“Não dá pra continuar muito porque custa R$ 50 bilhões ao mês”, afirma Bolsonaro sobre Auxílio Emergencial

Publicação: 2020-08-06 00:00:00
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Brasília (AE) - O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, na manhã desta quarta-feira (5) que "não dá para continuar muito" a liberar o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais por causa do impacto da medida na economia, que, segundo ele, representa R$ 50 bilhões mensais. No momento em que o Brasil se aproxima das 100 mil mortes por covid-19, Bolsonaro voltou a criticar governadores que mantém medidas de isolamento social nos Estados.

"Começou a pagar a quarta parcela (do auxílio emergencial) e depois tem a quinta. Não dá para continuar muito porque por mês custa R$ 50 bilhões. A economia tem que continuar. E alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado", disse Bolsonaro a apoiadores.
Sobre a eventual prorrogação do auxílio emergencial para micro empresários, o presidente afirmou que o assunto precisa ser tratado com o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Não sei dizer, tem que ver com o Paulo Guedes. O Brasil já gastou R$ 700 bilhões com a covid", declarou. 

Paulo Guedes reiterou que a União não suportaria o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 por mais meses além da ampliação já anunciada. "O Brasil não aguenta muito tempo. Se o auxílio fosse de R$ 200, R$ 300, dava pra segurar seis meses, um ano", disse, em audiência na Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária.