‘A palavra de ordem é: otimização dos recursos’

Publicação: 2017-11-14 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
Bate papo com o secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes, que falou sobre os problemas que a Sesap vem enfrentando. Confira:

Secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes, durante entrevista
Secretário de Saúde Pública do estado, George Antunes, durante entrevista

No que foram empregados os R$ 150 milhões repassados pelo Governo Federal à Sesap?
Hoje nós repassamos, dos R$ 150 milhões, R$ 48 milhões para o Hospital Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro, Santa Catarina e outros de administração própria. Outra utilização foi em Mossoró, onde assinamos contratos para fazer cirurgias de ortopedia e cirurgia geral. Elas já estão sendo feitas. Só nessa ação de Mossoró nós empregamos R$ 11,4 milhões para atender 65 municípios em 3 hospitais: a Liga Mossoroense, o Hospital Wilson Rosado e a Apamim.

O maior gasto dos aportes é com as cooperativas, insumos médicos ou equipamentos?
A despesa com cooperativa. Primeiro, eu entendo as cooperativas como alternativas que viabilizaram os serviços da Sesap porque ela veio ocupar o vazio deixado pela ausência de concurso. Na contramão disso, nós empregamos um volume de recurso financeiro que abala a saúde financeira da Sesap. O que vem se tornando mais grave é que mesmo com a boa vontade dessas cooperativas no sentido de buscar profissionais médicos, nós temos dificuldades de encontrar profissionais no mercado, como é o caso da UTI Pediátrica do Hospital Maria Alice Fernandes. Ainda há as outras categorias. Por isso, o processo seletivo é emergencial. O Governo não tem outra alternativa a não ser realizá-lo.

Diante desse gargalo financeiro, centralizar os serviços é visto como uma saída por alguns especialistas da saúde. A avaliação da Sesap é a mesma?
Nós estamos fortalecendo o hospital de Caicó, um  hospital estratégico, e o de Currais Novos. Em contrapartida, nós temos na mesma região de saúde um equipamento que é chamado de hospital em Acari, mas só é unidade de pronto-atendimento. No entanto, ele está disputando a mesma quantidade de verbas com Caicó e Currais Novos. Aquela região não precisa de três unidades. Basta duas que funcionem, e não três fazendo de conta. O que estamos fazendo é justamente centralizar: dando a verba que iria para o hospital de Acari para Currais Novos e Caicó. Em Caicó, por exemplo, nos estamos reformando o pronto-socorro, UTI com 10 leitos e a instalação de um tomógrafo, além de equipamentos para realizar cirurgia de ortopedia. Isso sim é assistência, e não o discurso fácil de que eu estou fechando hospitais. Pelo contrário: eu estou fazendo um hospital funcionar. Acari tem atividades municipais e, portanto, não precisam ficar sobre a alçada do Estado.

Isso significa dizer que o plano de municipalizar alguns hospitais ainda está de pé...
Isso é completamente à parte à situação, mas está de pé. Aquilo é com base em um relatório do Tribunal de Contas há mais de dois anos. Eu estou tendo a coragem de lutar para fazer o processo menos danoso para a sociedade. Não é fechar os hospitais. O que está acontecendo é que há um verdadeiro desperdício do dinheiro público nestas unidades. A medida tem relação com a grave situação financeira do país. A palavra de ordem é: otimização dos recursos. Essas unidades exercem atividades da saúde municipal, por isso eu aposto nesses consórcios. Temos que evitar o desperdício do dinheiro público.


continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários