A arte de reviver as aventuras

Publicação: 2011-08-20 00:00:00 | Comentários: 0
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Cinquenta e cinco anos depois de uma histórica viagem de barco feita pelo ex-governador Sílvio Pedroza de Natal até Fortaleza, o iatista Érico Amorim acaba de refazer parte do percurso tanto para lembrar o feito como para homenagear o então governador-navegador, que foi um dos fundadores do Iate Clube de Natal.
O velejador Érico Amorim conta os detalhes de sua epopeia
Terminado seu governo (1952-1955), Sílvio Pedroza foi nomeado Diretor do Banco do Nordeste, que tem sede em Fortaleza, e foi assumir o honroso posto em seu barco a vela.  Tal viagem, feita em companhia dos amigos Ulisses Cavalcanti e Osório Dantas, em agosto de 1956, foi uma aventura sensacional e pitoresca. Munidos de uma bússola e cartas náuticas, os navegadores chegaram festivamente a Fortaleza onde foram recebidos pelo então governador do Ceará, Paulo Sarasate.

A viagem do ex-governador Sílvio Pedroza motivou os navegadores Érico Amorim e Nelson Matos a se fazerem ao mar e repetirem a histórica navegada. No entanto, Nelson Matos optou por outra aventura de barco até o Caribe, enquanto que Erico Amorim deu continuidade ao projeto de homenagear o ex-governador. Para realizar a jornada oceânica, Amorim enfrentou o maior desafio do nosso litoral:navegar contra os ventos de agosto e as correntes marítimas, que chegam a quase dois nós nessa época do ano.

Era início de Agosto quando Érico Amorim se fez ao mar em companhia dos navegadores Olmiro Eder e José Dias. A tripulação se sentia entusiasmada por estar revivendo, 55 anos depois, uma navegada histórica.

A navegada teve sabor de aventura, com muitas dificuldades enfrentadas. Um fato, porém, foi marcante para o Capitão Érico: “Do Mar, conseguimos ver o Pico do Cabugi, bem nítido, sobressaindo na paisagem, como disse o historiador Lenine Pinto quando se referiu ao descobrimento do Brasil”, conta Érico.

Durante a viagem náutica original do ex-governador Sílvio Pedroza até Fortaleza, algumas paradas pelas praias ao longo do trecho foram minuciosamente anotadas pelo companheiro Osório. As informações e relatos foram transmitidos tempos atrás para o navegador Érico Amorim, que transcreveu tudo em seu livro DEZ MIL MILHAS DE UM CAPITÃO AMADOR.

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