‘O BNB vai se somar aos que financiam o setor de energia’

Publicação: 2016-05-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Os Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ampliarão suas linhas de financiamento para o setor energético. A medida consta em portaria recente e marca o retorno dos financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) ao segmento. Desde 2011, por decisão do governo federal, o banco havia deixado de financiar energia eólica e a oferta de crédito estava concentrada no BNDES. Agora, o BNB espera oferecer as linhas de até meados de maio. Em resposta a questões da TRIBUNA DO NORTE, o banco detalhou como funcionará o crédito.

Quais serão as condições nessas linhas de financiamento?
 A fonte de recursos/Programa é o  FNE Verde. O prazo é de até 20 anos, com até 8 anos de carência. O limite de financiamento é de 60% do investimento total e o alvo são empresas responsáveis pela implantação de geração de energia de biomassa, eólica, solar e Pequenas Centrais Hidrelétricas. Clientes de grande porte – com faturamento maior ou igual a R$ 90 milhões - pagam juros integrais de 12,95%, reduzindo para 11% com bônus de adimplência (15%). Micro, Pequeno, Pequeno-Médio e Médio, pagam juros integrais de 11,18% e 9,5% de juros com o bônus.

Já há projetos em análise?
O retorno do apoio do FNE ao Setor ocorreu no dia 20/04.  Estamos divulgando junto ao público para, em seguida, quantificar e qualificar  as demandas. Podemos afirmar que são promissoras as expectativas.
 
A eólica já foi o principal motor de financiamentos do BNB e tinha demanda tão alta que os recursos do FNE chegaram a ser insuficientes. Qual a expectativa?

O BNB observa com rigor a distribuição dos recursos do FNE para fomento de todos os setores apoiados e porte de empresas, no Nordeste. Como exemplo, no mínimo, 51% do Orçamento da fonte devem ser para empresas ou produtores rurais de pequeno porte. O apoio à energia deve ocorrer sem comprometer o financiamento dos demais setores. O Banco estipulou, para a geração centralizada, uma proporção conservadora, que é financiar até 60% do investimento. É possível que, para garantir o apoio aos projetos, utilize também um mix de recursos entre o FNE e outra fonte.
 
O BNB já financiava outras fontes de energia além da eólica?

O Banco continuava financiando a geração distribuída, que consiste no empreendedor que desenvolve uma atividade produtiva adquirir sistemas para geração de energia consumida em seu empreendimento. Agora, o banco está voltando a apoiar também a geração centralizada, que é  a atividade de empreendedores que instalarão parques de energia para comercialização no Sistema Nacional.
 
Por que voltar a financiar o setor? O BNDES continuará?

 Os diversos atores do mercado se posicionavam a favor do retorno do BNB. A avaliação era muito boa da atuação do banco, com disponibilidade de corpo técnico especializado. É muito importante para o país assegurar o constante desenvolvimento de sua matriz energética, dando segurança para os investimentos nos demais setores de atividade. E o BNB somar-se-á aos demais agentes financeiros na área.

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