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Fim do Conflito e Paz com os Nativos Em 1695, Bernardo Vieira de Melo assumiu o governo da capitania. Veio com objetivo de pacificar os nativos. Todo o seu trabalho foi desenvolvido nesse sentido. Fundou o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres, em 24 de abril de 1696. Permaneceu dois meses na região, tomando todas as medidas que fossem necessárias para manter a paz entre os colonos e os nativos. Enfrentou mil e uma dificuldade. Que deveriam ser mantidos pela população local. Sobre a sua atuação, disse Tarcísio Medeiros: "Bernardo Vieira de Melo, com atitudes firmes e demonstrações de suas forças, somente usou desses recursos para fazer-se respeitar e, ao mesmo, atrair e agradar os silvícolas, criando, desta forma, um clima de confiança que permitiu o diálogo entre as partes e o ajuste de condições capazes de satisfazer a todos". Diante de sua atuação, o Senado da Câmara de Natal pediu a prorrogação do mandato de Bernardo Vieira de Melo. A solicitação foi aceita. O capitão-mor, contudo, além de enfrentar uma série de vicissitudes, sofreu alguns aborrecimentos com a rebeldia e os desmandos de Moraes Navarro que, finalmente, foi forçado a entregar os nativos que estavam presos, sob pena de ser excomungado pelo bispo D. Frei Francisco de Lima. Navarro teve que se retirar da região, vencendo a causa o capitão-mor do Rio Grande. Bernardo Vieira de Melo conseguiu mais duas conquistas: que fosse dada "a cada Missão uma légua de terra em quadrado, medida e demarcada", e que a Capitania do Rio Grande passasse da jurisdição da Bahia para Pernambuco, fato que ocorreu em 11 de janeiro de 1701. E foi graças ao seu esforço, energia e persistência que Vieira de Melo conseguiu pacificar os nativos.
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