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Natal, 11 de Fevereiro de 2012

Refletores da Fama

por Valério Andrade

Esta coluna é atualizada aos Sábados

Melhores da crítica americana

11 de Fevereiro de 2012
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Durante três décadas seguidas – 30, 40 e 50 – a máquina industrial e artística hollywoodiana produziu uma notável e diversificada listas de obras que, aclamadas na época, continuam provocando (nas revisões em DVD) aplausos dentro e fora dos EUA. Nenhuma cinematografia conseguiu gerar uma quantidade de filmes equivalente ou próxima a de Hollywood no espaço de trinta anos, sem falar, é claro, as realizadas no cinema mudo, a partir de “O Nascimento de Uma Nação”, em 1915.

Por isso mesmo, é impossível afirmar qual o melhor filme do ano naquele período, pois pelo menos uma dezena poderia ter sido agraciado com este título. O mesmo se pode dizer em relação ao desempenho dos atores e das atrizes – também quanto à direção. A divisão por gênero seria mais indicada, mais ainda assim sempre haveria filmes à altura do escolhido como melhor de cada categoria.

Até a relação dos dez melhores, sistema adotado pela imprensa americana estrangeira, deixava, forçosamente, de fora obras que poderiam ser listadas entre as dez. Mas esse tempo – esse apogeu americano – há muito acabou, e hoje ficou difícil escolher até os 10 melhores filmes do ano.

Mas as premiações do passado adquiriram uma importância histórica. Sem esquecer a ressalva acima, verifica-se numa visão retrospectiva que a crítica de Nova York acertou mais do que errou.

A partir de 1935, os críticos de cinema de Nova York passaram a publicar a lista dos melhores do ano – filme, diretor, ator, atriz – através da contagem dos votos das listas individuais. Chama especial atenção a não inclusão de uma categoria fundamental na realização cinematográfica: roteiro.

OS MELHORES DE 1935

Filme “O Delator”, de John Ford. Diretor: John Ford em “O Delator”. Ator: Charles Laughton em “O Grande Motim” e “Vamos à America” (Ruggles of Red Gap). Atriz: Greta Garbo em “Anna Karenina”.

Curiosamente, Victor McLaglen, protagonista e espinha dorsal da obra de Ford, não foi eleito o melhor ator. Mas, pelo menos, perdeu para um ator genial, que também teve uma atuação inesquecível em “O Grande Motim”.

No Oscar, houve uma inversão na premiação: Victor McLaglen venceu de Charles Laughton. Greta Garbo não seria sequer incluída entre as seis finalistas. Houve, contudo, coincidência em relação ao diretor: John Ford. O Oscar de Melhor Filme ficou com “O Grande Motim”, enquanto “O Delator” figuraria entre os doze finalistas.

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