A louraça da faca

Publicação: 2020-03-19 00:00:00
Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Olha a faca! Não, ninguém olhou primeiro para a faca quando Ursula Andress emergiu naquela praia de 1962, disposta a emprestar seu charme como estímulo para James Bond encarar as maldades do Satânico Dr. No. A louraça Honey Rider, pingando pecado no biquíni branco, marcou para sempre a saga do agente 007 no cinema e se perpetuou na mente dos fãs da atriz suíça, um dos maiores símbolos sexuais daqueles anos, ao lado de Brigitte Bardot, Jane Birkin e Sophia Loren.

Meio século depois daquele “slow motion” fatal, o site do jornal inglês Telgraph.co.uk, um dos mais visitados pelos cinéfilos da Europa e muitos curiosos de outros continentes, conferiu a Ursula Andress o título de maior “Bond Girl” de todos os filmes da grife do personagem criado por Ian Fleming. Ela superou com facilidade todas as demais namoradas do agente da rainha.
E também confirmou sua preferência indiscreta no consciente coletivo da marmanjada que já viu o velho filme, muitos pela enésima vez e que até hoje não conseguem desviar os olhos para a faca quando ela emerge das águas.

A segunda “Bond Girl” na escolha dos fãs apaixonados foi Honor Blackman, que interpretou Pussy Galore em 007 Contra Goldfinger, de 1964. Sua cena mais lembrada é quando aparece e ele diz apenas “devo estar sonhando”.

Lana Wodd, a bela Plenty O´Toole de “Os Diamantes são Eternos”, filme de 1971, ficou na terceira posição daquela votação virtual. Em quarto veio Bárbara Bach, a garota do James Bond em “O Espião que me Amava”, de 1977.

Dos filmes mais recentes, apenas “007 Contra GoldenEye”, de 1995, emplacou uma “Bond Girl”, a malvada Xenia Onnatop, que ganhou vida na tela com a atriz Famke Janssen, a holandesa que vive a mutante Jean Grey dos X-Men.

Ursula Andress já havia vencido em outra votação, organizada pelo jornal londrino Daily Mail. A segunda também foi Honor Blackman e a terceira posição ficou com Diana Rigg, a amiguinha Tracey Divicenzo de “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade”, a fita de 1969.

Na quarta posição da lista do Daily, finalmente uma “Bond Girl” dos tempos atuais, a gostosinha Vesper Lynd, interpretada pela atriz Eva Green de “Cassino Royale”, ainda nas sessões dos telecines da Globo e da rede HBO.

O tablóide foi o único que decidiu inverter a eleição, perguntando também aos fãs qual teria sido a pior “Bond Girl”. Quem se deu mal foi a atriz Denise Richards, a doutora Christmas Jones em “O Mundo não é o Bastante”, de 1999.

Jones não passou no crivo da galera por causa do seu jeitão “mezo Indiana Jones, mezo Xena”, características que não combinavam com as curvas, o charme e a feminilidade das demais namoradinhas de Bond.

Prestes a fazer uma década após a eleição do Telegraph, ensaio aqui outra eleição e coloco Ursula Andress como minha favorita. A ex-namorada do craque Falcão segue insuperável e daqui envio beijos pelo 84º aniversário.

Créditos: Divulgação


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