“Com confiança, fico”

Publicação: 2021-01-28 00:00:00
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O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, foi direto ontem ao ser perguntado, pelo economista Sany Dana, no programa “Pânico no Rádio”, sobre uma possível saída do cargo para ser substituído pelo atual presidente do Senado Davi Alcolumbre. "Eu não fiz concurso público para ser ministro. Nem tenho mandato. Enquanto tiver a confiança do presidente [Jair Bolsonaro], vou estar aqui [no Ministério]. E estou confortável onde estou", disse Rogério Marinho.

Votações na Câmara 
A Câmara Municipal se reúne nesta quinta-feira, em sessão extraordinária para as votações dos projetos de decreto legislativo que fixam “o valor a ser utilizado como incentivo cultural para o exercício 2021” e “o valor a ser utilizado como incentivo ao Programa Municipal de Apoio e Promoção ao Esporte – Promape”. 

Os vereadores também vão apreciar o projeto que “altera o Regimento Interno da Câmara Municipal, reorganizando a estrutura de suas Comissões Permanentes”.

Possibilidade de substituição 
O vice-presidente Hamilton Mourão disse que o governo federal poderá substituir o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após as eleições da presidência da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro. Alinhado ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, derrotado pelo democrata Joe Biden, o chanceler colecionou atritos com a diplomacia chinesa, de quem o Brasil depende para receber vacinas e insumos para a fabricação de imunizantes. "Julgo que, num futuro próximo, após a questão das eleições dos novos presidentes das duas casas do Congresso, poderá ocorrer uma reorganização do governo para que seja acomodada, vamos dizer assim, a nova composição política que emergir desse processo", afirmou Mourão, em entrevista à Rádio Bandeirantes. "Então, talvez, nisso aí, alguns ministros sejam trocados, entre eles o próprio MRE (ministro das Relações Exteriores)."

Pedido de impeachment
Presidentes e líderes dos cinco partidos de esquerda na Câmara dos Deputados, além da Rede, apresentaram ontem mais um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Com este, deve chegar a 59 o número de representações protocoladas contra o chefe do Executivo pendentes de análise dos deputados. Cabe ao presidente da Casa analisar e dar início aos processos. Na peça divulgada ontem, os partidos argumentam que Bolsonaro cometeu "crimes de responsabilidade em série" na condução da pandemia do coronavírus. O pedido cita o colapso da saúde em Manaus, onde pacientes de covid-19 morreram por asfixia após os estoques de oxigênio de hospitais acabarem, e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir. O documento é assinado por Rede, PSB, PT, PCdoB, PSOL e PDT, que reúnem 129 deputados.

Eleição da Fecam - O advogado Wolney França (PSC) que ano passado foi o vereador mais votado de Parnamirim, defende a união dos legislativos para composição da nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), no biênio 2021-2022. A eleição será no próximo dia 5 de fevereiro.  Wolney está se somando a chapa encabeçada por Paulinho Freire (PDT), que preside a Câmara Municipal do Natal. 

Sem participação 
O governo federal informou em nota ontem que não tem participação nas negociações conduzidas por empresários para a aquisição de vacinas contra a covid-19. Segundo o comunicado oficial, o governo não possui contratos com a iniciativa privada e não há recurso público envolvido nas negociações dos imunizantes. "Informamos que o governo federal não possui contrato oneroso com empresas privadas nacionais para aquisição de vacinas em seu nome, portanto, não há dinheiro público envolvido na eventual negociação entre o empresariado brasileiro e a empresa AstraZeneca", relatou o governo. De acordo com a nota, o governo foi procurado na semana passada por um grupo de empresários para a aquisição de 33 milhões de doses da vacina produzida pela AstraZeneca, "porém, não há e não houve o envolvimento do governo nessas negociações". Ontem, o presidente Jair Bolsonaro se disse favorável à ideia de compra pelo setor privado, desde que "a custo zero" para o governo.

Auxílio emergencial 
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) pode analisar este ano três sugestões que garantem renda extra aos mais pobres para combater os impactos da pandemia. Essas sugestões foram apresentadas por cidadãos por meio do Portal e-Cidadania. Ao receber 20 mil apoios de outros usuários, a ideia cadastrada na plataforma é convertida em uma sugestão legislativa que deve ser debatida pelos senadores. Se aprovada, a sugestão se torna um projeto de lei ou de emenda constitucional.