F a s c í c u l o   6  -  I n d e p e n d ê n c i a   d o   B r a s i l
A Causa da Independência

Repercussões no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte, por Alvará Régio de 18 de março de 1818, se libertara legalmente da dependência da Paraíba.

Reassumindo o governo do Rio Grande do Norte, depois dos acontecimentos de 1817, José Inácio Borges era considerado simpatizante da causa da independência. Foi nessa época que o conflito entre separatistas e recolonizadores começou a ganhar vulto. É bem verdade que essas divergências eram mais dirigidas aos indivíduos do que às duas ideologias.

Com o afastamento de José Inácio Borges do governo, foi formada uma Junta Constitucional Provisória, composta por sete membros, e eleita no dia 3 de dezembro de 1821.

A citada junta era presidida pelo coronel Joaquim José do Rego Barros, ligado ao movimento de 1817, ainda sendo os demais membros da lista simpatizantes da causa separatista.

A junta teve que enfrentar todo tipo de dificuldades, inclusive a falta de material para expediente e cadeiras. Os pedidos de ajuda eram sistematicamente negados, sob a alegação de que a junta deveria ser composta por cinco membros e não por sete. Sem outra alternativa, os dois menos votados foram afastados do governo.

Um baixo-assinado com cerca de 50 assinaturas, tendo à frente o capitão Joaquim Torquato Soares Raposo da Câmara, solicitava a criação de uma nova junta, afirmando que a então governante era ilegal e insustentável.

A reação da junta não se fez esperar, determinou a prisão não só do primeiro signatário da lista, mas também do ouvidor. Temendo mais agitação, o presidente da Câmara convocou novas eleições.

Foi escolhido um governo temporário, eleito e empossado no mesmo dia. Finalmente no dia 18 de março, tomou posse a Junta de Governo Provisório, que permaneceu no poder até 24 de janeiro de 1824. No dia de 2 de dezembro de 1822, chega ao Rio Grande do Norte a notícia da separação política. A 22 de janeiro de 1823, a junta promove , com grande pompa, as comemorações que o fato merecia. No entanto, a coroação do primeiro imperador brasileiro, no dia 01 de dezembro de 1822, não foi comemorada, permaneceu ignorada pela população local, que passou a integrar o império brasileiro.

 

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