F a s c í c u l o   11  -  A v i a ç ã o   e   2 ª   G u e r r a
Natal na Segunda Guerra Mundial

Os Aliados e as Forças do Eixo

Quando Adolf Hitler invadiu a Polônia, alegando que a Alemanha necessitava de "espaço vital", estava iniciando o Segundo Conflito Mundial. De um lado, estavam os "Aliados": França, Inglaterra e Estados Unidos. Do lado oposto, Itália, Alemanha e Japão formavam as "Forças do Eixo". Os dois grupos lutaram (com a posterior entrada de outras nações, inclusive os Estados Unidos da América) durante o período entre 1939-1945, levando o mundo a uma devastação que até então nenhuma outra guerra tinha provocado.

Após a sua entrada no conflito, os norte-americanos procuram uma aproximação com o Brasil, porque necessitavam instalar ou melhorar as bases aéreas do Nordeste brasileiro.

Havia uma grande preocupação dos norte-americanos em demonstrar aos brasileiros que a sua presença naquela região do País era apenas para ganhar a guerra. Nada de conquista territorial.

Em Natal, contudo, havia adeptos das "Forças do Eixo". Em outubro de 1942, ocorreu um fato tragicômico: a Rádio Educadora de Natal colocou no ar uma marcha militar alemã e, logo em seguida, o hino nacional alemão. A transmissão provocou protesto de grande parte da população e a emissora foi fechada, sendo reaberta dois dias depois.

Apesar de oficialmente neutro, o Brasil vai aos poucos se aproximando da causa dos "Aliados", e se afastando das "Forças do Eixo". Essa situação se reflete em Natal, com a maioria da população torcendo pela vitória dos "Aliados".

Em dezembro de 1941, chega a Natal o Esquadrão de Patrulhamento da Marinha dos Estados Unidos, como nove aeronaves e o avião auxiliar "Clemson". Pouco depois, chegavam os fuzileiros navais. Em 1942 eram duzentos homens.

O almirante Ary parreiras, enviado para construir a Base Naval do Natal, demonstra, na opinião de Cascudo, "força realizados, obstinação, ditadura da honestidade, mítica do sacrifício silencioso, discreto e diário".

Os norte-americanos, por sua vez, constróem "Parnamirim Field", uma verdadeira megabase, durante o período de guerra.

Em termos de forças terrestres, desde 12 de junho de 1941, Natal contava com o 16 RI, criado aproveitando os efetivos do 29 BC e do II BC de Minas Gerais.

Segundo Tarcísio Medeiros, "no dia 11 de outubro, o general Gustavo Cordeiro de Farias assumia o comando da 2ª Brigada de Infantaria (...) A aviação unificada desde 18 de janeiro com a criação do Ministério da Aeronáutica, possuindo o campo de Parnamirim, estabeleceu a sede da 2ª Zona Aérea, cujo comando, confiado ao brigadeiro Eduardo Gomes, impulsionou o primeiro grupo de aviões que partia, policiando os ares (...) e os comboios marítimos, num serviço assíduo de cobertura e vigilância".

 

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