F a s c í c u l o   4  -  M a s s a c r e s   n o   R i o   G r a n d e
Os Massacres

O Governo Holandês no RN

As se apossarem do Rio Grande, os holandeses mudaram o nome da fortaleza para Castelo Ceulen. Natal passou a se chamar Amsterdã (ou Nova Amsterdã). Logo após a conquista, Joris Gardtzman assumiu o governo sozinho.

Em 1637 foram criadas as Câmaras dos Escabinos, presididas pelo esculteto, cargo que correspondia ao de prefeito, na atualidade. Havia ainda os curadores autonomia.

O Rio Grande não possuía autonomia administrativa, "dependia da justificação da Paraíba onde residia um diretor".

Durante o domínio holandês, nada foi feito que dignificasse um governo. Havia somente duas preocupações: dominar e explorar economicamente a região. Isso significa dizer eliminar qualquer resistência, que política, quer religiosa, para assegurar a exploração econômica. Subjugar pelas armas para garantir o fornecimento de carne bovina e de farinha. Nesse aspecto, a administração batava, no Rio Grande, obteve êxito, garantindo o alimento necessário para que os invasores pudessem ser mantidos em Recife. Caso contrário, eles teriam duas opções: abandonar Pernambuco ou morrer de fome...

Como mostra Tarcísio Medeiros, "a mestiçagem continuou no período holandês: a dos bugres com portugueses ou holandeses, que produzia, no dizer de um cronista flamengo "belos tipos de mulheres e homens. Do contato de mulheres brasileiras, tanto com portugueses como com neerlandeses, nascem muitos bastardos, entre os quais não raro se encontram formosos e delicados tipos quer de homens, quer de mulheres". Tarcísio Medeiros transcreveu essa última parte do texto do livro de "História do Brasil", vol. 2. De Ernani Silva Bruno. E cita o testemunho de Gilberto Freyre: "Seriam tais louros, em alguns casos, restos de normandos ou de flamengos do século XVI".

Em 1654 termina, para a felicidade dos que ainda restavam da população, o domínio holandês no Rio Grande. Quando o capitão Francisco de Figueirora, comandando 850 soldados,. Vinha reassumir o governo da capitania, o Rio Grande era apenas abandono e ruínas, inclusive a capital que praticamente foi destruída.

 

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