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Política
‘Candidatura não enfraquece base do governo’, diz Rafael
Publicado: 00:01:00 - 11/05/2022 Atualizado: 21:59:28 - 10/05/2022
O presidente estadual do PSB,  deputado federal Rafael Motta, reafirmou que o seu projeto político nas eleições de 2022 é mesmo disputar a única cadeira de senador da República. “Nós temos pesquisas informais que é  o apoiamento espontâneo da população”, disse ele, achando que que isso não enfraquece  a base da governadora Fátima Bezerra (PT), beneficiando o pré-candidato do PL, ex-ministro Rogério Marinho, que também concorre com o pré-candidato do PDT, ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves. As declarações do deputado foram ao “Jornal da Manhã”, programa da rádio Jovem Pan News Natal (93,5 FM).

Reprodução
Durante entrevista à Jovem Pan News Natal, Rafael Motta garantiu que mantém a candidatura

Durante entrevista à Jovem Pan News Natal, Rafael Motta garantiu que mantém a candidatura


“Estão analisando o que tem sido colocado publicamente em relação a algumas pessoas que fazem parte da administração do governo, uma minoria que não entende de política e talvez não acompanhe muito o que está na cabeça da população e tem defendido, respeitosamente, o nome de Carlos Eduardo. Mas as pessoas não querem votar nele”, disse Rafael Motta.

Na hipótese da governadora vir  a lhe pedir para desistir da pré-candidatura a senador, Rafael Motta avisou que “vai discordar, porque o que está prejudicando o trabalho dela, talvez seja esse tipo de associação que está acontecendo”.

Na avaliação de Rafael Motta, “tem que se analisar o passado e o histórico de cada um, três anos e meio atrás é muito recente. O Rio Grande do Norte está acostumado a não aceitar esse tipo de composição e formação [de recentes adversários, historicamente tem rejeitado esse tipo de composição”.

O parlamentar também declarou que “é um político muito cuidadoso, de não dar o passo maior que as pernas e nem chegar invadindo espaço de ninguém para empurrar goela abaixo”. Mas ressalvou que sua pré-candidatura a senador “é um assunto que vem sendo discutido desde agosto do ano passado, inclusive na presença do ex-presidente Lula”.

“Eu disse, claramente, que se fosse necessário e meu nome tivesse viabilidade mais do que qualquer outro  para derrotar o Bolsonarismo, estaria à disposição”, continuou Motta, que sequenciou: “E assim, reiteradas vezes em articulação nacional e com a própria Gleisi Hoffmann (presidente nacional do PT e deputada federal pelo Paraná), só que de um dia para a noite a gente viu uma formatação de chapa que não tem sido aceita pela população”.

Ele afirmou que teve o cuidado de conversar com nomes históricos e militantes petistas. “As pessoas dizem que o PT tem de defender quem defende os trabalhadores. E afirmam que tenho sido parceiro da governadora da bancada do PT”.

Segundo ele, não está sendo criada nenhuma dificuldade para a governadora, mas o que pode dizer “é que a população precisa de um legítimo representante que tenha coerência nas suas ações.”

Rafael Motta afirmou que durante a Marcha dos Prefeitos e Vereadores, na semana retrasada em Brasília, “o comentário era esse: “a gente não consegue nem pedir voto para os pré-candidatos que aí estão”, porque um é conhecido pela população brasileira como “pai das reformas, tirou direito do trabalhador, dificultou aposentadoria do brasileiro”, enquanto o outro “é uma incógnita, a gente não sabe como vai caminhar, três anos atrás estava pedindo voto pra Bolsonaro e agora é “lulista” de carteirinha”.

Para Rafael Motta, “essa falta de coerência na política a população já não aceita mais, por isso disponibilizou se nome. Na verdade, segundo o deputado, sua pré-candidatura ao Senado “vem sendo conversada há muito tempo”, desde agosto do ano passado, quando o ex-presidente Lula esteve em Natal e acenou para ter o deputado federal Walter Alves (MDB) como companheiro de chapa da governadora Fátima Bezerra.

“Há legitimidade para incluir nome nas pesquisas”
Apesar de ter se empenhado na formação de uma pré-chapa proporcional, Rafael Motta disse que, antes de ser deputado e ter projetos pessoais, é um dirigente de partido: “O papel de um bom dirigente partidário é pensar coletivamente, então a gente montou uma boa nominata de deputado estadual, uma excelente nominata de deputado federal e acho que o partido tem legitimidade de pedir a inclusão do nosso nome nas pesquisas, isso é natural”. Segundo o deputado, o resultado das eleições para deputado federal “só se vai saber no dia, mas a nossa perspectiva  é de eleger dois deputados”.

O parlamentar disse que acompanhou a entrevista de Rogério Marinho na rádio Jovem Pan News Natal, e achou “bastante curioso fazer crítica a governadora”, mas cobrou porque  o eventual concorrente ao Senado Federal “não colocou o seu nome à disposição para disputar o governo de Estado, já que tem tanto conhecimento de causa e o  potiguar apela por uma reconstrução do Rio Grande do Norte”.

A respeito do fato de Rogério Marinho ter alegado que atendeu pleito do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Rafael Motta acha que “faltou um pouco de coragem”, porque sabe da “pouca viabilidade e do pouco apreço que o povo tem por ele”. Rafael Motta ressalvou que o ex-ministro foi companheiro de bancada federal em Brasília, “mas sabe que foi rechaçado e não conseguiu a reeleição, porque a gente colhe o que a gente planta”.

Para Motta, a defesa da reforma trabalhista foi primordial para ele ter insucesso na reeleição. 

Motta também disse que as críticas direcionadas por Marinho ao ex-prefeito Carlos Eduardo “é uma situação entre eles”.

Rafael Motta conta que foi o parlamentar reeleito mais votado em 2018, mesmo tendo o apoio de poucos prefeitos e em oposição ao governo federal e estadual, “isso demonstrou que eu estava no caminho certo e correto”, enquanto o então deputado Rogério Marinho, apesar de ter o apoio do  governo Temer, “emendas extras e todo tipo de benefício, não conseguiu sucesso, as pessoas esquecem que têm de estar do lado da população para pedir o voto e sair às ruas”. 

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