A Catita voltou adaptada ao “novo normal”

Publicação: 2020-08-14 00:00:00
O Buraco da Catita está de volta - mas daquele novo jeito, claro. O bar e casa de shows que durante 12 anos se tornou uma marca da noite natalense e do bairro da Ribeira, reabriu as portas na semana passada sob autorização de decreto, obedecendo as restrições de segurança higiênica impostas pela pandemia, e ainda tentando achar o ritmo dentro da atual normalidade. Quem curte sair para um sambinha vai ter que exercitar ainda mais o seu “miudinho” entre uma mesa e outra. A programação, por enquanto, está restrita ao sábado.

Créditos: DivulgaçãoLocal reabre para receber o público cumprindo com as determinações dos órgãos de saúdeLocal reabre para receber o público cumprindo com as determinações dos órgãos de saúde

“Estamos cumprindo todas as normas do decreto. Tomamos todos os cuidados possíveis para que o público da Catita, que é muito cativo, retornasse com segurança”, afirma o proprietário Marcelo Lima à Tribuna do Norte. Para começar, a casa tem novo horário: das 18 às 23h, então a Catita agora funciona em ritmo de happy hour. Chegando ao local, o cliente encontra todos os funcionários de máscara. O segurança da entrada mede a temperatura do cliente e oferece o álcool em gel.

Sambinha acústico

No interior da casa, todas as mesas estão a dois metros separadas umas das outras. Todas têm álcool em gel para uso. O palco ainda conta com a música ao vivo, mas restrito a dois músicos, no máximo. O som deste sábado ficará por conta do cantor Pedro Villar, que vai tocar hits e clássicos do pagode em versões acústicas. A limitação de músicos torna o formato acústico o mais viável para o momento. A programação vai se manter assim por um bom tempo.

O Buraco da Catita promoveu a primeira noite de reabertura após cinco meses fechado, na semana passada. “A recepção foi inicialmente fraca. Havia ainda a preocupação no ar. As pessoas vieram sabendo que esse é o momento de ficar todo mundo sentado em suas mesas, sem aglomerar e com espaço restrito”, conta Marcelo. Ele tentou reabrir com programação sexta e sábado, mas devido o pouco público, decidiu focar por enquanto em apenas um dia. “Optamos por ficar só no sábado, porque é um dia com apelo maior. O Catita é a casa do sábado, do samba”, ressalta.

Para Marcelo, o primeiro desafio desse retorno com restrições é provar ao público que ele está seguro. “Vamos mostrar que o Catita está preparado, que a qualidade musical continua alta, e que é um ótimo programa sair de casa com segurança, escutar um sambinha, desopilar, e ainda voltar cedo pra casa”, diz. A ideia é entrar no pique de happy hour, que é chegar cedo e ficar na mesa bebendo, comendo, conversando e ouvindo a música. A volta da sexta, segundo o proprietário, ficará em estudo, dependendo da recepção da clientela.

Assim como todo produtor ou empresário que trabalha com música, noite e lazer, Marcelo Lima considera que o momento se mantém delicado e com projeções indefinidas. “A expectativa ainda é uma indefinição. Na verdade eu espero que com o passar do tempo as pessoas vão se acostumando, o número de transmissões caia, e elas se sintam mais seguras pra sair. E com o tempo volte ao normal, podendo juntar mais pessoas com segurança”, diz.

O Buraco da Catita ganhou importância na cena cultural natalense ao promover o resgate do samba na cidade no final de 2000. Nasceu como uma iniciativa de músicos que tocavam abertamente na Cidade Alta, e com o tempo desceu para a Ribeira a partir de 2008, ocupando o espaço onde está até hoje na Rua Câmara Cascudo. O local conta com dois ambientes, um salão com dois bares, o palco, mesas e seis banheiros (quatro femininos e dois masculinos) e, ainda, tem a parte externa com mesas ao ar livre e um bar.

Serviço:

Buraco da Catita.

Aberto no sábado, das 18 às 23h, Rua Câmara Cascudo, 185, Ribeira.

Entrada: R$20 (individual) e R$60 (mesa). Ingressos, reservas e mais informações pelo 99835-1314.