“Afronte – Festival de Cinema LGBTQIAP+” está com inscrições abertas para filmes (até 16/04) e oficinas (até 17/04)

Publicação: 2021-04-08 00:00:00
Afrontar o preconceito através da arte é, para alguns, uma questão de sobrevivência. O “Afronte – Festival de Cinema LGBTQIAP+” surgiu nesse contexto, e já está preparando sua segunda edição, de 05 a 09 de maio, em formato virtual. O evento está com inscrições abertas para filmes (até 16/04) e oficinas (até 17/04), com o objetivo de elaborar uma programação em que esse segmento da sociedade conte as próprias histórias e se posicione contra a intolerância e a exclusão.

Créditos: Divulgação“Automaquiagem Drag”, com Judson Andrade, mostra possibilidades e potências da arte drag“Automaquiagem Drag”, com Judson Andrade, mostra possibilidades e potências da arte drag

A edição do festival para 2021 segue no propósito de representar a pluralidade da sigla LGBTQIAP+, na frente e atrás das telas, mas desta vez não apenas por profissionais que ocupem o cargo de direção. A idéia é ampliar a representação para outros cargos chave, tendo em vista que um filme não se faz apenas pelo olhar da direção. O evento será de caráter competitivo e, além do júri popular, com votação por meio do site, haverá também o júri técnico, que premiará diferentes categorias por mostras.

A lista de filmes selecionados será divulgada no dia 26/04, nas redes sociais do festival. Além dos filmes, a programação contará também com as oficinas: “Ficção Como Arma de Guerra” (06/05), com Anti Ribeiro, que se dedica a estudar e elaborar torções de mundo (im)possíveis a partir da imaginação; “Automaquiagem Drag” (05 e 06/05), com Judson Andrade, cujo objetivo é conhecer as possibilidades e potências da arte drag, praticar a pintura facial e desenvolver o corpo como tela através da maquiagem criativa, usando materiais que temos no nosso cotidian.

Outra oficina é “Gênero e Representatividade LGBTQIAP+ no Audiovisual” (07 e 08/05), com Germana Belo, que tem a proposta de discutir a representatividade do segmento na indústria e narrativas audiovisuais, e debater como a intersecção de gênero e orientação sexual impõe problemáticas específicas que refletem na maneira como mulheres desse grupo vêm sendo representadas nas produções de cinema e televisão.

Créditos: DivulgaçãoGênero e Representatividade LGBTQIAP+ no Audiovisual”, com Germana Belo será outra oficinaGênero e Representatividade LGBTQIAP+ no Audiovisual”, com Germana Belo será outra oficina

O festival Afronte nasceu como uma forma de rebater os estigmas e preconceitos contra a comunidade LGBTQIAP+ que ainda costumam ser disseminados pelo cinema. A primeira edição, em dezembro de 2019, foi o primeiro festival de cinema do RN a trazer em sua programação apenas filmes dirigidos por profissionais LGBTQIAP+’s, priorizando as narrativas que dessem destaque ao protagonismo desse nicho. A curadoria buscou representar todas as letras da sigla, além de se atentar a importância do recorte racial e de gênero nos filmes selecionados. Entre os destaques da primeira edição estão os filmes “Bixa Travesty”, “Rafiki”, “Negrum3”, “Quebramar” e “Estamos Todos Aqui”.

A violência contra a população LGBTQIAP+ está diretamente conectada com a discriminação que transpassa a nossa sociedade. Em 2013, o Rio Grande do Norte foi considerado um dos estados mais violentos para o segmento no Brasil. Recentemente, em 2018, um mapeamento inédito, feito no estado pela ativista Rebecka de França (Atransparência-RN), mostra um cenário de violência moral, física e de exclusão sobre a população LGBTQIAP+. Em nível internacional, o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e também é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo.

Serviço:
Inscrições para o 2º Afronte - Festival de Cinema LGBTQIAP+. 
Para filmes até 16/04, e oficinas até 17/04. Mais informações: https://www.afrontefestival.com.br