Alex Medeiros
65 anos sem Alex Raymond
Publicado: 00:00:00 - 16/09/2021 Atualizado: 22:49:14 - 15/09/2021
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

No último dia 6 fez 65 anos da morte do desenhista de quadrinhos Alex Raymond, o criador de personagens marcantes da nona arte e que se eternizaram no gosto dos muitos fãs de várias gerações. Raymond nasceu em 2 de outubro de 1909, em New Rochelle, no estado de Nova York, e morreu em 6 de setembro de 1956, em Connecticut.

Divulgação


Alexander Gillespie Raymond, seu nome completo, foi aluno de belas artes em duas das mais importantes escolas dos EUA nos dourados anos 1920, a “Iona Preparation Scholl”, na sua cidade natal  e a “Grand Central Scholl of Art”, em Nova York. Começou a carreira como assistente do desenhista Russ Westover, na série de tirinhas de jornal intitulada “Tillie the Toiler”, de 1921.

Nos anos 1930, quando os quadrinhos ganharam espaço e dinheiro a partir da gerência do King Features, o sindicato gráfico precursor das grandes editoras de HQ, Raymond ganhou notoriedade internacional com três personagens. 

Para concorrer com três fortes marcas do King Features, que eram Tarzan, Dick Tracy e Buck Rogers, Raymond venceu um concurso de novas tirinhas em 1933 apresentando as novas figuras de Jim das Selvas, X-9 e Flash Gordon.

Os promotores do concurso haviam definido três temáticas: “aventura na selva”, “policial” e “ficção científica”. E em janeiro de 1934. começam a ser editadas as séries vencedoras, todas com a assinatura de Alex Raymond. 

O jornalista Ruy Castro, que já foi colunista de HQ, considerou os autores do meio tão importantes quanto os grandes literatos; e o romancista americano John Steinbeck dizia que o maior escritor da América era o roteirista Al Capp. 

Nesse mesmo diapasão, como dizem os narradores de futebol, Raymond foi tão importante para a ficção científica, para a trama policial e para as narrativas épicas quanto H. G. Wells, Agatha Christie e John Ronald Reuel Tolkien.

Suas personagens como Flash Gordon e Nick Holmes são peças de uma literatura rica que jamais cairão no esquecimento de bibliotecas visitadas apenas por aranhas. São sempre fontes de inspiração para novas sagas.

Revisitar as publicações permite achar elementos que surpreendem historicamente. Com Jim das Selvas, Raymond tratou de questões ecológicas, e em Flash Gordon antecipou em décadas a mini-saia no corpo de Dale Arden.

Quando foi servir na Segunda Guerra, ele interrompeu a usina criativa e reduziu as ameaças de invasão da Terra pelo poderoso Ming. Após ajudar o planeta a conter a invasão nazista, saiu da Marinha e voltou à prancheta.

Inspirado na própria experiência no teatro de guerra, Alex Raymondo criou o galante e esperto detetive Rip Kirby, conhecido no Brasil por Nick Holmes. Era uma espécie de criatura conforme a imagem e semelhança do próprio criador. 

Holmes, assim como Raymond, um ex-fuzileiro naval, estava retornando à vida civil e cheio de planos. O autor como desenhista e a personagem como detetive particular. A idéia foi apadrinhada por Ward Greene, do King Features.

Em 4 de março de 1946, os jornais americanos mostravam a nova maravilha de Alex Raymond. Dos seus filhos de aventuras, Holmes foi o que esteve mais próximo do desenhista nos últimos dez anos de sua vida, até o fim em 1956.

Os fãs nunca o esqueceram. Alguns acham que Alex Raymond não morreu, que está por aí, curtindo selvas ainda virgens, ou em planetas além da galáxia, ou quem sabe fiscalizando corruptos e desbaratando Ongs na Amazônia.

Canárias 
O Laboratório de Sismologia da UFRN é um dos principais em operação no Sul do continente Atlântico e tem uma eficiente estação em Riachuelo. Uma fonte informou que seus técnicos estão monitorando os sismos nas Ilhas Canárias.

Consórcio 
A CPI da Covid, que encerrará em ritmo de espetáculo com direito à produção de Paula Lavigne, segue ignorando as suspeitas sobre o famigerado Consórcio Nordeste, que de tantos segredos protegidos sugere um call center do deslize.

Avenidas 
De um grande empresário, tomando um café na presidência da empresa já devidamente capitaneada pelos herdeiros: “Bolsonaro jogou boliche nos dias 7 e 8; encheu a pista da Paulista e depois deu strike na Avenida Faria Lima”.

Solidariedade 
Duas jornalistas, duas mulheres, ambas com milhares de leitores há pelo menos duas décadas. Eliana Lima e Thaisa Galvão têm meu apoio contra as agressões que sofrem por motivos iguais, apesar de ideologicamente distintos. 

Lamartine 
A revelação na coluna de ontem do tesouro do advogado Assis Queiroz, guardado há seis décadas, fez seu telefone não parar de tocar. Seu colega e amigo Diógenes da Cunha Lima quer o episódio na Revista da Academia.

Padaria 
O Sebo Vermelha reedita e lança no sábado, das 9h às 13h, o livro “Padaria Espiritual”, do escritor e jornalista cearense Leonardo Mota, escrito originalmente em 1938. O título remete a uma confraria literária no século XIX. 

Seleção 
A revista France Football escalou sua seleção de todos os tempos: Yashin, Cafu, Maldini, Beckenbauer, Xavi, Mathäus, Maradona, Pelé, Ronaldo, Cristiano e Messi. Na nota a seguir, listo os escalados pela FIFA e por mim.

Seleção II 
01: Yashin, Thuram, Maldini, Baresi, Bobby Moore, Beckenbauer, Cruijff, Maradona, Pelé, Di Stefano, Messi. 02: Yahsin, Carlos Alberto, Beckenbauer, Bobby Moore, Maldini; Cruijff, Pelé, Maradona, Cristiano, George Best, Messi. 

Fashion
A chegada de Lionel Messi na passarela de craques do PSG atraiu um novo patrocinador oriundo do glamoroso mundo da moda. A famosa grife Christian Dior será responsável pela confecção das novas camisas do clube de Paris.






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