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A nau das saudades A distância e o tempolonge de casa aumentavam as saudades da tripulação, a nau das saudades saiu da terra de Vera Cruz no dia 2 de maio, um sábado Com pesar por estar longe da terra pátria, os homens da esquadra de Cabral mandavam mensagens para seus familiares na chamada "Nau das Saudades". A naveta de mantimentos comandada por Gaspar de Lemos foi a ponte entre as informações recolhidas depois do "achamento" do Brasil e o rei de Portugal D. Manuel. A Nau das Saudades saiu da então Terra de Vera Cruz, no 2 de maio, um sábado. No seu interior, arcos, flechas, cocares, bodoques, pedras de pouco valor, toras de pau-brasil e até araras. Um índio tupiniquim também estava a bordo. Enquanto a Nau das Saudades zarpou para o norte, Cabral partiu para sudeste com destino às Índias. Foram deixados em terra Afonso Ribeiro e outro degredado, com a incumbência de observarem a vida dos indígenas. O pranto deles sensibilizou os indígenas, que os consolaram. Vinte meses depois, Afonso Ribeiro seria recolhido por Américo Vespúcio e entraria para a história por narrar a experiência que viveu em Vera Cruz. Este nome foi mudado por D. Manuel que passou a chamar o local descoberto de Terra de Santa Cruz. A esquadra de Cabral continuou sua viagem e em breve uma superstição passaria a assombrar a população. Um cometa "com uma longa cauda cor de fogo" iria marcar a má sorte dos portugueses. Ele apareceu no dia 12, podendo ser avistado por 10 noites seguidas. Após este período, uma tormenta nas proximidades do Cabo da Boa Esperança fez naufragar quatro naus da esquadra. Elas eram comandadas por Aires Gomes da Silva, Luís Pires, Simão de Pina e Bartolomeu Dias. Este último tinha como missão chegar a Sofala, atual Moçambique na África. A nau de Vasco de Ataíde que se perdeu entre os dias 22 e 23 de março de 1500, antes da chegada da esquadra de Cabral ao Brasil. Já a nau de Diogo Dias resistiu à tempestade, mas saiu da rota e foi parar em Mogadíscio na Etiópia. No dia 13 de setembro, Cabral chegou a Calicute, onde permaneceu por três meses. Satisfeito com os presentes, o samorim de Calicute deu permissão para Cabral manter uma feitoria na cidade. Entretanto, em 16 de dezembro o local foi atacado por árabes e indianos, ocasião em que morreram dezenas de portugueses, inclusive Pero Vaz de Caminha. Cabral, munido por potentes canhões, bombardeou a cidade. Transferida a feitoria para Cochin, após os navios serem carregados de pimenta, Cabral partiu para Portugal em janeiro de 1501. Na viagem de volta, a nau de Sancho Tovar encalhou na costa do Quênia, e Cabral determinou que ela fosse incendiada. Os portugueses não deixavam suas embarcações para serem analisadas por outros povos. Das 13 embarcações da esquadra, apenas cinco retornaram para Portugal. Cabral chegou em 21 de julho de 1501, a Lisboa. Verbete 1 - Restaram como documentos da época do descobrimento, as cartas de Pero Vaz de Caminha, da Relação do Piloto Anônimo e a narrativa do Mestre João, astrônomo da época que viajou com Cabral ao Brasil. Verbete 2 - Além das 13 naus e caravelas da esquadra cabralina veio ao Brasil junto com a expedição a nau italiana chamada Anunciada.
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