|
F
a s c í c u l o 1 6 - E c o n o m i a e
H i s t ó r i a Avanços e Recuos no Século XX Devido à importância do algodão, o governo criou o Serviço Estadual do Algodão e pouco depois (1927), o Serviço de Classificação do Algodão. A Inspertoria Federal de Obras Contra as Secas, criada em 1909, em parceria com o governo estadual, construiu "várias estradas no RN - entre as quais se destacava a que ligava Natal ao Seridó - que posteriormente viriam completar o quando de integração de Natal com as zonas algodoeiras do Estado", afirmam Marconi Gomes da Silva, Márcia Maria Bezerra e Geraldo Gurgel de Azevedo. A baixa qualidade do algodão potiguar, em algumas regiões, foi combatida pelo governo através de estações experimentais e de campos de demonstração, visando uma melhor participação no comércio internacional. Como resultado, a cotonicultura atingiu uma posição hegemônica no começo do século XX. Com a concorrência dos paulistas, a situação começou a mudar. Em 1940, a produção paulista atingiu praticamente o triplo da produção nacional. A exportação do sal marinho, contudo, cresceu muito. De 7.115 toneladas, nos anos de 1851/55, pulou para cerca de 92.902 toneladas no período 1905/1909. Com destaque para Macau e Areia Branca. O mesmo não ocorreu com a indústria açucareira. A explicação é muito simples: enquanto a indústria salineira melhorou sua tecnologia de produção, a do açúcar permaneceu praticamente com os velhos bangüês. A modernização dessa indústria foi muito lenta. Em 1942, o Rio Grande do Norte contava apenas com três usinas! O rebanho potiguar, durante os períodos de 1950/54 e 1975/79, cresceu 265%! Desse rebanho, a criação bovina aumentou de tal maneira que suplantou, em muito, as criações se suínos, caprinos e ovinos, como demonstra Dominique Simone Colombert. No período compreendido entre 1950 a 1970, entretanto, houve, nas fazendas com menos de cem hectares, uma diminuição do rebanho.
|