"A luta agora é contra o tempo", diz o governador

Publicação: 2017-08-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Bate-Papo com o governador Robinson Faria.

Como fica o endividamento do Estado junto à União com esses novos empréstimos?

Ainda seremos os menores no quesito devedor da União. O endividamento hoje é de 0,06% da receita líquida.

O senhor acha que sai quando essa liberação do empréstimo?
Estamos trabalhando, tive sete audiências em Brasília com o presidente [Michel Temer], o ministro Henrique Meirelles, os presidentes da Caixa e do BB e quatro outros ministros. Foram dois dias praticamente de reunião. Não tive tempo nem de respirar. Foi uma audiência atrás da outra. A luta agora é contra o tempo.

O pagamento em dia depende desses recursos?
Depende de muitas coisas. Primeiro da economia do Brasil. A economia crescendo, aumenta o repasse para o Estado. Isso facilita muito, porque diminui a frustração do FPE e facilita o pagamento de pessoal aqui no Estado. Esse é um ponto. O segundo ponto, é que a gente recebeu o Estado com grande déficit na área financeira. Estou tentando superar esse atraso que recebi do Estado. O Rio Grande do Norte não tinha reserva como outros estados tinham, como Pernambuco tinha, como Ceará tinha. O Estado sem reserva dificultou manter a normalidade do pagamento do servidor.

Culpa de gestores anteriores?
O que posso dizer é que encontrei o Estado sem nenhuma reserva.

Esse empréstimo da Caixa vai ser possível usar para a folha de pessoal? O financiamento do BB não pode?
Um financiamento do Banco do Brasil é para investimentos. Mas temos dois projetos no BB, um é aquela famosa operação de crédito de R$ 850 milhões somente para investimentos e contrapartida de convênios do governo do Estado. Estamos [tentando] uma nova modalidade na  Caixe e no BB. Esses sim servirão para ressarcimento ao Estado e o dinheiro ficará livre para custeio, folha e investimento. Ou seja, tudo o que já se gastou de contrapartida federal é atualizado e os valores são devolvidos ao Estado em forma de empréstimo. O Estado fica livre pra custeio.

Terminaria o ano com o pagamento em dia, inclusive o 13º°?
Se for liberado, sim. E depende muito do que for acatado lá. O Estado apresentou e ofereceu o crédito, mas não depende só do governo do Rio Grande do Norte. Mesmo assim, acredito que dentro de 30 dias teremos uma posição.

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