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O Pau-brasil A operação dos portugueses para retirar o Pau-brasil era simples. Os homens ficavam em pontos estratégicos e faziam amizade com os indígenas Os armadores da Bretanha e da Normandia, na França, sabiam da existência de um território descoberto pelos portugueses a partir de 1503. Desprotegida, próxima dos portos franceses e rica em pau-brasil, esta era a terra pedida a "Dieu". A operação dos portugueses para fazer o tráfico de pau-brasil era simples. Deixavam os homens em locais estratégicos, faziam amizade com os indígenas, adotando costumes dos selvagens como a antropofagia. A única missão exploratória mandada por Portugal, entre 1503 e 1514, foi comandada por Estevão Fróis e João de Lisboa. Eles descobriram a foz do rio da Prata. Estuário importante porque conduziria à serra da prata. Quando deixaram o rio, no final de julho de 1514, Fróis chega ao litoral do Rio Grande do Norte com o navio danificado. Ao tentar repará-lo, foi atacado pelos potiguares, liderados por Pedro Galego, náufrago dos "beiços furados". Com o navio avariado, Fróis foi empurrado pelas correntes marítimas até Porto Rico. Os espanhóis resolveram também explorar o rio da Prata e descobrir suas riquezas. Era importante descobrir se o estuário levava a Málaca (Malásia), considerada o "berço de todas as especiarias", e as ilhas Molucas. Na corrida pelo rio da Prata, Martim Afonso de Souza e Pero Lopes vieram explorar o manancial em 1530, além de ter outras três missões: punir os franceses, explorar o rio Amazonas e fundar um forte em São Vicente (São Paulo). A empreitada até o rio da Prata não teve sucesso, e a expedição foi encerrada. Com a morte de D.
Manuel, assume D. João III. Assim como seus antecessores, este monarca
não demonstrou interesse em povoar o Brasil antes de 1532. O rei dividiu
a colônia em 12 capitanias hereditárias, sendo designado Martim Afonso
de donatário de São Vicente. Pero Lopes recebeu um lote vizinho mais ao
sul.
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