A escolha do DEM

Publicação: 2018-06-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Lydia Medeiros

O DEM está sem rumo. A candidatura de Rodrigo Maia praticamente interditou o debate interno sobre a eleição presidencial, que agora é inevitável. Sem Rodrigo Maia no páreo, uma ala do partido trabalha para renovar a antiga aliança com o PSDB de Geraldo Alckmin. Há também um crescente número de deputados que flertam com Jair Bolsonaro (PSL). Uma aliança formal com Bolsonaro não está no cardápio do DEM. Apesar de improvável, devido a diferenças programáticas e ideológicas evidentes, há uma conversa embrionária com Ciro Gomes (PDT). A intenção do comando do DEM é trabalhar para que haja uma decisão conjunta com Solidariedade, PP e PRB, que vinham formando um bloco sob a liderança de Rodrigo Maia. O PR também pode entrar no grupo. O partido mandou fazer novas pesquisas sobre a viabilidade do empresário Josué Alencar, uma opção que ainda não foi descartada. O líder do DEM na Câmara, Rodrigo Garcia (SP), que prega o casamento com o PSDB, diz que o diálogo é importante, mas adianta: “Não precisamos estar ao lado de quem ganha. Precisamos estar do lado certo.”

Posição independente
Bombardeado no próprio PSDB, Geraldo Alckmin ganhou o simbólico apoio do deputado Jarbas Vasconcelos, integrante histórico do MDB. Pré-candidato ao Senado por Pernambuco na chapa do governador Paulo Câmara (PSB), ele já avisou que está fora da barca de Henrique Meirelles (MDB), e que vai apoiar o tucano, apesar de o PSDB estar em palanque oposto no estado. Para Jarbas, Meirelles está “inviabilizado” porque parou nas pesquisas. Ele acha que “é muito melhor para o ex-ministro ficar no lugar onde estava”, que é o de técnico.

Amigos de infância
As alianças eleitorais no Amazonas ganharam sinais trocados. Na eleição de agosto passado para o governo, convocada depois da cassação de José Melo, do PROS, Amazonino Mendes (PDT) disputou com o senador Eduardo Braga (MDB) e Rebeca Garcia (PP). Agora, para tentar manter o cargo, aliou-se aos antigos opositores. Braga disputa na chapa do governador a reeleição ao Senado, e Rebeca ocupará a vaga de vice. Já o antigo aliado Omar Aziz (PSD) será o principal adversário do governador na disputa, apoiado por Pauderney Avelino (DEM), candidato ao Senado — outro ex-companheiro do governador.

Mudança de planos
Com as pesquisas apontando Lula em primeiro lugar, mas sem mostrar ainda a transferência de votos para um “plano B” — nos cenários em que o nome do petista não é incluído —, o PT voltou a discutir a estratégia de lançar um nome a vice do ex-presidente. Parlamentares têm levado à cúpula do partido preocupação com o fato de a legenda ter ficado fora das últimas sabatinas com presidenciáveis. Os defensores da ideia acham que o PT deve indicar um vice que se torne um porta-voz.

Lembra de mim?
Deputados baianos estão na disputa pelo “espólio” de Lúcio Vieira Lima (MDB) na Bahia. Depois de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal, no caso das malas de dinheiro apreendidas em Salvador, o irmão de Geddel perdeu o apoio público de parte dos prefeitos que estavam com ele nas eleições de 2014. A influência municipal é considerada decisiva na disputa de cadeiras na Câmara dos Deputados. O MDB elegeu 47 prefeitos na Bahia, em 2016. Alvejado pelas denúncias, Lúcio não desistiu de disputar a reeleição. Ele aposta que, por ser o nome mais conhecido do MDB baiano, pode sair vitorioso nas urnas com a ajuda dos votos de legenda.

Agenda política
O novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, resolveu fazer uma política de aproximação com o Congresso Nacional. Esteve com Eunício Oliveira e Rodrigo Maia. E conseguiu tempo fora da agenda para atender um pedido da senadora Simone Tebet, líder do MDB. Ela queria garantias de que haverá continuidade do processo de venda de uma fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul. A fábrica está com obras paralisadas desde 2014. Monteiro disse à senadora que a licitação segue.


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