A bola começa a rolar...

Publicação: 2018-01-14 00:00:00 | Comentários: 0
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América

Um ano de desafios. É assim que será o 2018 do América de Natal, com a difícil missão de voltar a ser campeão estadual após dois anos de jejum além de subir à Série C, divisão a qual está mais habituado a disputar.

Em pré-temporada desde meados de novembro, o clube é o que está a mais tempo trabalhando mas nem por isso chega mais forte que os adversários. Esse é o pensamento do técnico Leandro Campos, que prega respeito aos sete adversários  e quer repetir os feitos quando treinou o rival ABC, quando foi bicampeão estadual.

Mantendo boa parte do time que encerrou a Série D no ano passado e montando um time com suas indicações e um planejamento integrado com a diretoria, Campos vai contar com nomes já conhecidos pela torcida e algumas apostas jamais vistas em solo potiguar. Nomes como Juninho Tardelli, Betinho, Janderson, Mateusinho e  Adriano Pardal ou enfrentaram o alvirrubro no ano passado, ou já vestiram vermelho em outras temporadas.

Além do pacote de pelo menos 14 reforços, incluindo os já citados, Campos também vai contar com a integração de jogadores da base, tão enfatizada pelo novo presidente Eduardo Rocha em sua gestão.

Os goleiros Ewerton e Caio, o lateral Van Van, o volante Juninho, o meia Anthony e o atacante Thyago são os jovens campeões estaduais do sub-19 a integrar o elenco profissional. Mesmo com o desempenho abaixo do esperado na Copa São Paulo de Futebol Jr, o técnico garantiu que isso nada muda no planejamento.

ABC


Mesmo obrigado a se dobrar a crise financeira, que vem abatendo o clube desde o ano passado, o ABC se não teve como ir ao mercado buscar jogadores considerados de primeira linha para disputa do Campeonato Estadual, usou da imaginação, trouxe jovens promissores, manteve a folha salarial, mas tem como grande trunfo na luta pela conquista do tricampeonato estadual o reotrno do ídolo Wallyson.

No mais a grande aposta da diretoria foi na manutenção dos jovens revelados nas categorias de base e que terminaram a temporada passada como atração, na disputa da reta final da Série B. A pedido do treinador Ranielli Ribeiro, quase todo o grupo foi mantido, à excessão do lateral-esquerda Eltinho e dos atacantes Dalberto e Berguinho.

Com isso, o clube aposta no bom entendimento e no entrosamento já existente entre a equipe para batalha rumo a conquista de mais um título.

Além dos atletas que ficaram, o clube trouxe outros 14 reforços e subiu mais quatro garotos das divisões de base para completar o elenco. Os dois últimos atletas a se integrarem ao grupo foram justamente Wallyson e Higir Leite, esse revelado pelas divisões de base do Fluminense. 

Apesar de ter apostado na juventude, Ranielli Ribeiro está satisfeito com o material que possui para trabalhar.

“Esses garotos vindos do Iternacional, por empréstimo, têm muita qualidade. Estão me surpreendendo de forma bem positiva e se engana quem pensa que o ABC terá um grupo enfraquecido”, disse o treinador.

Globo


Desde que joga a primeira divisão do campeonato potiguar, em 2013, nunca o time de Ceará-Mirim entrou no estadual com tanta confiança e tão embalado na disputa pelo seu primeiro título do torneio regional. Afinal, se no ano passado os times da capital potiguar decepcionaram nas competições que disputou, o Globo destoou e conseguiu um acesso inédito à Série C além de garantir a disputa na Copa do Nordeste.

Em 2018, duas metas aparentam ser as principais: conquistar enfim o estadual e se consolidar na terceira divisão do futebol nacional. Luizinho Lopes foi mantido no cargo e com ele, cerca de 90% do elenco também vestirá tricolor em 2018. Como ele mesmo tinha dito no ano passado, a ideia era trazer poucos nomes, estes, que seriam pilares para os jovens jogadores que ascendem do ninho do Globo.

Desembarcaram em Ceará-Mirim o goleiro Wellington (campeão da Série C em 2010 com o ABC), o volante Galiardo (Brasil de Pelotas) e os atacantes Alex Sandro (ex-Juazeirense), Vanger (campeão da Série C com o CSA).

Mesmo com a chegada de nomes experientes e rodados, Luizinho Lopes garantiu que os atletas que já jogavam no Barrettão têm preferência.

Força e Luz


De volta à elite do futebol potiguar após dois anos, o Força e Luz não quer ser apenas um coadjuvante no campeonato potiguar. A ideia é entrar no torneio para brigar por uma vaga na Série D e quem sabe, atrapalhar a vida dos grandes clubes da capital potiguar.

