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Alex Medeiros
A escritora do amor
Publicado: 00:01:00 - 25/05/2022 Atualizado: 07:44:30 - 25/05/2022
Alex Medeiros 
alexmedeiros1959@gmail.com

O romance se tornou um dos grandes gêneros literários da atualidade, e as referências de constatação disso estão no número de livros e autores envolvidos no tema, sem falar da multiplicação fantástica dos seus leitores. Nas duas primeiras décadas desse terceiro milênio, os romances são lançados, comprados, lidos, comentados, repercutidos e, mais das vezes, roteirizados em TV e cinema. É uma paixão com a mesma dimensão dos amores historiados.
Reprodução

Nos dias atuais, uma escritora tem se destacado como uma das grandes campeãs de vendas, um sucesso mundial a partir dos livros que escreve em sua casa na Argentina. Falo de Florencia Bonelli, uma ex-contabilista pública que abandonou o trabalho em 1998 para dedicar-se a um sonho de juventude: escrever histórias de amor inseridas em processos históricos. Ela nasceu em 5 de maio de 1971, na cidade de Córdoba, e ainda menina se apegou aos livros.

Florencia encontrou o ponto de partida para abraçar a literatura quando leu o romance Jane Eyre, da inglesa Charlotte Brontë, um clássico de 1847, e que ganhou de presente do seu pai, que a incentivava sempre no ato da leitura.

Em recente entrevista, a escritora hoje lida no mundo inteiro disse que a história do velho livro incutiu nela de imediato a paixão pela literatura. Mas aos 17 anos, por não gostar de ensinar, abdicou de um curso de Filosofia e Letras.

“O livro de Charlotte Brontë me causou uma sensação diferente, uma vontade de ler que superava a dos livros anteriores”, disse a escritora, que aos 10 anos já havia lido autores como Mark Twain, Júlio Verne e Louisa May Alcott.

Florencia acha que na sua mente inocente de criança, ela tinha acabado de descobrir que seu gênero favorito era o romance. E o grande incentivo veio em 1997, quando o marido sugeriu que deixasse o trabalho para escrever livros.

O trabalho do marido a levou a morar em Gênova, Bruxelas e Londres, período que aproveitou para ampliar horizontes. O primeiro livro veio em 1999, o romance “Bodas de Ódio”, seguido em 2003 com “Marlene”. E não parou mais.

Em 2005 ela publicou “Índias Brancas”, dividido em duas partes. Em 2006, veio “O Que Seus Olhos Dizem”, e em 2007 lançou “O Quarto Arcano”, também dividido em duas partes. Em 2009, foi a vez de “Me Chamam Artemio Furia”.

Em 2011, durante a Feira do Livro de Buenos Aires, Florencia lançou a trilogia “Cavalo de Fogo”, distribuída nas histórias “Paris”, “Congo” e “Gaza”. As três narrativas retomam a trama abordada no romance “O Que Seus Olhos Dizem”.

A chamada trilogia dos cavalos tornou-se um fenômeno de vendas em toda a Argentina e também na América Latina, Espanha, Portugal e Alemanha. Ela é hoje, disparada, o nome literário argentino de maior referência na Europa.

A influência da leitura de infância é evidente em vários dos seus romances, quase sempre ambientados no século XIX. A história da governanta do romance de Charlote Brontë marcou em definitivo sua vida e o seu estilo.

Indagada se se espelha na personagem Jane Eyre, refuta comparação: “ela está muito acima de mim. Sua nobreza, bondade e incapacidade de guardar rancor fazem dela uma personagem favorita, e sem condições de imitar”. 

Imune a feminismo ficcionista e revanchista, Florencia também elogia o personagem masculino do famoso romance: “O Edward Rochester, apesar de mostrar uma fachada dura e cínica, é um grande homem, com sentimentos”.

No último dia 5, aniversário de 51 anos de Florencia Bonelli, a editora Planeta lançou no Brasil seu novo romance, “O Feitiço da Água”, que já se tornou também um sucesso de vendas, provando que o amor promove best sellers.

Audiência 
A Jovem Pan News já havia atropelado a CNN na briga pela audiência das chamadas TVs de notícias, e agora ultrapassou também a GloboNews em quase todos os horários. O programa Pingos nos Is é campeão geral no País.

Umanas 
Discordo do pagamento de mensalidade nas universidades federais. Acho que o mais importante seria extinguir “Umanas” e deixar seus cursos em faculdades privadas. Quem quiser ser jornalista, sociólogo, filósofo, que pague as aulas. 

Livro 
O ex-deputado Eduardo Cunha está com sua agenda cheia autografando seu livro “Tchau Querida... Diário do Impeachment”, contando sobre a queda de Dilma Rousseff. A edição já se encontra disponível nas principais livrarias.

Voto 
Em entrevista ao programa Pânico, na Jovem Pan News, Eduardo Cunha declarou que vai votar em Jair Bolsonaro. Perguntado sobre as pesquisas e o quadro eleitoral, disse que o presidente deverá ser reeleito em primeiro turno.

Macho 
A velha mídia noticiando que o novo filme “Top Gun Maverick” está sendo criticado por promover masculinidade. A turma do replique não deixa barato e postou nos comentários: “É por isso que é Maverick, senão se chamaria Polo”.

Refugo 
Após a renovação milionária do contrato com MBappé, o PSG decidiu dispensar Neymar, segundo divulgou o diário Le Parisien. O brasileiro foi colocado à venda por 90 milhões de euros para bancar a compra de Dembelê.

Boicote 
Menos de 24 horas após assinar a renovação do contrato com o PSG e refutar o Real Madrid, o craque MBappé perdeu nada menos que 600 mil seguidores em seu perfil no Instagram, uma reação radical da fanática torcida merengue.

Ingressos 
Por iniciativa do professor Beto Cabral, o Sesc, o Senac, a Fecomércio e a Fiern abraçaram o projeto “Ingresso Social”, lançado hoje às 8h30 no Sesc –Centro. Uma campanha em favor do ABC e do América na luta do Brasileirão. 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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