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a s c í c u l o 8 - L í d e r e
s e O l i g a r q u i a s A Passagem da Coluna Prestes no Estado Na República Velha, foram freqüentes os protestos de militares e civis contra as fraudes eleitorais, que a inexistência do voto secreto ensejava. Movimentos como "Os 18 do Forte de Copacabana", no Rio de Janeiro, em 1922; a rebelião gaúcha de 1923, e a paulista, de 1924, atestam a insatisfação do povo contra o processo eleitoral vigente. Foi no governo do presidente Artur Bernardes, que praticamente cumpriu o seu mandato sob "Estado de Sítio:, com as garantias constitucionais suspensas, que se organizou a "Coluna Prestes". O principal objetivo dos comandados de Luís Carlos Prestes e Miguel Costa era percorrer o Brasil, levantando o povo contra o que consideravam "autoritarismo do presidente". Os rebeldes entraram no Estado pela zona Oeste. Governava o Rio Grande do Norte o Dr. José Augusto Bezerra de Medeiros (1924/1927), que procurou imediatamente se comunicar com o presidente, recebendo a promessa de que seriam tomadas providências para melhorar a segurança do Estado. Enquanto isso, o governo mobilizava civis e militares para fazer frente aos revolucionários. A 26 de janeiro de 1926, o primeiro contingente da polícia militar, sob o comando do tenente João Machado, seguiu para a zona oeste. Algumas cidades do Seridó, temendo uma invasão pelo sul do Estado, colocaram em alerta suas forças policiais. Os combates entre rebeldes e as forças policiais do Rio Grande do Norte ocorreram quase totalmente na região oeste. Pela cidade de Luiz Gomes, os integrantes da coluna Prestes seguiram para a Paraíba. Coube ao governador Juvenal Lamartine recolher as armas que haviam sido distribuídas. A passagem da Coluna Prestes é o último acontecimento significativo da República Velha no Rio Grande do Norte.
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