“Indignação motivou as mobilizações nas ruas”

Publicação: 2015-03-17 00:00:00
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Parlamentares e lideranças políticas potiguares de situação e oposição ao Governo Federal afirmam que é preciso o Poder Executivo ouvir as ruas e dar uma resposta célere e eficiente às manifestações.  Os protestos ao longo do  último domingo foram realizados nos 26 Estados do país e no Distrito Federal.  Houve manifestações nas capitais e em, ao menos, 185 cidades. Segundo informações oficiais das Polícias Militares 1,950 milhão de brasileiros foram às ruas, a maioria vestida de verde e amarelo. Em Natal, de acordo com a Polícia Militar, o protesto reuniu 12 mil pessoas. Os organizadores estimam que 40 mil manifestantes participaram.
Milhares de manifestantes ocupam a avenida, em Natal, e demonstram insatisfação
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves destacou que as manifestações foram pacíficas e democráticas. Para ele, é natural que a população se expresse livremente em um país no qual está em pleno vigor a democracia. “Agora é ouvir a voz das ruas, o que é sempre salutar para qualquer Governo e para todos os agentes políticos”, disse. “O Brasil está amadurecido para os seus desafios”, acrescentou.

O deputado federal Fábio Faria, vice-líder do PSD na Câmara, avaliou que o recado das ruas com a manifestação do último domingo foi de insatisfação e indignação. Para o parlamentar, o Governo precisa dialogar com o núcleo político e dar uma resposta do tamanho da manifestação. “Essa resposta não pode ser com medidas paliativas. A população espera respostas do governo não culpando determinados setores, ou jogando ministros para falarem o que foi pior. As pessoas querem ouvir a palavra da presidenta”, disse o deputado Fábio Faria.

Ele lembrou que em 2013 as manifestações tinham uma pauta e foi atendida. “O Congresso está pronto para atender essa pauta. A população vai para as ruas e mostra sua indignação, o Governo tem que tentar extrair o que pode fazer e pode começar enxugando o próprio Governo, reduzindo o custo da máquina”, observou Fábio Faria, destacando que é preciso.

O deputado federal do PSD ressaltou que é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Isso (o impeachment) não cabe. Não é assim que deve ser feito, não se pode jogar a constituição no lixo. É preciso respeito com a democracia”, comentou. Para ele, a presidente precisa reconhecer o que o povo quer e conversar com os movimentos. “É preciso abrir a porta do Palácio”, completou. O deputado federal Rafael Motta, vice-líder do PROS na Câmara, avaliou que o movimento do último domingo foi democrático, pacífico e que segure para a população reivindicar os seus direitos. “O recado para nós políticos é que precisamos ouvir o sentimento popular e fazer uma mudança com a reforma política e em relação a justiça social, com redução de impostos e luta contra a corrupção”, comentou.

Estados
Presidente nacional do Democratas, o senador José Agripino Maia avaliou o protesto como “universal”. Ele disse que chamou atenção por não ser um ato concentrado em apenas um ou dois Estados, mas em todo país. “Foi um ato expressivo no Brasil inteiro. Traduziu o sentimento do povo brasileiro em todas as regiões”, destacou.

A senadora Fátima Bezerra (PT) disse que o país está assistindo desde a sexta-feira, o grito dos brasileiros pedindo o fim da corrupção no país. “Uma triste realidade que assola gerações e gerações”, comentou. Para a senadora há um anseio comum nesses sentido. “Sem dúvida alguma, nós estamos consoantes neste anseio e por isso mesmo defendemos como urgente, entre outras coisas, a reforma política. É preciso um começo”, afirmou.

A senadora disse que defende a reforma de forma política para acabar com o financiamento privado de campanhas eleitorais. “O financiamento empresarial está no centro dos escândalos de corrupção do país, desde a redemocratização. Assistimos às manifestações próprias da ordem democrática, em padrão de normalidade de absoluto respeito às autoridades”, avaliou.


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