Marcos Lopes
por Marcos Lopes
Esta coluna é atualizada aos Domingos
Olho no Brasileiro
Ainda falta uma rodada para terminar a fase classificatória do primeiro turno do Estadual, mas não dá para esquecer que o Brasileiro da Série B já está bem ali na frente e deve ser mais forte do que foi o do ano passado. E já tem muita gente mostrando preocupação com os elencos de ABC e América, se os times estão prontos para a competição. Claro que não estão. Os dois ainda estão longe do ideal para uma campanha de tranqüilidade e sem sustos, precisam reforçar e de forma consistente para evitar no mínimo garantir a permanência na Série B, como fez o alvinegro ano passado. É esperar que a partir do inicio do segundo turno os homens do futebol de ABC e América partam saiam para as “compras” para evitar aquele discurso desgastante de “mercado fechado” e de falta de jogadores. Vou insistir que a dupla potiguar deve fugir do saturado e inflacionado mercado paulista e começar desde já buscar opções de qualidade e que se enquadrem na realidade financeira dos clubes.
Série C organizada
Finalmente a CBF olhou para a Série C e organizou o certame que, passa de quatro grupos de cinco equipes, para dois grupos de 10, o que permitirá aos 20 clubes envolvidos na competição estar em atividade durante todo o ano, garantindo aos clubes um calendário anual, tendo em vista que a competição terá 18 rodadas só na primeira fase. Os quatro melhores colocados em cada grupo se classificarão para a fase de mata mata. Daí em diante, os grupos se cruzam para fazer as quartas-de-final, semifinal e a decisão. A CBF alinhou o calendário da C com o das Séries A e B, o que torna a competição mais interessante e menos deficitária, mas ainda assim ninguém quer a Terceirona. Você quer¿
Dinheiro é um problema
Aliás, a diferença de cotas entre os clubes da Série B é um negócio preocupante. ABC e América devem receber algo em torno de 1 milhão e 700 mil reais, já incluído aqui, os valores que foram antecipados no inicio do ano. Vitória e Atlético Paranaense devem receber quase 20 vezes mais do que os representantes do RN, o que, convenhamos torna a briga desigual, e ao mesmo tempo obriga ABC e América a redobrar o cuidado para diminuir ao máximo a margem de erros. Os dois clubes estão parecidos com aquele ex-presidente do Brasil que disse que tinha apenas uma bala para acertar o tigre da inflação, estão lembrados¿ Pois é, ABC e América, tem munição contada para reforçar os elencos para o Brasileiro, que não pode servir de laboratório para experiências. A tendência é de uma competição ainda mais difícil do que foi a de 2011, onde teoricamente Atlético Paranaense e Avaí despontam como as equipes mais fortes, até pela brutal capacidade de investimentos que tem, em relação aos demais participantes.
Estádio preocupa
Não tem como fugir da discussão sobre o estádio onde o América vai mandar os jogos da Série B. Muita gente torce o nariz quando abordo este assunto, mas a preocupação é real, já que não é apenas a questão da capacidade de público do José Nazareno que deve ser resolvida, mas a estrutura do estádio como um todo que precisa ser melhorada para a competição em nível nacional. Eu lembro que ano passado o Salgueiro teve que jogar a mais de 500 quilômetros da sede e o Duque de Caxias foi uma espécie de andarilho na competição. Tem que corre ainda mais rápido contra o tempo para evitar problemas futuros para o América.
CBF quer laudos
A CBF já cobrou da FNF os laudos liberatórios para os estádios que vão sediar jogos da Copa do Brasil, que são o Frasqueirão, Nazarenão e Iberezão, e que não devem ter nenhum tipo de problema, já que as fases iniciais da competição não exigem capacidade mínima de público.