"A gente fica sem entender o porquê de uma possível PPP ou PPI"

Publicação: 2017-05-24 00:00:00 | Comentários: 0
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Bate-Papo com Ricardo André Rodrigues, presidente do Sindágua/RN.

A Caern está envolvida numa polêmica relativa a uma possibilidade de privatização. O que o Sindágua sabe a respeito disso?

Nós estamos à procura de todo tipo de informação, o por quê de você conseguir, ou querer, ou poder ou desejar privatizar uma empresa totalmente viável. Uma empresa que cumpre todas as metas, que bate recordes de arrecadação. Mas nós também temos consciência que não estamos naquele ápice de atendimento com a população. Mas é uma empresa que tem o movimento integrado de todos os funcionários. A gente, certamente, fica sem entender o porquê de uma possível PPP ou PPI, seja já o que for que o governo Robinson queira dar nomenclatura.

O que vocês esperam?
O que a gente precisa é que ele nos dê uma posição oficial sobre isso, apesar de, no âmbito da empresa ele já ter dito que da intenção da não privatização. Mas, não nos deixou muito claro e a gente gostaria e espera que o governo Robinson faça um posicionamento oficial que, para mim, o mais importante seria uma coletiva com a imprensa. Apesar dele poder alegar que o estudo de viabilidade ainda não foi concluído, pois começou há pouco mais de um mês. Ele espera  que, no final desse estudo, tome a decisão. A gente, como trabalhador, a gente espera uma resposta oficial do governador.

Mas o Governo deu uma resposta oficial hoje em nota...
A gente ficou sabendo, mas a gente acredita e espera, sinceramente, que seja uma nota verdadeira e oficial. A gente vai procurar outros meios para também viabilizar e oficializar essa questão do governador Robinson ter tomado essas posições e ele enfatizou na imprensa e internamente na Caern que não tem essa pretensão. Mas, infelizmente, a gente está vivendo um momento atípico, de não dar muita credibilidade à nossa classe política. Infelizmente,  a gente tem que falar esse tipo de coisa justamente por isso. A gente não tem, assim, aquela afirmação de dizer: acreditamos nos nossos políticos, acreditamos nos nossos representantes. É essa nossa insegurança.

Os balanços não demonstram recordes de faturamento, mas o contrário. Como o senhor comprova que a Caern bate recordes?
O problema é que alegam esses números e a gente, como funcionário, acabou de receber um PPR que é um programa de participação nas receitas da empresa. Eu não sou economista, eu não sou contador, mas fica de fácil entendimento: quando você tem uma empresa que consegue bater todas as metas, e aquele seus funcionários conseguem receber o seu PPR, a sua participação nos lucros, é notório que a gente não tem como dar muita credibilidade a esses números. Porque, como é que a gente está no vermelho e ainda conseguir pagar uma participação nos lucros entre 2015 e 2016, que foi esse que a gente recebeu agora há pouco menos de um mês. Então, há um confronto de números. É isso que a gente fica sem poder dar credibilidade a esses números.

Mas os números comprovam se a empresa vai bem ou não. Se não acreditar em número, no que se vai acreditar?
Eu vou te afirmar uma coisa. Hoje se divulga um INCP de 4,56 de 4,59. Não precisa a gente ser um especialista na área para saber que a divulgação desse INPC  é hoje um número que não está dentro da nossa realidade. Baseado nessas coisas que a gente vê no dia-a-dia, a questão de muitos governos maquiar o número do INPC, a gente passa a não acreditar em qualquer outro número que passem para frente. Mas são coisas que a gente vai discutir, vamos sentar, vamos analisar, mostrar de onde foram tirados esses números. Temos contatos de provas de arrecadação de dentro da empresa que a gente não concordou, não dá para se ter confiança que os números chegaram a esses níveis. A gente bateu essas metas que nos foram determinadas, mas no final de ano se divulgam esses números e até que se prove o contrário, apesar de todo convencimento que os números podem nos dar, a gente não acredita nesses números que mostram o prejuízo. Então, a gente precisa sentar com o setor de contabilidade da Caern para ele nos provar esses números.

Há um estudo paralelo?
Não. A gente não fez esse estudo paralelo, mas a pretensão nossa é fazer se ela continuar afirmando que está com os números negativos. Não sabemos de onde iremos contratar profissionais da área, mas iremos tentar. Até pouco tempo atrás, a própria direção nos afirmava que tinha R$ 8 milhões em caixa. É uma contradição que a gente fica sem entender e sem se convencer.


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