A bateria do seu automóvel

Publicação: 2020-03-22 00:00:00
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Dicas que ajudam a aumentar a vida útil desse equipamento.

A "bateria" do carro é um item que muitas vezes não recebe a atenção devida. O resultado do descuido é notado nas ruas. Afinal, quem nunca ficou na mão.

Os cuidados com a "bateria" devem ser constantes, sobretudo no inverno, visto que, no frio, o óleo fica mais denso e faz com que a ela demande uma ajuda extra para ligar o motor do carro. Em média, uma "bateria" dura de 2 a 3 anos e, ao longo do tempo, vai perdendo a sua capacidade de reter energia elétrica. Certos vícios podem diminuir sua vida útil, deixando o motorista na mão quando ele menos espera. Para evitar constrangimentos, o mecânico Alexandre de Lucca alinhou algumas DICAS.

1 . Use o carro
Quanto mais o carro transita, mais a "bateria" dura. Parece contraditório, porém, se ela ficar imóvel por um longo período de tempo, ocorre o processo químico conhecido comosulfatação, que diminui a vida útil desse item. O recomendado é que se ligue o motor do carro pelo menos  uma vez por semana e deixe-o funcionando durante 5 minutos.

2 . Partida do motor do carro
Não deixe nenhum equipamento ligado no momento da partida. A "bateria" é a fonte de energia para todos os equipamentos elétricos do automóvel, sendo assim, quanto mais equipamentos ligados, maior será o desgaste para alimentá-los ao mesmo tempo. Portanto, atenção aos faróis, rádio e ar-condicionado antes de dar a partida.

3 . Equipamentos elétricos
Evite o uso de equipamentos elétricos com o veículo desligado.
Assim como não é bom deixá-los ligados no momento da partida, utilizar os equipamentos elétricos com o carro desligado causa um desgaste desnecessário da "bateria". Sempre que estacionar, verifique se não esqueceu nada ligado antes de sair do veículo.

4 . Capacidade da bateria
Verifique a capacidade suportada pela "bateria" e pelo alternador antes de instalar algum aparelho novo. Evite instalar acessórios não originais, isso pode comprometer o consumo da "bateria". Exigir mais do que ela pode entregar diminui o seu tempo de vida útil.

5 . Faça revisões preventivas
É importante realizar consultas especializadas a cada 6 meses no automóvel. Se a "bateria" apresentar algum sinal de falha, como sons incomuns ou dificuldade na hora de dar partida do motor do carro, procure uma oficina. Você pode evitar complicações maiores tratando um pequeno problema logo do início.

6 . Cuidado com o alternador
O alternador, equipamento que serve para transformar energia mecânica em energia elétrica, é uma das peças mais importantes do carro. Por isso,  é válido escolher um alternador que tenha a mesma amperagem da "bateria" do seu automóvel, a fim de evitar danos ao equipamento. Exemplo: se a "bateria" for de 60 ampères e o alternador de 45, na hora da carga ela perderá 15 ampères. Isso, a longo prazo, reduz a vida útil da "bateria".


O STF e o uso do "bafômetro"
O plenário do Supremo Tribunal Federal vai analisar se é constitucional a regra do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) que pune o motorista que se recusa a fazer o "teste" do bafômetro.Pelo código, quem se recusa a fazer "teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa" comete infração gravíssima, pode ser punido com multa, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da habilitação e retenção do veículo.

Os ministros decidiram, por unanimidade, reconhecer a "repercussão geral" do tema. Isso significa que o entendimento fixado pela Corte na análise de um caso concreto, específico, será estendido a processos que correm em instâncias inferiores.

A votação no plenário virtual do STF terminou dia 28 de fevereiro do ano em curso, e o voto de Luiz Fux, ministro relator, foi seguido pelos outros magistrados. A data para a análise do tema ainda não foi definida.

O processo a ser analisado pelo STF chegou à Corte em agosto de 2019. O Detran do RS recorreu ao Supremo para rever uma decisão que anulou a multa aplicada a um motociclista  daquele Estado, que

se recusou a realizar o teste, mas os advogados afirmam que ele não ingeriu álcool, e que só não fez o teste porque não confiava no aparelho.

A defesa argumentou que a recusa de realizar o teste é uma garantia constitucional, visto que uma pessoa não é obrigada a produzir provas contra si mesma. "A recusa de realizar o teste do etilômetro se trata de garantia constitucional, que não pode ser considerada ato ilícito por norma infraconstitucional".

"Recusa em fazer teste do bafômetro configura infração, independente da embriaguez," decide Justiça do Distrito Federal. Para o Detran gaúcho, a regra incluída no CTB em 2016 está de acordo com a Constituição, e foi aprovada pelo Congresso Nacional, para dar "tratamento severo aos casos de embriaguez ao volante, considerando os fatos e as estatísticas, que apontam a total incompatibilidade entre álcool e direção".

No voto, Fux considerou que o tema deve ser analisado pela Corte, porque a discussão trazida pelo recurso é "relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico. O tema revela potencial impacto em outros casos, tendo em vista a atuação dos órgãos de fiscalização integrados ao Sistema Nacional de Trânsito", afirmaFux.

Fux também é relator de uma ação no STF que contesta outros pontos da "Lei Seca", sem relação direta com a recusa ao teste do bafômetro.














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