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a s c í c u l o 6 - I n d e p e n d ê
n c i a d o B r a s i l Monarquistas Vencem André de Albuquerque Nada foi feito pelo governo revolucionário. A promessa de aumento de soldo aos soldados não é cumprida. A ação se limitou a arrancar a Coroa Real da Câmara em Extremoz, o que foi feito por Rego Barros. "Uma fase triste e cinzenta. No Palácio da Rua Grande que teria seu nome, André trabalha ou vive junto do Padre João Damasceno. Nenhuma irradiação; nenhuma popularidade; nenhuma conquista; nenhuma vibração...", narra Câmara Cascudo. A reação monarquista, no Rio Grande do Norte, parte da residência do alfaiate Manuel da Costa Bandeira. É de lá que surgem os contra-revolucionários, depois das noves badaladas do sino da Igreja, o sinal pré-determinado para o ataque. Chegando ao Palácio, encontraram o chefe revolucionário só, sem guarda, sem defesa. Após um breve tumulto, André de Albuquerque tem a virilha atravessada por uma espada. Ferido mortalmente, é conduzido prisioneiro para a fortaleza onde, na madrugada de 26 de abril de 1817, falece, sem socorros médicos ou qualquer tipo de assistência. Seu corpo foi arrastado pelas ruas da cidade , como se fosse um mendigo: "Amarram-no a um pau, com cordas e oito soldados carregam o corpo para a cidade", descreve Cascudo. Morte inglória para um homem da estatura de André de Albuquerque. Quando o corpo passava pela Ribeira, foi envolvido por uma esteira dada por Ritinha Coelho. Albuquerque foi encarado como um traidor da monarquia, por essa razão, o povo gritava: -
Morreu Pai André! André de Albuquerque foi sepultado na única igreja existente na cidade. É importante salientar que, em recente restauração realizada na Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, foram encontrados os restos mortais identificados como sendo os do chefe revolucionário de 1817. No mesmo dia do sepultamento de André de Albuquerque, foi organizado um governo interino, que permaneceu no comando do Rio Grande do Norte até o regresso de José Inácio Borges. Estava encerrada, de maneira melancólica, a participação do Rio Grande no movimento revolucionário de 1817.
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