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Dois Séculos

Século XIX: Novas Atividades Produtivas

No século XIX, além da predominância da criação de gado, houve também a expansão das culturas do algodão e da cana-de-açúcar e, ainda, cresceram as atividades extrativas, sal, marinho e cera de carnaúba.

Na segunda metade desse século, a criação de gado foi prejudicada por duas secas: a de 1844/45 e 1877/79.

A cana-de-açúcar passou a ser a principal atividade econômica, chegando a produzir, em 1860, cerca de 4.176.570 quilos. Depois, entretanto, começou a decadência.

A indústria salineira, que se deu bem no princípio do século. pouco depois entrou em declínio, porém, posteriormente, conseguiu uma notável recuperação, nas regiões de Mossoró, Macau e Areia Branca.

No final do século XIX, outro produto atingiu um grande desenvolvimento: a cera de carnaúba.

A indústria têxtil apresentou, desde o começo, 1870, um lento desenvolvimento, graças a uma dupla concorrência : a da indústria têxtil do Sudeste e a do Estado de Pernambuco. Denise Rakeya aponta outro fator, ou seja, "a estrutura do mercado consumidor. Com exceção daquela parte da população localizada nos núcleos urbanos, a maior parte não poderia, de fato, constituir esse mercado".

A indústria têxtil vai se configurar como uma realidade a partir de 1877, quando "o presidente da província contratou com Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão a instalação de uma fábrica de fios e de tecidos em Natal, e a inauguração ocorreu no ano de 1888. Em 1904, passou a funcionar outro estabelecimento industrial, a Fábrica de Óleos e Farelos de Algodão", já, portanto, no século XX.

 

 

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