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a s c í c u l o 6 Aleijadinho, um escultor de alegorias Quando o Salgueiro desfilou em 1961 com o enredo "Vida e obra de Aleijadinho", o público ficou surpreso com a qualidade das reproduções de esculturas. Os profetas de Congonhas do Campo tinham o mesmo tamanho e a mesma expressão dos originais. Na época, o acabamento das alegorias costumava ser precário por conta dos orçamentos ínfimos (se comparados aos milhões de hoje). Houve quem dissesse que parecia que o próprio Aleijadinho esculpira as alegorias. Foi mais ou menos isso. As peças de papel machê foram criadas a partir de moldes de gesso guardados na Escola Nacional de Belas-Artes. É provável que os moldes nunca fossem usados num desfile se um dos professores da escola não fosse Fernando Pamplona. Jurado do desfile em 59, Pamplona se apaixonara pelo enredo do Salgueiro sobre Debret, aderindo à escola. Seguiram-no colegas do Teatro Municipal, onde trabalhara como cenógrafo, e alunos de arte - uma turma criativa que mudaria o carnaval carioca: Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães, entre outros. As belas esculturas vinham no carro abre-alas - que, infelizmente, era a única alegoria do Salgueiro. A escola foi vice-campeã, atrás da Mangueira. |