5 festivais para aguçar os sentidos

Publicação: 2019-05-10 00:00:00 | Comentários: 0
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Comidas e bebidas variadas vão ganhar uma maratona de celebrações a partir deste fim de semana: uma saborosa temporada de festivais foi aberta, contemplando os mais diversos paladares. Começa neste fim de semana com o 4º Festival de Cachaça Engenho Papary, sábado, na Ribeira; o 3º Festival da Ginga, no Mercado Público da Redinha, e o 6º Burgers and Beers, no bar Estação do Malte, na Ribeira. E na próxima semana, dia 15, a Sweet & Coffee Week realiza sua 5ª edição, desta vez tendo a pâtisserie francesa como tema, seguida também pela nova edição do Brasil Sabor, o festival nacional da Abrasel. Haja fôlego - e apetite - para tanto festival. 

Clássicos da confeitaria francesa não faltarão no Sweet & Coffee
Clássicos da confeitaria francesa não faltarão no Sweet & Coffee

A semana mais açucarada de Natal terá desta vez um acentuado toque francês. A 5ª edição da Sweet & Coffee Week, de 15 a 25 de maio, vai reunir os melhores estabelecimentos doceiros da cidade em torno de combos promocionais especialmente preparados para a ocasião. Desta vez, o festival terá como tema a pâtisserie francesa, uma cozinha de referência no segmento, e que vai estimular a criatividade de todos os cardápios. O combo tem o preço único de R$18,90.

Os estabelecimentos participantes são os seguintes: Balzac Café, Boca D’água, Bocaditos Confeitaria Artesanal, Bolo da Vovó, Cacau Show, Café Brigadeiro, Caffeina, Caroli Douces, Casa Nacre, Cecília Mindelo, Chapelatto, Crooks Cookies, Cuore di Panna, Das Melo Confeitaria, Fitneza, Flora Café, Flor & Flor Cafeteria, Fran’s Café, Jolie Café & Pâtisserie, La Sweets, Mr. Cupcake Confeitaria, Parma Doces, Rafaela Fontes Chocolateria, Realize Gourmet, Sodiê Doces, Sonho de Brownie, Suisse Brownie, e Very Sugar.

“É um tema que provoca expectativas nos fãs da SCW, e uma certa tensão entre os doceiros. É um tremendo desafio”, afirma a produtora Eline Eulália. Ela ressalta que os temas das outras edições foram mais abertos; esta é a primeira vez que o festival tem um tema  gastronômico, ligado a uma cozinha. As referências são muitas, entre iguarias como mil-folhas, tortas de limão, canelé, flans, macarons, o ‘choux’ (ou carolina, como é conhecida no Brasil), a bomba (éclair) de chocolate, creme brulée, e por aí vai.

Nesta edição, docerias farão releituras da pâtisserie francesa
Nesta edição, docerias farão releituras da pâtisserie francesa

As regras do concurso não obrigam a casa a criar algo inédito, mas segundo Eline, a maioria quer criar algo inédito, autoral. “A partir daí estão surgindo muitas receitas criativas, releituras super originais de clássicos como o petit gateau, os crepes, as madeleines, entre outros. O público terá grandes surpresas e degustações muito saborosas”, garante. Iguarias salgadas também estão no roteiro. A assessora também ressalta que os doceiros serão criativos, mas não “difíceis” em suas guloseimas. “A montagem do doce tem que ser simples, pra não atrapalhar a dinâmica do festival. A rotina das casas é alterada pela procura”, afirma.

A clientela fã de doces abraça com gosto a maratona da Sweet & Coffee Week. “O pessoal se entusiasma pra experimentar algo diferente, e também tem a questão do preço. Isso permite que as pessoas façam sua maratona pessoal pelas docerias e até consigam provar tudo, quem sabe”, diz.  Algumas pessoas escolhidas pela produção – formadoras de opinião na área gastronômica – também vão contribuir para destacar a melhor receita.

Um brinde ao alambique na beira do rio
Aguardente artesanal, samba, brega e uma das paisagens mais bonitas da cidade são elementos que se harmonizam bem e vão estar juntos durante a 4ª edição do Festival de Cachaça Engenho Papary, neste sábado, das 14 às 20h. Pela segunda vez o evento será realizado no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Natal, na Ribeira. A produção do projeto Ribeira Boêmia trará mais de 15 rótulos de cachaças da Paraíba e do Rio Grande do Norte, que serão devidamente degustadas no local com acompanhamento gratuito de caldinhos e frutas.

