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a s c í c u l o 8 - L í d e r e
s e O l i g a r q u i a s Limite e Charqueada Criam problema No século XVIII, o Ceará e o Rio Grande do Norte ainda não tinham seus limites demarcados. Mossoró e Açu, quando fundaram as suas primeiras charqueadas, se tornaram rivais das "oficinas" cearenses. Medidas são tomadas para acabar com as charqueadas do Rio Grande do Norte, inclusive fechando os portos de Açu e de Mossoró. As carnes secas só poderiam ser fabricadas no Ceará. Para fabricá-las, porém, era necessários o uso do sal produzido no Rio Grande do Norte... A Câmara de Aracati sugere estender seus limites, penetrando em território potiguar. O pedido foi indeferido, com a ressalva de que as vilas limítrofes deveriam concordar com tal medida, caso contrário, a reivindicação seria levada para a decisão real. Caso as vilas limítrofes nada obstassem, seria realizada a demarcação. Aquirás (Ceará) e Açu (RN) protestaram. Contrariando o que ficou determinado, o ouvidor substituto, Manoel Leocárdio Rademarker, mandou dar posse dos terrenos em litígio à vila de Aracati, ignorando os protestos. Estava criado o problema. O território limítrofe continuou sem ser demarcado. O Ceará, porém, não desistiu. Em 1894, volta ao assunto, impetrando uma ação no Supremo Tribunal, alegando "conflito de jurisdição", que se transformou posteriormente em "ação de limites". A 13 de julho de 1901, a Assembléia Estadual do Ceará elevou Grossos à condição de Vila, em uma área pertencente ao Rio Grande do Norte: Tibau. Grossos etc. Em seguira, o presidente do Ceará, Pedro Augusto Borges, sancionou aquela resolução...
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