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u t r a s B e a t i f i c a ç õ e s O Brasil demorou a ter beatos reconhecidos pela Igreja, mas a lista já inclui vários outros nomes de religiosos
As beatificações no Brasil começaram com o padre José de Anchieta, declarado bem aventurado no dia 22 de junho de 1981. Este sacerdote teve um trabalho de grande destaque na doutrinação dos índios. "Com eles eu me dou melhor do que com os portugueses", dizia padre Anchieta. Para se comunicar com os nativos, ele aprendeu a língua tupi. Padre Anchieta nasceu em La Laguna, nas Ilhas Canárias, em 19 de março de 1534, Vinte anos depois desembarcou no Brasil. Aos 25 anos foi nomeado reitor do Colégio de São Vicente, na capitania do mesmo nome. Participou ainda da fundação da cidade do Rio de Janeiro e do hospital da Misericórdia, em São Paulo. Foi também padre Anchieta que atuou na aliança com os índios para a expulsão dos calvinistas franceses do Rio de Janeiro. O serviço deste religioso poderia ter sido dividido no trabalho com os missionários e o de educador. Para este último, ele escreveu "A arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil". E ainda fez algumas peças como "Ao Santíssimo Sacramento". Padre Anchieta morreu no dia 9 de junho, na cidade de Reritiba, hoje chamada Anchieta, no Espírito Santo. MADRE - Na última vez que o papa João Paulo II veio ao Brasil, em 1991, ele celebrou a missa de beatificação de madre Paulina. Esta italiana, da cidade de Vigolo Vattaro, nasceu no dia 16 de dezembro de 1865. Junto com os pais e os quatro irmão, veio como imigrante para o Brasil, onde chegou em 1875. Com 25 anos, madre Paulina deixou a casa da família para cuidar dos cancerosos. Começava aí a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Em dezembro de 1845, ela fez os votos de religiosa e passou a se chamar irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Seu trabalho era dirigido aos excluídos, em especial aos menores abandonados. Em 1938, madre Paulina perde a mão direita, devido a um problema de diabet. Depois ficou sem o braço direito. Quando morreu, em junho de 1942, ela cega. A madre deixou o exemplo de oração e trabalho na comunidade católica. BRASILEIRO - O caso mais recente de beatificação foi do frei Galvão, que aconteceu no dia 26 de outubro de 1998. Este religioso foi o primeiro beato brasileiro. Antônio Santana Galvão, como era chamado antes de ingressar na vida religiosa, morreu em 1822, com 83 anos de idade. A ele foi atribuído o milagre da estudante Daniela Silva, 14 anos. Ela foi curada de uma hepatite aguda quando tinha 4 anos de vida. O trabalho de frei Galvão foi exclusivo aos aflitos e escravos. "Ele se dedicou com amor e devotamento aos aflitos e aos escravos de sua época no Brasil", ratificou o papa João Paulo II, na homilia da beatificação. Ele lembrou ainda a fé franciscana e evangelicamente vivida pelo religioso. DULCE - É provável que, depois dos mártires de Cunhaú e Uruaçu, a próxima beata brasileira seja irmã Dulce. O arcebispo de Salvador Geraldo Majella Agnelo já instalou o tribunal eclesiástico para investigar dois milagres atribuídos a religiosa, entre eles uma cura de câncer. Irmã Dulce dedicou mais de 50 anos da sua vida para o trabalho com os pobres. A obra social é reconhecida internacionalmente. O hospital Santo Antônio, fundado por ela, atende mais de mil pacientes, diariamente. O orfanato na cidade de Simões Filho foi outra criação da freira. Junto com esta religiosa, a arquidiocese de Salvador também vai investigar a irmã Lindaura, que foi assassinada com 48 facadas por um interno do Abrigo Dom Pedro II. A intenção é que ela seja declarada mártir. |