 1964.

Recordações
Conversar com Agnelo equivale a uma aula sobre política de ontem e hoje com revelações de bastidores a respeito da trajetória de Aluízio Alves – e também repleta de acontecimentos testemunhados na ribalta política nacional.

Na órbita jornalística, Agnelo participou ativamente da imprensa carioca - cujo clímax foi vivido na redação da Tribuna da Imprensa quando, em 24 de agosto de 1954, com jornal de Carlos Lacerda e cercado pela turba enfurecida, os jornalistas fugiram para o Correio da Manhã.

Já fui criticado por escrever demais sobre os Alves. É verdade. Mas como deixar de escrever sobre alguém como Agnelo Alves?

Gente que é noticia
O jornalista Marcos Aurélio de Sá, fundador de O Jornal de Hoje, foi nomeado para o Conselho Estadual de Cultura, em substituição a escritora Anna Maria Cascudo Barreto.

O ex-secretário de Estado e atual consultor de empresas no Brasil e exterior, José Bezerra Marinho será o próximo entrevistado para o livro “Aluízio- Quem Conheceu não Esqueceu”.

Agradecimentos
Aos leitores e colaboradores das enquetes feitas pela coluna. A Thales Vilar, pelo solitário gesto de amizade. Ao editor de esportes, Itamar Ciríaco, por ter viabilizado a coluna de xadrez. A Chiquinho Marrocos, atual diagramador de Refletores e Peão 4 Rei. 

Solidariedade
Aqui, na TN. Ontem, Aluízio. Hoje, Agnelo.

O fim

Refletores: luzes apagadas.      
 

Literatura Policial

Publicação: 18/04/15
Refletores - Valério Andrade
[ cinenatal1950@hotmail.com]

O músico e guitarrista Tony Bellotto, integrante da banda de rock Titãs, surpreendeu ao surgir como autor policial em 1995 com Bellini e a Esfinge (Companhia das Letras). O seu detetive particular, Remo Bellini, trabalha num escritório de investigação chefiado por uma mulher, Dora Lobo, situado na capital paulista. Nos últimos 20 anos, Bellini apareceu menos do que gostaria os leitores: quatro livros.

Através de Bellini ficamos sabendo quais são (alguns)dos detetives favoritos do seu criador: Sherlock Holmes, Padre  Brown, Poirot, Sam Spade, Filiph Marlowe, Lew Archer, Nero Wolfe.

Noronha(?)
Você já ouviu alguém chamar Noronha pelo sobrenome? Pois é. Em “Sete Vidas”, com um núcleo situado na ilha e que fornece belos e fotogênicos cenários, todos os personagens dizem apenas Noronha.

Pelo visto, a Globo proíbe que até o nome das locações brasileiras sejam identificadas. Não é a primeira vez que isso acontece. Na novela “Flor do caribe”, cuja ação se passava na região praiana potiguar, houve esse mesmo tipo de emissão.

Proibição  
Finalmente, neste domingo o ator Paulo Caruso foi receber o Troféu Imprensa do programa Silvio Santos, que lhe fôra concedido em 2009. Não foi por esnobação ou por achar o premio irrelevante, como, em anos anteriores, Roberto Carlos que passou anos sem ir. Paulo Caruso não foi porque enquanto esteve sob contrato da Globo, ela proibia a sua presença em outras emissoras.

Justificativa injustificável
Nas premiações do Troféu Imprensa, um dos jurados de Silvio Santos, mesmo reconhecendo que Lilia Cabral (“Império”) havia sido a melhor atriz de 2014, votou (só rindo) em Marina Ruy Barbosa. E justificou o voto afirmando que Lilia Cabral já havia ganhado muitos prêmios. Por esse critério, tão absurdo quanto injusto, deve–se premiar quem não merece em vez de quem merece.

A mordaça
Duas semanas depois de dizer que Camila Pitanga não estava bem, a colunista de o Globo, Patrícia Kogut, desdisse o que havia escrito. É claro que no decorrer de uma novela pode haver mudanças entre as interpretações, mas, obviamente, isso ainda não ocorreu em Babilônia. Como Regina, a favelada revoltada e injustiçada, Camila Pitanga continua atuando do mesmo jeito, isto é, acima do tom e em composição tão artificiosa como desagradável. Ela não fala – grita, agredindo “brancos” e “ricos”.

Somente falta usar o boné do MST – ou da CUT.

Quem não está bem
A sensação de uma moça chatinha, dessas que se acham mais bonitas do que são, é o que sentimos ao ver Isabele Drummond em “Sete Vidas”.  Além de não possuir carisma pessoal, foi um equivoco promovê-la a protagonista e fazê-la passar por heroína romântica. No papel de Julia, não consegue ser convincente, e quanto mais aparece, pior fica como atriz.

Os caminhos de Lampião
Está chegando a Natal na próxima terça feira (21) o diretor Silvio Coutinho, e no dia seguinte, em companhia do pesquisador Rostand Medeiros, embarcará para o interior do Rio Grande do Norte – e também para a Paraíba e Ceará.

As primeiras filmagens,segundo informa Iaperi Araújo, serão realizadas em Acarí, para aproveitar a tradicional “pega do boi” daquele município.

 “Chapéu Estrelado” é um longa-metragem produzido para a televisão, mas que também poderá ser exibido em cinemas, recontando a passagem de Capitão Virgulino e seu bando pelo RN, cujo clímax foi o frustrado ataque a Mossoró.

Serão gravadas entrevistas com historiadores do cangaço e depoimentos com testemunhas dos tempos de Lampião que, a partir de 1953, com o filme “O Cangaceiro”, gerou o importante ciclo do cangaço no cinema.

Participação local
A gestação de “Chapéu Estrelado” foi demorada e complicada até por não ter contado com co-patrocinios estadual ou municipal. Entretanto teve o apoio cultural da Fiern, Sebrae, Fecomercio, Unimed e Unicred.

Vale ressaltar que “Chapéu Estrelado” teria continuado sendo mais um projeto no papel, se não fossem os incansáveis esforços do escritor Iaperi Araújo (em Natal) e do diretor-produtor Silvio Coutinho, no Rio de Janeiro.

Revista do IHGRN
Foi lançada em março, por ocasião dos 113 anos de fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Com abalizados artigos de 25 colaboradores, encontramos em suas 282 páginas um rico painel de informações e revelações sobre a vida histórica e cultural do nosso Estado.

A coluna parabeniza o excelente trabalho que a atual administração, presidida pelo determinado e incansável escritor Valério Alfredo Mesquita, tem feito em prol da permanência da nossa mais antiga casa de memória do RN.

Fazem parte da atual diretoria: Ormus Barbalho Simonetti (vice-presidente); Carlos Roberto de Miranda Gomes (Secretário-Geral); Odúlio Botelho Medeiros (Secretário-adjunto); George Antônio de Oliveira Veras (Diretor Financeiro); Eduardo Ramalho Dantas (Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu); João Adalberto Targino Araújo (Diretor Orador).