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a s c í c u l o 1
A
‘universidade’ de sagres se enche de sábios e produz uma incrível
tecnologia de ponta
Sábios de várias
nacionalidades, perseguidos por motivos políticos e religiosos, afluíram
para a Escola de Sagres, fundada pelo infante d. Henrique. Eis algumas
das invenções e aperfeiçoamentos saídos desse celeiro de cérebros.
• CARAVELA:
Essa embarcação robusta e veloz foi o maior avanço da Escola de Sagres.
Os navios usados até o início do século XV não eram apropriados para a
navegação em mar alto. A principal razão eram suas velas, que davam pouca
margem para manobras. As caravelas eram embarcações de casco alto na proa
e baixo na popa, o que garantia maior estabilidade e mais velocidade.
Três ou quatro mastros eram equipados com velas de bastardo na dianteira
do navio: curtas no lado de cima, elas se armavam inclinadas para trás,
garantindo mais velocidade e segurança nas manobras. Os portugueses levaram
caravelas ao mar pela primeira vez em 1441, tornando-as as embarcações
por excelência dos descobrimentos. Mais tarde, elas seriam substituídas
por embarcações ainda mais aperfeiçoadas, como naus e galeões.
• BÚSSOLA:
Velha aliada dos chineses, era bem conhecida dos portugueses do século
XV. Na época, era rudimentar: uma agulha de ferro magnetizada sobre uma
peça de madeira, flutuando num recipiente cheio de água. Os portugueses
a aprimoraram, prendendo a agulha numa haste sobre uma carta com os pontos
cardeais.
• ASTROLÁBIO:
Inventado na Grécia no século II a.C., o astrolábio chegou à Europa em
1050. Era um círculo de madeira ou cobre que tinha uma escala em graus
e, no meio, um braço rotativo, com orifícios nas duas extremidades. O
piloto mantinha o astrolábio em posição vertical e girava o braço do instrumento
até que a luz do sol passasse pelo orifício. O número indicado revelava
a posição do Sol acima do horizonte, permitindo determinar a latitude
da embarcação.
• QUADRANTE:
Outro instrumento para medir a latitude. Tinha o formato de um quarto
de círculo, com marcação de 0 a 90 graus indicada em seu lado curvo e
pequenos orifícios em cada extremidade, além de um fio de prumo no vértice
do ângulo reto. O piloto alinhava os orifícios com a Estrela Polar. O
ponto da curva por onde o fio passasse indicava a altura da estrela.
• BALESTILHA:
Media a latitude com a vantagem de não sofrer variações com o movimento
do navio. Tinha uma haste fixa, com gradação (virote), e outra perpendicular
(soalha), móvel.
• CARTOGRAFIA:
Ptolomeu fundou as bases da cartografia no século II, em Alexandria, mas
seus conceitos só chegaram à Europa em 1406. Na metade do século XV, a
arte da cartografia (e de outras ciências necessárias à navegação, como
a astronomia) foram muito aperfeiçoadas na Escola de Sagres. Na mesma
época, com a invenção da tipografia, as tabelas de navegação e cartas
marítimas se popularizaram.
p r i n c i p a l
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