F a s c í c u l o   4  -  M a s s a c r e s   n o   R i o   G r a n d e
Os Massacres

Ataque a um Arraial Fortificado

Após o massacre de Cunhaú, os colonos, receosos de um novo ato de violência, procuraram se refugiar na casa-forte de João Lostão Navarro, casado com Luzia da Mota, cuja filha Beatria Lostão se casou com Joris Gardtzman (governante holandês no Rio Grande).

Segundo Olavo Medeiros Filho, o Grande Conselho Holandês mandou prender João Lostão Navarro, apontado como líder do movimento rebelde contra a dominação flamenga.

Numa região próxima de Natal foi construído um arraial fortificado, que abrigava famílias, inclusive com seus escravos.

Os holandeses, temendo que aquele núcleo de luso-brasileiros se transformasse num forte centro de resistência e, ainda , obedecendo ordens vindas de Recife, resolveram destruir aquele arraial. Jacob Rabbi e seus aliados foram enviados para realizar tal missão. Era setembro de 1645.

Da mesma maneira como agiu em Cunhaú, Jacob Rabbi solicitou a entrega das armas e exigiu a rendição. Os luso-brasileiros não aceitaram tais ordens. As armas eram para a defesa contra os nativos. Rabbi insistiu na rendição. Criado o impasse, começo o ataque. Foram três investidas sem êxito. O judeu-alemão, no firme propósito de acabar com aquela resistência, foi ao Castelo Ceulen (ou Keulen, como os holandeses passaram a chamar a Fortaleza dos Reis Magos) e retornou com um tenente e dois canhões.

Os sitiados, para evitar um novo massacre, resolveram se entregar, depondo as armas.

Seguiram para a Fortaleza, como reféns, as seguintes pessoas: Estevão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia.

Era 1 de outubro de 1645.

 

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