“Arrecadação mostra vigor da recuperação” diz Guedes

Publicação: 2021-01-26 00:00:00
O ministro da Economia, Paulo Guedes, que fez um pronunciamento no início da coletiva à imprensa que apresentou os dados da arrecadação federal em 2020, mas não respondeu a questões dos jornalistas, disse que o resultado mostrou que não houve "colapso" das receitas no ano passado. O ministro enfatizou que a queda na arrecadação foi bem menor do que a prevista inicialmente pelos economistas. 

Créditos: Arquivo TNPaulo Guedes destacou que a queda na arrecadação foi bem menor do que a prevista inicialmentePaulo Guedes destacou que a queda na arrecadação foi bem menor do que a prevista inicialmente

"Queda (nominal, sem levar em conta a inflação do período) de 3,75% da arrecadação, no ano de desafio para a economia, é resultado excelente. Essa queda de 3,75% da arrecadação em 2020 em termos nominais é uma 'queda branda', dada a gravidade do fenômeno (da pandemia)."

O ministro voltou a citar medidas tomadas pelo governo durante a pandemia de covid-19 como a redução do imposto de importação de produtos hospitalares, a suspensão da cobrança do IOF sobre operações de crédito e a prorrogação no pagamento de impostos em mais de R$ 80 bilhões no auge da crise. A expectativa era de que R$ 85 bilhões em pagamentos atrasados fossem quitados ainda em 2020, mas só R$ 64,4 bilhões entraram nos cofres públicos.

O ministro da Economia defendeu a vacinação em massa da população brasileira contra a covid-19, o que, segundo ele, irá garantir o retorno seguro ao trabalho. "Um recado que eu deixaria é: primeiro a vacinação em massa. Estamos no país do Oswaldo Cruz. Parabéns à Fiocruz, parabéns ao Butantan, parabéns à Anvisa, às Forças Armadas que ajudam na logística da distribuição. E parabéns com louvor aos profissionais de saúde que estão à frente nessa guerra contra a pandemia", afirmou. "A vacinação em massa é decisiva e um fator crítico de sucesso para o bom desempenho da economia logo à frente", completou.

O secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, afirmou que houve uma "crescente recuperação" da arrecadação a partir de agosto de 2020, na esteira da retomada econômica. Segundo ele, isso ocorreu após a forte queda observada no início da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com Tostes, o resultado da arrecadação de 2020 - de queda nominal de 3,75% em relação ao observado em 2019, quando não havia a pandemia - pode ser considerado "excelente". "De janeiro a junho de 2020, a queda real acumulada era de 15%. Então, chegar ao fim do ano com uma queda real de 6,9% é positivo", disse o secretário especial da Receita Federal, José Tostes. Segundo ele, há uma perspectiva positiva para o PIB deste ano e a tendência é que a arrecadação acompanhe esse movimento.

Ele acrescentou ainda que as perspectivas para a arrecadação no mês de janeiro deste ano são positivas. "Ao fechar a arrecadação de janeiro, poderemos atestar a tendência de crescimento iniciada em agosto", afirmou o secretário.

Durante entrevista coletiva à imprensa, Tostes foi questionado sobre o fato de a alta real (atualizada pela inflação) da arrecadação ter desacelerado nos últimos meses. Sucessivamente, houve elevação de 9,56% em outubro, 7,31% em novembro e de 3,18% em dezembro do ano passado.

"A comparação mês contra mês não é adequada, porque há sazonalidades específicas, que impactam de forma diferente. Há meses de vencimentos de tributos", lembrou Tostes. Segundo o secretário, os dados de janeiro e de fevereiro poderão confirmar ou não a tendência de alta iniciada no ano passado, após a arrecadação sofrer forte queda nos primeiros meses da pandemia do novo coronavírus.