56,3% das famílias potiguares receberam algum auxílio emergencial em agosto

Publicação: 2020-09-24 00:00:00
Mais da metade da população potiguar vivia em lares beneficiados por algum tipo de auxílio relacionado à pandemia em agosto. Dos 1,111 milhão de domicílios, em 625 algum morador apontou receber o auxílio emergencial, o que significa 56,3%. Houve um leve aumento em relação aos meses anteriores: julho (611); junho (612) e maio (576). No Brasil, de 211,154 milhões de habitantes, 107 milhões moravam em domicílios em que ao menos uma pessoa da família recebia alguma ajuda emergencial, segundo a Pnad Covid-19 mensal, divulgados pelo IBGE. A proporção de domicílios que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia diminuiu de 44,1% em julho para 43,9% em agosto, totalizando 30,1 milhões de lares contemplados.

"Essa diferença não é significativa (estatisticamente)", afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. O valor médio do benefício recebido, no Rio Grande do Norte, foi de R$ 919 por domicílio, pouco acima da média nacional, R$ 901. Os auxílios pesquisados incluem não apenas o auxílio emergencial, mas também a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o que ajuda a explicar a incidência de recebimento de benefício entre domicílios com renda mais elevada. 

Na Região Norte, 61% dos domicílios recebiam algum tipo de auxílio, enquanto essa fatia era de 59,1% no Nordeste. Os Estados com maior porcentual de domicílios contemplados foram Amapá (71,4%), Maranhão (65,5%), Pará (64,5%); Alagoas (63,5%) e Amazonas (61,9%).