O time da Pajuçara vem embalado após conquistar o acesso no ano passado, após bater na trave em 2016, quando o Santa Cruz ascendeu. Na segundona do ano passado, o clube derrotou adversários tidos cascudos como o Mossoró, Atlético Potiguar e o Palmeira de Goianinha, que brigaram ponto a ponto pelo acesso. O feito, inclusive, fez com que o time se tornasse o primeiro do estado a ser tricampeão da segunda divisão: 1964, 2014 e 2017. A renovação do técnico Higor César foi tida como um dos pilares para o projeto do Força e Luz.

Do time que terminou a segundona, poucos atletas foram mantidos. Ficaram no tricolor da zona norte os goleiros Pedrinho e Yuri, o lateral-direito Tangará, os zagueiros Ignácio e Jefferson e o atacante Binha. Entre as contratações, a de maior destaque é sem dúvida o volante Ricardo Baiano, com passagens em outros quatro clubes do futebol potiguar. Aos 37 anos, ele veio ao Força e Luz devido ao técnico Higor César e quer escrever uma história diferente.

Potiguar

Do time titular do Potiguar que encara o Assu neste domingo, 14, na abertura do Campeonato Estadual, em relação à equipe da última temporada, são remanescentes apenas o defensor Romeu e o meia Jozicley.  Ou seja, o alvirrubro entra na edição 2018 com um time todo reformado, resultado da falta de calendário de jogos da temporada passada, o que gera a sazonalidade, e também da falta do futebol em progressão.
Com os principais clubes em crise, a tendência é que o Estadual seja mais equilibrado, podendo aparecer uma grande surpresa
Com os principais clubes em crise, a tendência é que o Estadual seja mais equilibrado, podendo aparecer uma grande surpresa

Até os atletas mais jovens, geralmente da casa e região, o clube precisou “catar” em cima da hora para completar o elenco. Lembrando que a participação de seis jogadores até 23 anos de idade na relação das partidas será obrigatória na competição, uma forma encontrada pelos organizadores do evento a fim de motivar e “garimpar” novos valores nos clubes.

Foram contratados até o momento 18 atletas profissionais este ano e o restante do elenco alvirrubro é completado por atletas jovens e que buscam afirmação na carreira. Sem dinheiro e com dívidas a pagar da temporada passada, o Potiguar chegou a ameaçar sua desistência no Estadual. Precisou então trocar de diretoria e receber o “sim” de alguns parceiros para evitar o que seria pior e agora quer driblar a crise.

Assu


Disposto em voltar a disputar um título estadual, o ASSU apelou para um velho conhecido do público potiguar para comandar sua equipe: Neto Mathias. Natural do Vale do Açu o comandante do Camaleão resolveu mesclar juventude com experiência para conseguir o equilíbrio perfeito do seu grupo.

Uma das principais apostas na atual temporada é o atacante Anderson Kamar, que atuou no futebol piauiense pelo  River-PI, sendo artilheiro da Copa Piauí de 2012, no Cori-Sabbá, no Piauiense de 2014 e no Picos - PI, ele também já teve passagem pelo Potiguar de Mossoró e chega como esperança de gols em Assu.

Neto Mathias aposta que a equipe pode fazer mais que no ano passado, quando falhou nos momentos decisivos e perdeu a chance de garantir presença na Série D, bem como disputar o título do segundo turno contra o ABC, justamente devido a uma derrota inesperada contra o América dentro do Estádio Edgard Montenegro.

O comandante do Camaleão ressalta que tudo vai depender da qualidade do grupo, que tem qualidade e pegando confiança, tendo boas atuações já no início, terá tudo para brigar em igualdade de condições contra os favoritos ao título.

Baraúnas

Faltando um mês para começar o Campeonato Estadual, o Baraúnas ainda não sabia se participava da competição. Motivo: falta de apoios, contas pendentes de 2017 e o distanciamento dos tradicionais abnegados.

 Depois de consultar a Federação a quem pediu apoio e também ter tido promessas de parcerias com o Poder Executivo, o tricolor confirmou a participação no evento em cima da hora.

 Por isso, a pré-temporada do Leão foi apressada, apenas três semanas de trabalho, sendo ultimo clube dos oito participantes a iniciar a preparação.

 Ainda assim, nesse período, o clube sofreu mudança no comando superior técnico, saindo de cena Cícero Ramalho, chegando o ex-lateral-esquerdo do clube, Agnaldo Fidelis, para treinar a equipe. Cícero optou por tentar a sorte no futebol espanhol seja como treinador ou até mesmo representante de atletas.

 Agnaldo era plano B do clube para suceder Cícero, pois a preferência dos dirigentes leoninos era por Edinho Cardoso por sua maior experiência no futebol, mas o treinador não chegou a um entendimento com a diretoria.

 Com problemas financeiros, o tricolor utilizou da política do gênero “bom e barato” para montar o seu elenco; estipulou um teto salarial.

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