2º ciclo de Oferta Permanente da ANP arrecada R$ 56,6 milhões com venda de 18 blocos a sete empresas

Publicação: 2020-12-05 00:00:00
A Eneva foi vencedora numa disputa com a Imetame pelo campo de gás Juruá, no Amazonas, considerado acumulação marginal, pagando R$ 25,7 milhões, contra a oferta de R$ 5,6 milhões da concorrente. Assim, a empresa foi a maior compradora do 2º Ciclo de Oferta Permanente, realizado nesta sexta-feira (4), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao todo foram arrecadados R$ 56,6 milhões com a venda de 18 blocos, sendo uma acumulação marginal, para sete empresas.

Créditos: DIVULGAÇÃO/ANPAo todo sete empresas arremataram os 18 blocos. A previsão de investimentos mínimos é de mais de R$ 160 milhões, segundo ANPAo todo sete empresas arremataram os 18 blocos. A previsão de investimentos mínimos é de mais de R$ 160 milhões, segundo ANP

A Shell fez o segundo maior lance, por um bloco na bacia de Campos, de R$ 12 milhões. A Eneva, em parceria com a Enauta - 70% e 30%, respectivamente -, levou mais quatro blocos na bacia do Paraná. Não tiveram ofertas setores das bacias de Santos, Espírito Santo, Sergipe-Alagoas e um dos dois oferecidos na bacia de Potiguar (Rio Grande do Norte). Do Estado, foram disponibilizados 35 blocos exploratórios de petróleo em dois setores terrestres. A ANP não esclareceu quantos blocos não foram arrematados.

A previsão de investimentos mínimos por parte das empresas arrematantes é de mais de R$ 160 milhões, segundo a ANP. Nos blocos exploratórios nas bacias do Amazonas, de Campos, do Espírito Santo, Paraná, Potiguar e Tucano, que alcança uma área de 19.818,09 quilômetros quadrados, o total de bônus ofertado somou R$ 30,936 milhões, o que representou ágio médio de 55,11%, e a previsão do investimento mínimo na fase de exploração de R$ 157,2 milhões, somente na primeira fase do contrato de exploração.

Na área com acumulações marginais de Juruá, localizada na bacia terrestre do Solimões, o valor do bônus ofertado ficou em R$ 25,760 milhões, correspondente a um ágio de 1.650% e previsão de investimento mínimo de R$ 3,600 milhões. A área abrange uma extensão de 331,80 quilômetros quadrados. O leilão foi realizado no Hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, com restrições de presença por causa da covid-19, e pôde ser acompanhado no canal da ANP no YouTube. 

No caso do Rio Grande do Norte, o bloco exploratório no setor SPOT-T4 (POT-T702) foi arrematado pela PetroRecôncavo. O bônus pago foi de R$ 75 mil. O investimento rpevisto é de R$ 6 milhões, segundo comunicado à imprensa divulgado pela ANP. 

O diretor geral interino da ANP, Raphael Moura, disse que o resultado do certamente superou as expectativas. E destacou que foram feitas ofertas de novas empresas em áreas de terra. “Temos aí um novo cenário de on shore, que é intensivo de mão de obra e que gera empregos, interioriza as economias e leva para o interior dos estados o desenvolvimento”. 

Ainda de acordo com o diretor da ANP, o leilão “aumenta a distribuição de royalties para municípios que têm em geral índice de desenvolvimento humano abaixo da média brasileira. Tivemos até novas fronteiras na bacia do Paraná. Um impulso para o mercado de gás”.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que vai analisar a partir de agora a falta de ofertas para algumas áreas, para que o resultado possa balizar as decisões futuras do Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE). Mesmo assim, o ministro considerou que o 2º Ciclo se mostrou exitoso na comparação ao leilão realizado no ano passado, e para a política energética do país que aponta como objetivos a maior competitividade e entrada de novos agentes e empresas no mercado de óleo e gás, seja ele on shore ou off shore.

Raphael Moura disse que os valores oferecidos nesta rodada seguem uma lógica de mercado, e destacou que o importante é promover um leilão que seja bem-sucedido e aumente o portfólio exploratório do país. Na visão dele, esse aumento associado aos investimentos que essas atividades trazem para o país é que convertem a riqueza natural em benefício para a sociedade brasileira. “As ofertas seguem uma lógica de mercado não só no Brasil, mas no mundo inteiro, que é adequada aos diversos parâmetros econômicos. Nesse sentido, o Brasil larga na frente”, disse.

A Oferta Permanente é uma modalidade de concessão de blocos e de áreas com acumulações marginais para exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. Nessa modalidade, há a oferta contínua de campos devolvidos ou em processo de devolução, de blocos exploratórios ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à Agência, e também de novos blocos exploratórios em estudo na ANP (com exceção de áreas no pré-sal, estratégicas ou localizadas na Plataforma Continental além das 200 milhas náuticas).     












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