“Amélia”

Publicação: 2019-10-24 00:00:00 | Comentários: 0
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Itamar Ciríaco
itamar@tribunadonorte.com.br

Observando o twitter vejo surgir uma nova espécie pós-moderna de torcedor. O “Amélia”. Lembram daquela que era mulher de verdade, porque aceitava tudo que o marido canastrão fazia? Pois é, ao observar comentários sobre a matéria que escrevi na Tribuna do Norte, do último domingo (2), com dados, processos, números, etc, demonstrando anos de administrações, no mínimo, descuidadas, com as coisas dos principais clubes do Rio Grande do Norte, eis que identifico os “Amélias”. Esses são aqueles que, mesmo diante do óbvio, preferem criar teorias conspiratórias sobre aqueles que querem apenas derrubar seus pujantes clubes. Esquecem que jornalismo não é assessoria de comunicação. O processo de esclarecimento, de tornar público é o maior benefício da atividade jornalística para que debates sejam realizados, com o objetivo de aperfeiçoamento de relações, gestões, etc. Conhecer é o primeiro passo para evitar novos erros. Fechar os olhos para a realidade não torna o torcedor mais próximo do seu clube, pelo contrário. Quanto maior a participação dos torcedores, maior a fiscalização e menos riscos as agremiações correm. E, do outro lado, o gestor moderno é aquele que deixa claro, através de processos de transparência, tudo que está sendo feito, tomando decisões cada vez mais coletivas e debatidas.

“Amélia 1”
Ao longo dos anos, o que fez as mulheres abrirem os olhos para o fato de que ser “Amélia” não era o ideal foi a educação, a informação, o conhecimento. Conhecer é poder. Por outro lado, os homens, ao menos os que costumam honrar as calças que vestem, utilizam bom senso e o cérebro não apenas para separar as orelhas, começaram a observar em suas companheiras a igualdade. Surge aí o respeito amplo, de parte à parte. Assim deve ser a relação, respeitosa e não submissa. Essa deve ser a relação torcida/clube: Apaixonada, sempre. Fiscalizadora, todos os dias. Alienada, não. “Amélia”, nunca mais.

Atletismo
Tem RN nas pistas pelo mundo. O potiguar Flávio Gustavo Barbosa foi convocado pela Confederação Brasileira de Atletismo para o Campeonato Mundial de Doha, que será disputado de 27 de setembro a 6 de outubro, no Catar.

Praia
A primeira edição dos Jogos Mundiais de Praia, em Doha (Qatar), ficará marcada pelos recordes do Time Brasil. Além de ter enviado a maior delegação do evento, com 77 atletas, o país encerrou sua campanha como líder no total de medalhas da competição: 12 (5 ouros, 4 pratas e 3 bronzes). Pelo número de ouros, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás somente da Espanha, com 7. De toda essa galera premiada, apenas uma potiguar: Carol Lima. Num estado onde o litoral é um dos nossos maiores patrimônios (isso se o petróleo não continuar arrasando nossas praias), estranha o pouco investimento em esportes à beira e no mar. Principalmente se o leitor levar em conta o baixo custo para a prática de algumas dessas modalidades. Temos todas as condições climáticas, belíssimas praias, material humano indiscutível. Está na hora de voltarmos mais os olhos para as nossas potencialidades.

Voleibol
O Brasil segue com um dos principais países no voleibol. Um projeto sólido, com alta capacidade de renovação e especialização, apesar de alguns tropeços e da corrupção, sustenta as nossas seleções entre as melhores do mundo há décadas. Em 2019, findo o calendário, o balanço é positivo. A equipe masculina de vôlei disputou 45 jogos com a seleção principal no ano de 2019. Foram 42 vitórias. Apenas quatro resultados negativos, que vieram ainda no começo da temporada, na Liga das Nações, onde a equipe estreou sem tempo de realizar sequer um treino com o grupo completo. Depois disso, só vitórias no Campeonato Sul-Americano, amistosos, Memorial Wagner, Pré-Olímpico e Copa do Mundo. Na seleção feminina, foram 40 partidas e 30 vitórias, aproveitamento de 75%, novos nomes se firmando como destaque, como da oposta Lorene, e retorno de nomes importantes, como das campeãs olímpicas Fabiana e Sheilla.

Mundial
Uma ponta de inveja de não termos jogos do Mundial Sub-17 em Natal, mas reconhecendo que, pela localização de todos os jogos e pela distância do Rio Grande do Norte, não teríamos chance, apesar da Arena das Dunas e de saber que os públicos seriam interessantes na capital potiguar. A Seleção Brasileira Sub-17 joga contra Canadá e Nova Zelândia. As partidas serão disputadas no Bezerrão no sábado (26) e na terça-feira (29). Nos gramados do Planalto Central, o potiguar que queria ser vaqueiro, Gabriel Veron, camisa 7 do Brasil vai desfilar o seu talento. Garoto de Assu, não nos deu a chance de ver por aqui muito da bola que joga. O Palmeiras agradece os títulos e o cofre cheio depois que ele for negociado para um grande clube europeu. Boa sorte ao Brasil e ao Veron.

Feminino
A técnica Pia Sundhage anuncia, nesta quinta-feira (24), às 15h, a lista das 23 jogadoras convocadas para os próximos jogos preparatórios da Seleção Brasileira Feminina. O Brasil participará do Torneio Internacional de Futebol da China, em Chongqing, na próxima Data FIFA, entre os dias 4 e 12 de novembro. A competição terá quatro jogos que serão disputados em rodadas duplas. O primeiro adversário do Brasil será o Canadá, na quinta-feira (7), às 5h (Horário de Brasília). Em seguida, às 8h35 (Horário de Brasília), China e Nova Zelândia se enfrentam. Os dois vencedores passam automaticamente para a final. O Torneio Internacional será disputado na última Data FIFA do ano.






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