Cachaçaria do Engenho Papary é o carro-chefe do festival
Cachaçaria do Engenho Papary é o carro-chefe do festival

Entre os rótulos que vão exibidos no festival estão Papary, Samanaú, Pátria Amada, Maria Boa, Mucambo, Punaú, Extrema, e Serena. Ao todo serão 16 marcas. Todas são cachaças de alambique, artesanais, com diferencial no processo produtivo, algumas são orgânicas, e até mundialmente premiadas. “O Rio Grande do Norte já conta com cachaças que são referências no cenário nacional. O tamanho que esse festival ganhou é uma prova disso”, afirma Reny Carlos, um dos proprietários da cachaça Vila Imperial de Papary.

A cachaça de alambique tem qualidades que a industrial não possui, enfatiza Reny. “A produção em alambique de cobre permite que o produtor separe a 'cabeça' e a 'calda' do 'coração' da cachaça, que é a parte nobre da bebida”, explica. A Papary, por exemplo, não contém açúcar, e conserva todas as qualidades de sua destilação.

A Papary foi pioneira na retomada da produção potiguar de cachaça de alambique, no começo dos anos 2000, época em que as marcas mineiras e paraibanas passaram a se destacar nacionalmente. A Papary é uma caninha encorpada, com aroma e sabor bem característicos – principalmente de seu envelhecimento em carvalho europeu. A cachaça potiguar chegou a ser premiada num festival do gênero em Bruxelas, na Bélgica. O festival começou num engenho de Nísia Floresta, e devido ao aumento do público, precisou ir para um lugar maior.

Sueldo Soares e banda leva MPB e balanço ao palco do Terminal
Sueldo Soares e banda leva MPB e balanço ao palco do Terminal

Para completar a degustação, só a trilha sonora: já na abertura, o público será recebido pelo forró de Reynaldo Junior & Chapéu de Paia; a Roda de Samba Ribeira Boêmia convida André Anacleto (da Orquestra Amistad), Júnior Santos, Dodora Cardoso, Josy Ribeiro (Samba dos Devotos), Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Sueldo Soares; e Messias Paraguai e Banda fecham o evento com muito forró brega.

Tem tapioca e ginga na Redinha
A receita que é patrimônio imaterial de Natal vai mais uma vez atiçar os paladares de nativos e turistas com a 3ª edição do Festival da Ginga, sábado, no Mercado Público do bairro, de frente pro mar. Ao todo, 20 cozinheiros disputarão o festival de ginga. A comissão julgadora vai eleger os três melhores que ganharão um troféu e um prêmio especial oferecido pela organização (a Secretaria Municipal de Turismo). O evento terá uma vasta programação ao longo do dia com direito a música, esporte, lazer e ações educativas de trânsito em alusão a campanha do Maio Amarelo.

Festival mostra a versatilidade da ginga
Festival mostra a versatilidade da ginga

A ideia do festival é mostrar a versatilidade que a tradicional receita possui, permitindo variadas releituras do prato. A iguaria nasceu como um típico prato de pescador, há mais de 60 anos. O peixe frito no óleo com azeite de dendê e depois usado como recheio da tapioca foi ideia de Seu Gerado e Dona Dalila, pais da comerciante e cozinheira Ivanize Barbosa, que decidiram fazer algo com aquele peixinho que costumava ser descartado após as pescas. E assim foi criado um dos sabores mais apreciados da capital potiguar. Hoje já é possível achar o prato em outros lugares da cidade, mas a Redinha continua sendo a maior referência.

Serviço
5ª Sweet & Coffee Week. De 15 a 25 de maio, com 27 lojas participantes. Mais detalhes no Instagram: @sweetcoffeeweek

4º Festival de Cachaça Engenho Papary. Sábado, das 14 às 20h, no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Natal, Ribeira. Entrada? R$60 (meia). Antecipadas na Le Postiche (Midway) e Estação Papary (Alecrim).

3º Festival da Ginga. Sábado, no Mercado Público da Redinha. Acesso gratuito.







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