30 anos da revolução pacífica

Publicação: 2019-11-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Quando em 1945 as forças aliadas venceram a Segunda Guerra Mundial, o mundo se livrou de duas das três mais nocivas ideologias surgidas no século XX, o nazismo e o fascismo. Nos anos posteriores, a terceira praga política avançou sobre o Leste da Europa impondo uma cortina de ditaduras. Era o comunismo de Stálin lançando os tentáculos de horror para dominar as nações como já haviam tentado Hitler e Mussolini. E o Leste caiu sob o jugo soviético.

Na madrugada de um domingo, em 13 de agosto de 1961, uma enorme cerca de madeira e arame farpado se estendeu por 44 quilômetros de uma fronteira já delineada, apesar de invisível, que dividia em duas cidades a histórica Berlim de Marlene Dietrich. E havia uma outra fronteira de 115 quilômetros isolando a capital alemã de toda a parte oeste do resto da então Alemanha Oriental. No dia seguinte, a primeira geração de fugitivos escolheu a banda democrática.

Na fatídica noite da divisória, alguns jovens que vararam a madrugada jogando boliche descobriram que aquele pedaço de terra já não estava no lado ocidental e que aquele jogo de pinos era um perigoso desvio pequeno burguês.

Estava erguido o Muro da Vergonha, símbolo da Guerra Fria, que condenava uma Berlim Oriental a 28 anos de atraso econômico e de regime totalitário. O muro separou famílias, desmanchou amizades e acabou até com os amores.

Dois anos depois, o então presidente dos EUA, John Kennedy, visitou Berlim Ocidental e discursou na cerca contra o a tirania: “Há quem pense que o comunismo é o futuro. Sou berlinense, venham para cá como cidadãos livres”.

Durante quase três décadas, a representação do muro esteve simbolizando uma guerra psicológica entre a democracia e o comunismo, onde a imagem mais terrível era uma suposta guerra nuclear entre EUA e União Soviética.

Mas na fronteira dos anos 1970 e 1980, três ascensões políticas iniciaram uma onda de mudanças, econômicas e culturais, que seriam vitais para o fim da divisão do povo alemão: Ronald Reagan, Margareth Thatcher e João Paulo II.

Reagan assume o governo americano em 1978, mesmo ano em que o polonês Karol Wojty?a é ungido Papa em Roma, e em 1979 Thatcher se torna primeira-ministra do governo britânico. O trio modificaria a geopolítica internacional.

Um quarto personagem se incorporaria em 1985 quando Mikhail Gorbatchov se torna secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e acumula a função de chefe de Estado, fazendo alterações estruturais na sua economia.

Implantou a Glasnost, política de liberdade de expressão, e a Perestroika, a descentralização na economia. Frequentador da Alemanha em suas férias, ele passa também a questionar a permanência do Muro de Berlim, que já balança.

Reagan é o segundo presidente americano a fazer discurso lá, de costas para o Portão de Brandemburgo. Manda recado ao russo: “Senhor primeiro-ministro, se você busca a paz, se busca a liberdade, venha a este portal, abra a porta”.

Os ventos da liberdade sacudiam o muro, os berlinenses orientais fugiam em busca de progresso e futuro. No verão de 1989, milhares deles se refugiaram na embaixada da Alemanha Ocidental em Praga, capital da Tchecoslováquia.

As ações de João Paulo II estimularam o Solidarnosc, sindicato polonês, a lutar contra a ditadura comunista, influenciando a vizinhança. Gorbatchov se une a Reagan e Thatcher, e o muro vai abaixo na noite de 9 de novembro de 1989.

 Na manhã do dia 10, o prefeito de Berlim, Walter Momper, discursa nos escombros: “Ontem à noite o povo alemão era o povo mais feliz do mundo”.

Hoje, 30 anos depois, Angela Merkel discursará saudando a revolução pacífica daqueles anos.

Muro de Berlim

Assembleia da baderna
Incrível como uma casa com 24 deputados não tenha um só que busque meios legais de garantir o seu papel legislativo. Ontem de manhã, com quinhentas pessoas presentes, a sessão foi interrompida por 3 dúzias de agentes da CUT.

É um recado
A baderna dos pretensos sindicalistas é apenas uma mostra do que será repetido pelo Brasil afora com a soltura dos criminosos Lula e José Dirceu, o chefe dessa gente. O cenário do Chile vai ganhar sua versão tupiniquim.

#GeleiãoLivre
Preso há mais de 40 anos, José Márcio Felício, o fundador da facção PCC, não tem dinheiro para pagar advogados e escreve à mão pedidos de habeas corpus. Já o chefe do PT, quadrilha mais perigosa, deverá ter sua liberdade.

O porteiro
A edição da revista Veja que chegou às bancas hoje traz na capa a foto de Alberto Jorge Mateus, o porteiro do condomínio no Rio de Janeiro onde a família Bolsonaro tem casa. Ele que teria falado com o “Seu Jair” no interfone.

Generais
Na capa da revista Época, a reportagem central é sobre um suposto declínio dos generais dentro do governo Jair Bolsonaro. Nos últimos dias, redatores de esquerda vêm abordando as demissões e redução de poder dos militares.

Racismo inverso
A inexplicável e selvagem agressão contra três mulheres por um motorista do aplicativo 99 pode ter sido motivada não só por machismo e delinquência, mas também por racismo do agressor negro diante das passageiras brancas.

Edital de cultura
Com inscrições encerradas na última segunda-feira, o edital da Fundação José Augusto destinará R$ 964 mil para incentivo às modalidades artes visuais, audiovisual, música, teatro, circo e programas em rádios comunitárias.

Beatles e poesia
Logo mais a partir das 11h, estarei fazendo o segundo lançamento do livro “Três Por Quatro”, com 50 haikais sobre 50 canções dos Beatles, editado pelo selo Livros de Papel. Será na confraria da loja Letra &Música, na rua Floriano Peixoto, 290, em frente à UnP de Petrópolis.





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