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a s c í c u l o 8 - L í d e r e
s e O l i g a r q u i a s Tavares de Lyra, uma "Relíquia Nacional" Augusto Tavares de Lyra se entusiasmou, ficou totalmente empolgado com a defesa da causa do Rio Grande do Norte, na questão de limites com o Ceará, na chamada 'Questão de Grossos". Foi, na realidade, incansável. Publicou dois estudos, reunidos em volume, que forneceram importantes subsídios para que Rui Barbosa elaborasse as suas "Razões Finais". Augusto Tavares de Lyra nasceu no dia 25/12/1872, em Macaíba. Filho do coronel Feliciano Pereira e de D. Maria Rosalina. A respeito desse ilustre filho de Macaíba, Carlos Tavares de Lyra escreveu: "sóbrio no trajar, de gestos cometidos, palavra fácil, de limite suave; argumentador seguro, de prodigiosa memória, capaz de citar fatos e episódios com surpreendente precisão de pormenores, impressionou, certamente, a todos que tiveram a fortuna de ouvi-lo; no Parlamento Nacional, no plenário do Tribunal de Contas, na cátedra de professor, na tribuna ,de conferencista (...) Homem raro, raríssimo, pelo saber, pelas virtudes, pela coerência, pela compostura moral, social, política, de 85 anos lúcidos de vida dedicados à pátria, à cultura, à família (...). Viveu uma grande e gloriosa vida; uma vida em linha reta, limpa e clara". Augusto Tavares de Lyra fez o curso de Humanidades, em Recife. Em 1892, era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife. Escolheu advogar em Natal, onde exerceu mais duas profissões: a de jornalista, sendo redator político do jornal "A República", e a de professor de História Geral e do Brasil, no Atheneu Norte-rio-grandense, de 1892 a 1894. A partir dessa data, surgiu no cenário nacional, elegendo-se deputado federal, cargo que exerceu até o ano de 1904. Foi nesse período que ele se empolgou com a defesa do seu Estado, na questão de limites contra o Ceará. Pesquisando, começou a se interessar pela História e Geografia do Brasil e do Rio Grande do Norte. Em 1902 já tinha publicado "Questão de Limites entre os Estados do Ceará e do Rio Grande do Norte". Dois anos mais tarde publicou "Apontamentos sobre a questão de limites entre o Ceará e o Rio Grande do Norte". Em 1904, uma nova experiência: governador do Estado, fazendo uma grande administração, concluída em 1906. O conselheiro Afonso Pena, impressionado pela inteligência do orador, resolveu convidá-lo para ser o futuro ministro de Justiça e Interior. Tavares de Lyra aceitou o convite, exercendo tal função com eficiência até 1909. Lançou, em 1907, "Algumas notas sobre a História do Rio Grande do Norte". Após a morte do presidente Afonso Pena, Tavares de Lyra abandonou momentaneamente a vida pública. Em 1910 foi eleito senador da República, deixando a função em 1914 para assumir o ministério da Viação e Obras Públicas, até 1918. Foi na presidência de Venceslau Brás que exerceu por duas vezes, interinamente, a pasta da Fazenda. Nessa época, publicou "Domínio Holandês no Brasil especialmente no Rio Grande do Norte" (1915). Alguns anos depois, em 1921, lançou "História do Rio Grande do Norte", sua obra mais importante. No dia 26 de outubro de 1918 foi nomeado ministro do Tribunal de Contas, tomando posse do cargo em novembro. Em 1940, se aposentou, justamente quando estava na presidência daquele Tribunal. O decreto de 11 de janeiro de 1952, publicado no Diário Oficial, mandava "inscrever o nome do ministro Augusto Tavares de Lyra no referido "Livro do Mérito", como merecedor dessa alta distinção, conforme parecer da competente Comissão". O presidente Getúlio Vargas considerou Augusto Tavares de Lyra como "uma relíquia nacional", no discurso que pronunciou no salão de honra do Palácio do Catete, em cerimônia realizada no dia 15 de agosto de 1953, que oficializou a inscrição do nome do eminente potiguar no Livro do Mérito. Recebeu congratulações de expressivas instituições de todo o País. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro mandou cunhar medalha de ouro, alusiva aos 80 anos de vida do ministro Tavares de Lyra. Esse Instituto dedicou ao ilustre potiguar uma edição especial de sua revista. O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte seguiu o exemplo, dedicando o vol. LII de sua revista 1a memória do ministro Augusto Tavares de Lyra, em 1959. Tavares de Lyra faleceu na capital federal no dia 21 de dezembro de 1958.
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