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A memória de Natal
Publicado: 00:00:00 - 21/01/2022 Atualizado: 22:41:28 - 20/01/2022
Antonio Roberto Rocha 
antonioroberto@tribunadonorte.com.br

Do alto dos seus 422 anos, Natal tem muita história para contar. Nas ruas da Ribeira, Rocas e Cidade Alta — eixo tombado como patrimônio histórico da capital —, as edificações antigas guardam lembranças de uma época de glória. 

A idealizadora do projeto “Natal, cidade de memória” e coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Estácio, Ilanna Paula Revorêdo, comenta que é essencial que a população mantenha contato e crie vínculos com esses espaços para garantir sua preservação.

“A partir do momento em que a pessoa constrói memórias e se identifica com um lugar, ela desenvolve um carinho especial para conservar aquele espaço e entende a importância que ele tem para a comunidade e para nossa história”, explica. 

Valorização - Ilanna destaca que não é preciso viajar para ver prédios icônicos e se encantar com suas narrativas: “As pessoas vão para Ouro Preto e Paraty, por exemplo, em busca de turismo nas cidades históricas, mas não percebem que temos um centro histórico tombado aqui, com muito material que precisa ser visto, valorizado e preservado”.

Roteiro - A docente desenvolve passeios educacionais nos pontos arquitetônicos mais antigos da cidade com o objetivo de educar a população para valorizar o patrimônio local. 

“Começamos pela Cidade Alta, descemos pela Ribeira e eu sempre gosto de encerrar as visitas na galeria de artes B-612. na Rua Dr. Barata, porque eu quero que todos vejam que é possível transformar esses locais, muitas vezes desgastados pelo tempo e pelo descaso do poder público, em espaços úteis, que tragam vida e sejam atrativos no bairro”, diz.  

Vivências - Ilanna conta que, durante as atividades, é comum que os participantes rememorem vivências de outrora. “São locais que trazem à tona memórias afetivas. Algumas pessoas se lembram da infância, outras vão para ter um reencontro. Em um dos passeios que fizemos, um senhor de uns 78 anos ia contando o que vivenciou no espaço. São memórias que precisamos guardar para passar para as próximas gerações”, revela a arquiteta. 

Sensibilidade - Além do lazer proporcionado à população, Ilanna lembra que as visitas técnicas são muito importantes para os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, porque eles têm acesso a técnicas construtivas não tão habituais no presente, o que cria repertório para a formação de um profissional que tenha sensibilidade nos seus projetos futuros. 

"O arquiteto é, antes de tudo, um educador. Os nossos clientes não conhecem a legislação, muitas vezes não sabem a importância de se preservar e valorizar o nosso patrimônio e acham muito mais prático demolir, no lugar de preservar”, diz a docente. 

Preservação - Quando o arquiteto tem conhecimento do que existe em um prédio histórico, tem a possibilidade de explicar para o cliente que é possível preservar a edificação e transformar em algo muito mais atrativo, que faz com que as pessoas se identifiquem com a marca, através de uma construção diferenciada no lugar de algo moderno, mais comum”, opina.

Como surgiu - O projeto surgiu em 2018 com o nome "Ribeira, Minha Ribeira" e funcionou até 2019 realizando entrevistas com figuras icônicas dos bairros históricos para a produção de um  documentário. 

Em 2021 as atividades retornaram com um nome mais abrangente, "Natal, cidade de memória", para propiciar ações de educação patrimonial com lives, visitas técnicas aos prédios históricos e atividades nas escolas. Os passeios são gratuitos e abertos à comunidade, com restrição de quantidade de 15 pessoas. 

Fiart terá 800 artesãos e 210 estandes
Lançada ontem no Espaço Neuma Leão, a Feira Internacional de Artesanato – Fiart realiza sua 27ª edição de 28 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022, sempre das 16h às 22h, no Centro de Convenções de Natal. O evento prevê a participação de 800 artesãos, distribuídos em 210 estandes. 

Importante vitrine da arte e da cultura, o diferencial da Fiart está em sua essência de aproximar, valorizar e dar espaço para as manifestações tradicionais, produções artesanais das tribos indígenas, mostra de grupos folclóricos e mostra de cultura popular, entre outros aspectos. A feira, em si, é um espaço fértil à propagação da economia criativa.

Biossegurança - A Fiart está tomando diversas medidas de prevenção relativas ao coronavírus. O evento segue as orientações da Organização Mundial de Saúde, com uso obrigatório de máscara, higienização das mãos com álcool 70 e distanciamento.

Neiwaldo Guedes, idealizador e organizador da Fiart, ressalta que o evento está de acordo com o decreto nº 31.265, do dia 17/01/2022, que obriga todos os expositores, equipe e visitantes a apresentarem, no credenciamento, o comprovante de vacinação seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Apoio - O evento é uma realização do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, com o patrocínio e apoio do Sebrae/RN e Prefeitura de Natal. A organização é da Espacial Eventos. Toda a programação cultural tem o incentivo da Lei Municipal Djalma Maranhão, com patrocínio da Unimed Natal.

RN se promove em Madri
O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Turismo e Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), está presente na Feira de Turismo de Madri, a Fitur, que prossegue até domingo na capital espanhola.Além do RN, participam também do evento, que abre o calendário de feiras de Turismo na Europa, representantes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Amazonas.Para o diretor-presidente da Emprotur, Bruno Reis, "manter o relacionamento com operadores de turismo, agentes de viagem e empresas aéreas do mercado espanhol é fundamental para a retomada de turistas internacionais para o RN".

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