Alex Medeiros
1972, o começo do caminhar IV
Publicado: 00:00:00 - 06/01/2022 Atualizado: 23:17:06 - 06/01/2022
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

Eram de fato estimulantes aqueles dias de começo de ginásio, o cotidiano de ir e vir a bordo dos ônibus das empresas Guanabara e Unidos; algumas vezes um motorista desavisado sintonizava a Rádio Rural e uma nova música dizia “sei que nada será como antes... alvoroço em meu coração”. Canção de Clube da Esquina, o disco de uma galera de Minas Gerais. Se o ano interior foi de discos incríveis, 1972 não ficou atrás e estabeleceu a trilha da nossa geração.

A audiência das novelas da Tupi e Globo firmavam a tendência e o Brasil seguia atrás envolvendo também Natal nas trilhas sonoras. Mexiam com a gente Maria Creuza cantando Estrada do Sol e B.J. Thomas com Rock and Roll Lullaby, enquanto as rádios despejavam os lançamentos de LPs como Expresso 2222 (Gil), Acabou Chorare (Novos Baianos), Transa (Caetano) e nos lares natalenses os cantores mais populares eram escutados nas alturas.

Um ano consagrador para Waldick Soriano, Evaldo Braga, Claudia Barroso, Reginaldo Rossi, Eliana Pittman, Benito de Paula, e também para estrelas como Roberto Carlos, Gal Costa, Jair Rodrigues, Jorge Ben e ela, Elis Regina.

Nos primeiros meses, a cidade respirava três assuntos nas capas da Tribuna e do Diário: a expectativa dos festejos do Sesquicentenário da Independência, a chegada do navio Hope, e a renúncia do prefeito Ubiratan Pereira Galvão.

Para marcar os 150 anos do grito de Dom Pedro I, o Planalto auxiliou a CBD a criar a Minicopa e estimulou estados a erguerem grandes estádios. A comissão local dos preparativos era presidida pelo então secretário de justiça Ney Lopes.

O clima de patriotismo era geral, principalmente no enfileiramento dos alunos no pátio do Winston Churchil, sol a pino, cantando o Hino Nacional em uníssono e os olhares fixos no mastro a subir o lábaro que ostentas estrelado.

Rebeldia vermelha àquela altura só na torcida do América rejeitando o craque Alberí, o dono da bola, segundo manchete do Diário. Ah, e o clube rubro boicotando os juízes locais, entre eles Luiz Meirelles, o nosso chapa do recreio.

O “Cobra Preta”, como era chamado no mundo esportivo, era quem apitava na gerência da cantina. Mas tomou muito “xexo” de alguns de nós. Nas suas mãos eu vi pela primeira vez um lançamento da época, o sorvete de milho verde.

O Sesquicentenário tomou conta também dos álbuns de figurinhas daquele ano, todos com capas nas cores verde e amarela e com cromos de Médici e Dom Pedro. No cinema, Tarcísio Meira foi o astro de Independência ou Morte.

No alto das capas da Tribuna do Norte e do Diário de Natal, assim como em publicações nacionais, havia as imagens – como fossem selos – da bandeira nacional e do quadro de Pedro Américo retratando o grito no riacho Ipiranga.

E enquanto a vida seguia seu curso, levada pela história, muitos de nós experimentavam os batimentos cardíacos alterados por causa das primeiras paixões, algumas nascidas nos agarradinhos das baladas domésticas, os hi-fis.

Os amores em botão regados nos passos lentos dos nossos hinos de saudade. Com os Pholhas (She Made me Cry)), Bee Gees (Run to me), Michael Jackson (Ben), Nilsson (Without You), John Lennon (Imagine), Gilbert (Alone Again).

E se os antigos amores são clássicos íntimos, quantos clássicos universais nós vimos surgir no cinema daqueles dias: O Poderoso Chefão, Frenesi, Os Implacáveis (que bela Ali MacGraw), Roma de Fellini, Estado de Sítio...

Revivo e requento as lembranças quando folheio meus velhos almanaques de quadrinhos de 1972, do Superman, Batman, Tarzan, Gato Félix, Homem-Aranha. E revejo em CD as imagens da Minicopa onde fui ver o craque Eusébio, o amigo afro-lusitano do Rei Pelé.

Divulgação


Começou
Em Sevilha, na Espanha, uma mãe que quis decidir sobre seus filhos e não vaciná-los, vai perdê-los para a justiça. O fascismo sanitário começa a estatizar crianças em nome de um mega comércio farmacêutico disfarçado de ciência.

Vacina
Há alguns anos, o pecuarista João Diniz perdeu diversas cabeças de gado em sua fazenda do Seridó por causa de uma vacina da Pfizer. Foi à justiça e enfrentou um exército de advogados de grandes bancas e ficou no prejuízo. 

Gado
Em 1966, Geraldo Vandré e Theo de Barros ganharam o festival de MPB da TV Record com a canção “Disparada”, que virou clássico. Na letra diz “porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente”.

Imposição
Nesses dois anos de pandemia, nenhuma indústria farmacêutica multinacional aceitou arcar com os efeitos adversos das vacinas. As nações compram, assumem o risco ou então não terão as doses. E os lucros seguem disparados. 

No lucro
Apesar de tudo, do vírus, da esquerda, do STF, dos artistas, dos bandidos, dos governos nordestinos, o saldo da nossa balança comercial no fechamento de 2021 foi US$ 61 bilhões, o maior de toda a história da republiqueta Pindorama.

Televisão
Os dinossauros que rastejam nas redes sociais continuam acreditando que a audiência se resume aos velhos aparelhos de TV. A comunicação digital é um novo mundo, com milhões de espectadores em celulares e canais de YouTube.

Churchill 
Em resposta ao leitor Carlos Leão, que já agradeço a assiduidade na leitura da coluna: as aulas no Winston Churchill em 1972 começaram em 21 de fevereiro, numa segunda-feira. E acrescento que aquele histórico ano foi bissexto. 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte