F a s c í c u l o   1 4  -  E d u c a ç ã o   e   C u l t u r a
A Tradição e a Renovação

A Escola de Serviço Social foi fundada em 1945

Câmara Cascudo fundou a universidade popular, sendo instalada no dia 1º de maio de 1948, na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Com a multiplicação das escolas de nível superior, começava a se formar a base da futura universidade federal: Faculdade de Medicina (1955), Escola de Auxiliar de Enfermagem (1955), Faculdade de Filosofia (1955), Escola de Engenharia (1957).

Dr. Onofre Lopes, após grandes esforços, conseguiu ver seu sonho realizado: a universidade estadual foi criada pela lei 2.307, de 25/06/1958, no governo de Dinarte Mariz. Dr. Onofre Lopes da Silva foi o seu primeiro reitor. Incansável, iniciou a luta pela federalização. Essa aspiração se concretizou pela lei no 3.849, em 18/12/1960, assinada pelo presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Como conseqüência de um verdadeiro "boom" universitário no Brasil, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte passou por um período de expansão, ocorrido sobretudo nos anos compreendidos entre 1971 e 1979, nas administrações de Genário Alves Fonsêca (1971 a 1975) e de Domingos Gomes de Lima (1976 a 1979).

Com Genário Alves Fonseca, em 1972, foi implantada a TV Universitária . Em 1974, algumas unidades foram transferidas para o campus e foram, também, criados novos cursos de graduação: Arquitetura, Engenharia Elétrica, Química, etc.

No ano de 1973, a universidade partia para conquistar o interior, com a instalação do Núcleo Avançado de Caicó. Depois, viram os campi de Currais Novos, Macau e Santa Cruz.

Anteriormente, a universidade tinha criado o CRUTAC, que prestou grandes serviços à comunidade norte-rio-grandense, com alunos estagiando e atuando em diversas áreas.

A administração do professor Gomes de Lima foi sintetizada da seguinte maneira por Itamar de Souza: "Este foi o quadriênio de maior dinamismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A capacidade de trabalho do Magnífico Reitor, professor Domingos Gomes de Lima, transformou a vida universitária em todos os setores".

Em síntese, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte não apenas substituiu o papel exercido antes pelo Ateneu, como foi mais além, dando uma efetiva contribuição ao desenvolvimento do Estado.

Na Zona Oeste, foi instalada a Universidade Regional do Rio Grande do Norte que também se expandiu, desenvolvendo um papel de relevo naquela região.

O Instituto Presidente Kennedy, no governo de José Agripino, quando Marcos Guerra exercia as funções de secretário de Educação, foi redimensionado, através de uma proposta com o objetivo de formar um novo professor. Passou, então, a ofertar um convênio entre a Universidade Regional do Rio Grande do Norte, que legalmente oferta o curso, Secretaria de Educação do Estado, contando com a assessoria do professor Michel Brault (Programa de Cooperação Técnica Brasil-França). Mantém o 1º Grau como escola laboratório.

A primeira diretora, a partir da execução desse projeto, foi a professora Eleika Bezerra Guerreiro, contando com a consultora pedagógica Maria Isaura Pinheiro, com larga experiência na formação de professores.

Os professores-alunos pertencem ao Estado e a alguns municípios.

O diretor atual é o professor e psiquiatra Quinho Chaves.

O sistema cooperativista de ensino foi implantado em Natal, no ano de 1993, quando começou a funcionar o Colégio Cooperativista Independente, fundado por funcionários do Banco do Brasil.

Outra escola que funcionava nesse sistema é o Colégio Cooperativista Freinet, fundado em 1996. Para Eleika Bezerra Guerreiro, uma das fundadoras do Freinet, "trata-se de garantir aos pais a opção de um ensino de qualidade a preços acessíveis. Com isto estaremos contribuindo para a diminuição de um grave problema social".

 

 

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